
Gigante gentil habitava a ilha de Santa Helena e era a última ligação direta do planeta com o século XIX.
INTERNACIONAL – A ciência e os entusiastas da natureza lamentam a perda de Jonathan, a tartaruga-gigante que se tornou um ícone global de resiliência. Estima-se que o animal tenha nascido por volta de 1832, o que significa que ele já era adulto quando a lâmpada elétrica foi inventada e muito antes de Charles Darwin publicar suas teorias sobre a evolução.
Uma Vida Através dos Séculos: Jonathan viveu em Santa Helena, território britânico no Atlântico Sul, desde 1882. Ao longo de quase dois séculos, ele testemunhou:
- A ascensão e queda de impérios;
- Duas Guerras Mundiais;
- A transição das carruagens para a exploração espacial e a era digital.
Os Últimos Dias: Nos últimos anos, a idade avançada trouxe limitações naturais. Jonathan estava cego e havia perdido o olfato, sendo monitorado e alimentado manualmente por seu veterinário de confiança. Sua morte marca o fim de uma linhagem cronológica única: ele era, literalmente, o único ser vivo na Terra que poderia ter “conhecido” personalidades históricas do início do século XIX.
Sua partida deixa um legado de fascínio sobre a biologia das tartarugas gigantes e a incrível capacidade de sobrevivência desses animais em ambientes preservados.
Fonte: Redação Rede Vale Norte.




