
Santa Catarina registrou mais de 300 denúncias no último pleito; MPT orienta trabalhadores sobre como identificar e denunciar coerção no ambiente de trabalho.
BRASÍLIA / SANTA CATARINA – O Ministério Público do Trabalho (MPT) iniciou a divulgação de uma nova campanha nacional de combate ao assédio eleitoral. O objetivo é coibir práticas de empregadores que tentam constranger ou intimidar trabalhadores a votarem em determinados candidatos para presidente, governador, senador ou deputados.
O que é considerado assédio eleitoral? Segundo o procurador Igor Sousa Gonçalves, o assédio ocorre quando o patrão ou chefe cerceia a liberdade de pensamento do empregado. “É o uso do poder hierárquico para intimidar o trabalhador em relação à sua orientação política”, explica. A prática é vedada tanto em ambientes públicos quanto privados, conforme a Resolução nº 23.755/2026 do TSE.
Números em SC: O relatório das eleições de 2022 acendeu um alerta para a região Sul. Santa Catarina foi o 5º estado com o maior número de queixas no país, registrando 304 denúncias. No total nacional, o MPT recebeu quase 3,5 mil relatos de irregularidades naquele ano.
Como denunciar: O trabalhador que se sentir pressionado pode registrar a denúncia de forma sigilosa no portal do MPT, na aba “Denuncie”. É importante reunir provas, como:
- Mensagens de texto ou áudios de redes sociais;
- Gravações de reuniões de equipe;
- Nomes de testemunhas e pessoas envolvidas.
Fonte: Redação Rede Vale Norte / Agência Brasil.




