Defesa de 2ª Tenente do Exército divulga nota sobre investigação e internação em Ibirama

Uma oficial militar temporária do Exército Brasileiro foi indiciada pelos crimes de tentativa de homicídio e ameaça contra agentes de saúde após ocorrência registrada no início deste mês no Polo Base de José Boiteux, no Alto Vale do Itajaí.
A unidade é vinculada ao Distrito Sanitário Especial Indígena Interior Sul (DSEI Interior Sul) e presta atendimento de atenção primária, ações de prevenção e acompanhamento médico às comunidades indígenas da região.
De acordo com a Polícia Civil de Santa Catarina, a investigação foi concluída com a lavratura do Auto de Prisão em Flagrante (APF) da suspeita. Após os procedimentos legais, a militar foi encaminhada ao comando militar, e não ao sistema prisional comum, em razão de sua condição funcional, conforme prevê a legislação.
A Polícia Civil não divulgou detalhes sobre as circunstâncias da ocorrência nem informações complementares sobre a dinâmica dos fatos.
Em nota, o 23º Batalhão de Infantaria informou que está cumprindo integralmente a decisão judicial referente ao caso envolvendo a militar temporária. A organização militar destacou que realizou apenas a custódia da militar em razão de sua condição funcional, conforme determinação judicial.
Ainda segundo o comunicado, os fatos estão sendo apurados pelas autoridades competentes, a quem caberá a eventual responsabilização nos termos da legislação vigente.
Por determinação judicial, a militar foi encaminhada ao Hospital Doutor Waldomiro Colautti, em Ibirama, onde permanece sob cuidados médicos
Defesa divulga nota
A defesa da 2ª Tenente do Exército Brasileiro divulgou nota pública nesta quinta-feira (19), em Ibirama, esclarecendo informações relacionadas a notícias recentes envolvendo a oficial.
No comunicado, assinado pelo advogado Rangel Cane, OAB/SC 63620, a defesa afirma que, até o momento, não há denúncia formal apresentada pelo Ministério Público contra a militar. Segundo a nota, o que existe é um procedimento investigativo ainda em fase inicial, destacando-se o princípio constitucional da presunção de inocência.
A defesa sustenta que os fatos mencionados não teriam origem em conduta de natureza criminosa, mas estariam relacionados a um quadro grave de sofrimento psíquico enfrentado pela 2ª Tenente. Conforme o advogado, no momento do ocorrido, a oficial apresentava comprometimento de sua compreensão e autodeterminação em razão de questões de saúde mental.
Ainda de acordo com a nota, por decisão da 2ª Vara da Comarca de Ibirama, atendendo a pedido da defesa, a militar foi transferida da custódia militar e encontra-se internada no Hospital Doutor Waldomiro Colautti, onde recebe acompanhamento de equipe multidisciplinar e tratamento clínico.
A defesa também enfatiza que o episódio não possui relação com as funções exercidas pela oficial no Exército Brasileiro, classificando o caso como uma intercorrência de natureza estritamente pessoal e de saúde, sem vínculo com a instituição.
Por fim, o advogado reiterou confiança na Justiça e informou que os esclarecimentos técnicos e médicos serão apresentados nos autos do processo no momento oportuno, priorizando a busca pela verdade e a recuperação da saúde da 2ª Tenente.
Informações de rbaTV




