Com o estudo, Defesa Civil de Presidente Getúlio poderá reavaliar planos de contingência para desastres.
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A Defesa Civil de Presidente Getúlio deve receber nos próximos dias, a versão final do mapeamento geológico das áreas que foram afetadas pela enxurrada de dezembro, estudo elaborado por técnicos da Defesa Civil de Santa Catarina. Com o material em mãos, o órgão poderá atualizar os planos de contingência do município para atuar em situações de desastres naturais, como o corrido há seis meses. Além disso, será possível atualizar os locais que passaram a apresentar algum risco.
Essa avaliação foi uma solicitação da Defesa Civil do município, tendo em vista a proporção da tragédia registrada no fim de 2020, em que 18 pessoas perderam a vida e centenas de imóveis e estabelecimentos comerciais foram afetados. O trabalho de geomapeamento foi realizado em todo o bairro Revólver e também no Índio Esquerdo, Niterói, Pinheiro, Rio Ferro; foram analisadas ainda as localidades de Pinheiro Alto, Ribeirão Urú e Ribeirão Tucano.
“Apesar das vítimas e dos prejuízos financeiros, evento ocorrido em dezembro serve de aprendizado para a Defesa Civil, levamos o ensinamento de que o planejamento nunca é suficiente. Por isso, sempre temos que buscar aumentar a segurança e conseguir dar a resposta para essas situações”, comenta o coordenador da Defesa Civil de Presidente Getúlio, Lúcio Bittencourt.
Com o mapeamento em mãos, o município deverá rever os planos da Defesa Civil, e também terá um guia para redirecionar o desenvolvimento habitacional das áreas afetadas. Isso tudo para proteger a população, considerando o novo cenário de Presidente Getúlio.
Bittencourt ressalta a importância dessa revisão, já que até então o bairro Revólver, mais afetado pela tragédia, não esteva em área de risco. “Lá não dava enchente, enxurrada, não tinha deslizamento, era conhecido como o bairro mais seguro da cidade”, acrescenta.
Histórico
Conforme a Defesa Civil de Presidente Getúlio, o bairro Revólver não estava em área de risco pela inexistência de registros de fenômenos dessa natureza na área. Após o corrido, estudos da Universidade Federal do Paraná apontaram que o fenômeno foi o quarto na história geológica do local, e o intervalo entre cada evento é de 100 a 180 anos.
Por Sindréia Nunes Rede Vale Norte




