Luiz Inácio Lula da Silva diz que fará “qualquer sacrifício” para prender magnatas do crime

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Matheus Cerqueira

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (24), que o Brasil fará “qualquer sacrifício” para prender os “magnatas da corrupção e do narcotráfico”. A declaração foi dada em entrevista à imprensa em Seul, capital da Coreia do Sul, onde cumpre visita de Estado.

“O desejo nosso é colocar os magnatas da corrupção e do narcotráfico na cadeia, e para isso nós faremos qualquer sacrifício”, disse o presidente.

Reunião com os Estados Unidos

O combate ao crime organizado será um dos temas da reunião prevista entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que deve ocorrer no próximo mês, em Washington.

Segundo Lula, ele pretende levar representantes da Polícia Federal, da Receita Federal, do Ministério da Fazenda e do Ministério da Justiça para reforçar a proposta de cooperação.

“Se ele quiser, de verdade, combater o crime organizado, o narcotráfico e o tráfico de armas, o Brasil será parceiro de primeira hora, porque nós temos expertise nisso com a nossa Polícia Federal”, afirmou.

De acordo com o presidente, a pauta do encontro ainda está sendo elaborada e também incluirá temas ligados ao multilateralismo e à democracia.

Acordos comerciais na Ásia

Durante a visita à Coreia do Sul, Lula destacou a retomada das negociações para um acordo comercial entre o país asiático e o Mercosul, paralisadas desde 2021.

Ele afirmou ter conversado com o presidente sul-coreano, Lee Jae-Myung, sobre a importância de avançar nas tratativas em um momento de debate global sobre unilateralismo.

A ampliação do acordo de comércio preferencial Mercosul-Índia também está entre as prioridades do governo brasileiro.

Próxima parada: Emirados Árabes

De Seul, o presidente seguiu para Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, onde terá reunião com o presidente Mohammed bin Zayed Al Nahyan.

Questionado sobre as tensões no Oriente Médio, Lula afirmou que a reunião tratará exclusivamente de temas de interesse bilateral.

“Eu não vou discutir a guerra do Irã. Eu vou discutir a relação comercial e política entre Brasil e os Emirados Árabes. Nós não estamos precisando de guerra, estamos precisando de paz, investimento e desenvolvimento”, declarou.

Ainda nesta terça-feira, a comitiva presidencial embarca de volta para Brasília.

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil