
Um jovem de 18 anos foi preso na manhã desta segunda-feira (15), no município de Agrolândia, no Alto Vale do Itajaí, acusado de estimular adolescentes a praticarem automutilação por meio da plataforma Discord. Em um dos episódios investigados, o suspeito teria ordenado que uma jovem escrevesse, com uma navalha, o nome de uma delegada no próprio corpo, como forma de provocação às autoridades.
O investigado, identificado como Luiz Fernando Souza, foi preso após mandado de prisão temporária e mandado de busca e apreensão expedidos pela Justiça do Estado de São Paulo. A ação foi cumprida pela 3ª Delegacia de Crimes Cibernéticos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil de São Paulo, com apoio da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática do Deic de Santa Catarina.
Durante o cumprimento dos mandados na residência do suspeito, os policiais apreenderam material considerado consistente com as investigações. Segundo a Polícia Civil, foram encontradas diversas imagens e vídeos de jovens praticando automutilação, além de conteúdos relacionados a comunidades da plataforma Discord voltadas a esse tipo de incentivo.
Ainda conforme os investigadores, também foram localizadas imagens e vídeos de jovens em poses e cenas de cunho sexual, o que resultou na prisão em flagrante do suspeito por outros crimes. As mídias analisadas indicam que algumas vítimas eram coagidas a reproduzir símbolos na própria pele, como a suástica, em alusão ao nazismo.
Entre os arquivos apreendidos, os policiais também encontraram imagens com os nomes do delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Artur Dian, e da delegada Lisandrea Salvariego, chefe do Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), escritos no corpo das vítimas, em um tom interpretado como ameaça direta às autoridades.
Luiz Fernando Souza foi encaminhado à 7ª Delegacia Regional de Polícia Civil, no Complexo Carlos Roberto Bastos Miguel, em Rio do Sul, onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante. No local, foram apreendidos um computador desktop e um telefone celular, que passarão por perícia técnica para aprofundamento das investigações.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, com foco na identificação de outras possíveis vítimas e na responsabilização criminal do suspeito.
Com informações da reportagem de Milena Vogado, do portal Metrópoles.




