
A primeira-dama Janja da Silva afirmou, nesta terça-feira (3), que foi vítima de assédio duas vezes durante o atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração foi feita durante participação no programa “Sem Censura”, da TV Brasil.
A fala ocorreu enquanto era discutido o aumento dos casos de feminicídio no país. Segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Brasil registrou mais de 1,4 mil casos em 2025, número superior ao do ano anterior.
“Eu, como primeira-dama, não tenho segurança em nenhum lugar que eu estou. Eu já fui assediada neste período duas vezes. Eu sendo primeira-dama, estando nos lugares que acho que me são seguros e, mesmo assim, fui assediada”, afirmou.
Comparação com outras lideranças
Durante a entrevista, Janja comparou sua situação à de mulheres que enfrentam violência diariamente e citou o caso da presidente do México, Claudia Sheinbaum, que também relatou episódio de assédio em 2025 enquanto caminhava e cumprimentava apoiadores.
“Se eu, enquanto primeira-dama, que tenho toda uma equipe em torno, um olhar, câmeras, cuidados, sou assediada, imagina uma mulher no ponto de ônibus 10 horas da noite. A gente não tem segurança em nenhum lugar”, disse.
Pacto nacional contra o feminicídio
Em fevereiro, foi apresentado o “Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio”, assinado pelos Três Poderes — Executivo, Legislativo e Judiciário — com o objetivo de fortalecer políticas de combate à violência contra mulheres e meninas.
Até o momento, não foram detalhadas as medidas práticas que serão adotadas no âmbito do pacto.
Em 2024, o Brasil registrou 1.464 feminicídios. Em 2025, o número ultrapassou essa marca, reforçando a preocupação com o avanço da violência de gênero no país.
Fonte: NSC Total




