Inauguração da primeira etapa do Cemitério dos Imigrantes acontece nesta quarta-feira em Ibirama

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Jor. Marcelo Zemke

Será inaugurada nesta quarta-feira (3), às 14h30, a primeira etapa do projeto de preservação do Cemitério dos Imigrantes da Colônia de Amônia, em Ibirama. O ato contará com a presença de autoridades locais e de um representante do Museu Funerário Mathias Hass, de Blumenau. A solenidade será realizada mesmo em caso de chuva.

O projeto, intitulado “Cemitério dos Imigrantes – Preservando a Memória do Alto Vale”, é uma iniciativa do Instituto Naturranza, em parceria com a Prefeitura de Ibirama, a Comunidade Evangélica Luterana de New Bremen e a Política Nacional Aldir Blanc, do Governo Federal.

De acordo com a presidente do Instituto, Sandra Secchi, a iniciativa nasceu da preocupação em evitar a perda de um patrimônio importante. “Esse projeto surge como resposta à necessidade de conservar um espaço histórico que estava ameaçado pela falta de manutenção. O cemitério guarda a memória dos nossos antepassados e precisa ser respeitado e preservado”, destacou.

A primeira etapa contemplou serviços de capina, cercamento, trabalhos de arqueologia e a recuperação de 172 túmulos, muitos deles soterrados desde a enchente de 1983. Apenas 57 ainda preservam as lápides com nomes legíveis.

Secchi lembra que o cemitério guarda registros valiosos da história da imigração no Alto Vale. “As lápides revelam a diversidade cultural, com inscrições em alemão, português e até indícios do italiano. Também mostram a dura realidade da colonização, como a alta mortalidade infantil registrada no início do século passado”, explicou.

Fundado em 1905, o cemitério é considerado o primeiro da região. Além do valor histórico, o espaço preserva exemplares de arte cemiterial e ainda recebe visitas de familiares de pessoas sepultadas no local. “Além de ser um espaço sagrado, ele preserva a cultura, a história da imigração e a memória das famílias pioneiras. A preservação é também uma forma de valorizar nossa identidade”, completou Sandra.

O Conselho Municipal de Cultura já autorizou a apresentação da segunda etapa do projeto, que prevê novas ações de conservação e valorização do espaço.