Pelo menos 11.200 não retornaram não voltaram ao posto de vacinação para completar o esquema vacinal no Alto Vale.
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Por Marcelo Zemke Rede Vale Norte
Quem foi ao posto de vacinação tomar a primeira dose contra a covid-19 já sabe quando precisa retornar para completar a vacinação. A data de retorno é normalmente anotada no próprio cartão de vacina. Mas algumas pessoas esqueceram de retornar ou tiveram algum contratempo para tomar a vacina no dia marcado, comprometendo o esquema de vacinação. Outro problema é antecipação da D2 da vacina de 12 para 8 semanas e neste caso, deve-se realizar a busca ativa para encontrar esses cidadãos e orientá-los sobre a importância de ficar em dia com a imunização.
Conforme os números repassados pelo coordenador de Vigilância em Saúde, Rafael Reinecke, Ibirama tem em torno de 500 pessoas aptas a tomarem a segunda dose em Ibirama. “Como foi antecipada de 12 para 8 semanas para as vacinas da Astrazeneca, acumulou um pouco. Mas neste sábado de manhã (30) haverá mais um dia de D2 na UBS Dieter Staudinger. Pra saber se pode tomar a segunda dose, é só olhar a data que recebeu a primeira dose (marcada na carteira de vacinação) e acrescentar 8 semanas (para Astrazeneca) ou 21 dias (para a coronavac)”, orienta.
De acordo com informações repassadas pela Gerência Regional de Saúde em Rio do Sul, pelo menos 11.200 pessoas que receberam a primeira dose, não retornaram não voltaram ao posto de vacinação para completar o esquema vacinal contra a covid-19 no Alto Vale. De acordo com responsável pelo setor de imunização, a enfermeira Josiane Verdi Schaade, este é número total dos 28 munícios do Alto Vale. “É importante ressaltar que muitos destes números, podem ser de pessoas que estão vencendo o período agora e estão entrando nesta semana como faltosos”, disse.
A enfermeira reforçou a importância dessa ação dentro do intervalo recomendado para cada imunizante e fez um alerta: o risco de perder doses da vacina da Pfizer por vencimento da validade. “A principal recomendação é que os municípios façam uma busca ativa, principalmente da antecipação, que passou de 12 para oito semanas para a vacina da Pfiser, para que consigamos utilizar as doses antes da expiração do prazo de validade”. No dia 16 de setembro, o estado de Santa Catarina, em conjunto com os municípios catarinenses, aprovou a redução no intervalo da aplicação da segunda dose da Pfizer para 8 semanas.
Josiane destaca que após o descongelamento, os municípios podem perder as doses por validade. A vacina da Pfizer se armazenada em temperaturas abaixo de -80º C pode durar até seis meses. Só que ao serem enviadas para os municípios, elas chegam praticamente descongeladas, em temperatura de geladeira. Depois disso, o prazo de validade é de 30 dias. “Após o descongelamento, só podemos utilizar a vacina por 30 dias. A única forma de ela se manter congelada é na nossa central estadual de rede de frio, onde ela fica congelada a 80 graus negativos. Depois que elas são distribuídas, ela passa pelo processo de descongelamento, onde ela pode permanecer de 2 a 8 graus por até 30 dias, e essa é a nossa principal preocupação”.
A principal recomendação diz respeito à necessidade de as prefeituras adotarem a estratégia da busca ativa para completar o esquema vacinal daquelas pessoas que já deveriam ter tomado a segunda dose de um dos imunizantes que estão sendo utilizados no Brasil – com exceção daquele fabricado pela farmacêutica Janssen, aplicado em dose única. “Nossa recomendação é que os munícios façam esta busca dos faltosos da D2”, esclarece.
Outra orientação é relação à abertura de frascos. As unidades de saúde estão fazendo a abertura de frascos normalmente pela manhã e a orientação é para que a população procure as unidades neste período. “A orientação para a população é para que procurem as unidades de saúde pela manhã, assim se tem um período maior para que este frasco seja totalmente utilizado depois de aberto, lembrando que normalmente, após a abertura do frasco, temos o período de utilização de seis horas para a vacina da Pfizer, oito horas para o Butantã”.
O Alto Vale possui 224.240 que receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19 (74,03%) e 166.755 com a segunda ou a dose única da vacina (55,05%). Já 78.680 (25,97%) da população ainda não recebeu nenhuma dose da vacina. É importante lembrar que a vacina contra a Covid só garante eficácia quando completado o esquema vacinal, ou seja, a pessoa precisa receber as duas doses do imunizante. Todavia, isso não impede que até mesmo as pessoas vacinadas contraiam a doença.
O uso de máscaras continua obrigatório.




