
Pesquisa revela que 30% dos estudantes de 13 a 17 anos sentem tristeza constante; meninas são as mais afetadas
RIO DE JANEIRO – Três em cada dez estudantes brasileiros de 13 a 17 anos afirmaram sentir tristeza “sempre ou na maioria das vezes”. Os dados constam na Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSe), divulgada nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento, realizado em 2024 com mais de 118 mil alunos, revela um cenário alarmante sobre o bem-estar emocional nas escolas.
Indicadores de saúde mental
De acordo com o estudo, a insatisfação e o desânimo são frequentes entre os jovens:
- Irritação e nervosismo: 42,9% dos alunos relatam sentir-se irritados por qualquer motivo;
- Desalento: 18,5% afirmaram pensar que “a vida não vale a pena ser vivida”;
- Autoagressão: Cerca de 100 mil estudantes sofreram alguma lesão autoprovocada nos 12 meses anteriores à pesquisa.
Desigualdade de gênero e suporte escolar
Os indicadores são mais críticos entre as meninas. Enquanto 21% das alunas se consideram acima do peso, mais de 31% revelaram estar tentando emagrecer. A insatisfação com a imagem corporal subiu de 33,5% em 2019 para 42% em 2024 entre o público geral.
Apesar da gravidade, o suporte nas instituições de ensino ainda é limitado. Apenas 34,1% dos estudantes frequentam escolas que possuem profissionais de saúde mental no quadro de funcionários. Na rede pública, o acesso a algum tipo de suporte psicológico cai para 45,8%, contra 58,2% na rede privada.
Onde buscar ajuda
Especialistas e o Ministério da Saúde reforçam a importância de buscar acolhimento em redes de apoio (familiares, amigos e educadores) e serviços de saúde.
Canais de atendimento gratuito:
Emergências: SAMU (192) ou UPAs.
CVV (Centro de Valorização da Vida): Ligue 188 (24 horas, sigiloso e gratuito);
CAPS e Unidades Básicas de Saúde: Atendimento presencial na rede municipal;




