Pacientes foram transferidos e atendimentos passaram provisoriamente para outras unidades após movimentações no terreno onde fica o Hospital Faustino Riscarolli.

A Prefeitura de Correia Pinto interditou o Hospital Municipal Faustino Riscarolli após um laudo da Defesa Civil apontar risco geológico elevado na área onde a unidade está instalada. A medida atende a uma recomendação do Ministério Público de Santa Catarina, expedida na quinta-feira, dia 2 de julho, que estabeleceu prazo de 24 horas para o fechamento total do prédio e a transferência dos pacientes.
O hospital está localizado em uma encosta classificada como R4, o nível máximo de risco para deslizamentos. O estudo técnico identificou trincas e fraturas no solo, deformações e rupturas na escadaria de acesso, além de grandes rachaduras na laje de rocha situada abaixo da edificação. Segundo a Defesa Civil, as chuvas recentes agravaram a movimentação do terreno, que é acompanhada desde 2024.
Com a interdição, os pacientes internados foram transferidos e os serviços de saúde passaram a funcionar provisoriamente em estruturas alternativas. Inicialmente, consultas, atendimentos ambulatoriais e parte dos serviços de urgência foram direcionados à Unidade Básica de Saúde do Centro. Casos que necessitem de internação ou atendimento de maior complexidade serão encaminhados pela rede de referência do Sistema Único de Saúde.
O Ministério Público também recomendou que o município apresente um plano de contingência para garantir a continuidade da assistência, indicando os locais de atendimento e o destino dos pacientes. A administração deverá ainda designar um servidor para acompanhar diariamente as medidas adotadas e manter os órgãos responsáveis informados.
De acordo com o MPSC, a interdição tem caráter preventivo e busca proteger pacientes, profissionais da saúde, visitantes e demais pessoas que circulam pelo local. O órgão continuará acompanhando o funcionamento do plano de contingência e a prestação dos serviços durante o período em que o hospital permanecer fechado.
Fonte: Ministério Público de Santa Catarina




