Guerra no Golfo: Irã ataca refinarias e preço do petróleo volta a superar os 100 dólares

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Matheus Cerqueira

Guerra no Golfo: Irã ataca refinarias e preço do petróleo volta a superar os 100 dólares

Conflito entra no 13º dia com ataques a petroleiros e ameaças à economia mundial; EUA e potências liberam reservas recordes para tentar conter a crise.

MUNDO – A tensão no Oriente Médio atingiu um novo patamar nesta quinta-feira (12). O Irã lançou uma ofensiva contra infraestruturas petrolíferas no Golfo, atingindo depósitos de combustíveis no Bahrein, Omã e Arábia Saudita. A paralisação do estratégico Estreito de Ormuz, por onde passa 20% da produção mundial de energia, fez o barril de petróleo Brent saltar novamente acima dos US$ 100.

Escalada do Conflito Iniciada no final de fevereiro com bombardeios de Israel e Estados Unidos contra o Irã, a guerra agora ameaça o abastecimento global. Além das refinarias em terra, navios petroleiros e porta-contêineres foram atingidos por projéteis e drones nas últimas horas, deixando mortos e desaparecidos na costa do Iraque.

Resposta Internacional Para tentar acalmar o mercado e evitar um colapso econômico, os 32 países da Agência Internacional de Energia (AIE) anunciaram a liberação histórica de 400 milhões de barris de suas reservas estratégicas.

  • Estados Unidos: Irão disponibilizar 172 milhões de barris a partir da próxima semana.
  • Custo da Guerra: Segundo o New York Times, a primeira semana de operações custou mais de US$ 11 bilhões aos cofres americanos.

Ameaças e Incertezas Enquanto o presidente Donald Trump afirma que o Irã está “perto da derrota”, Teerã promete uma “guerra de desgaste”. A Guarda Revolucionária Iraniana ameaçou atacar centros bancários no Golfo e empresas de tecnologia americanas, como Google, Amazon e Microsoft. Diante das ameaças, grandes consultorias e bancos globais já começaram a retirar seus funcionários de Dubai.

A duração do conflito permanece incerta, com Israel afirmando ter uma “ampla reserva de alvos” e o Irã determinado a forçar a retirada das tropas ocidentais da região através do caos econômico.

Fonte: AFP / The New York Times / Redação Rede Vale Norte