Grupo Escoteiro de Ibirama se aproxima de 10 anos, reúne 60 integrantes e projeta novas ações para 2026

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Jor. Marcelo Zemke

Principal objetivo do movimento é manter e ampliar o número de participantes, além de fortalecer o trabalho educativo

O Grupo Escoteiro Guardiões das Águas segue em crescimento e fortalecimento em Ibirama, reunindo atualmente cerca de 60 participantes entre jovens e adultos voluntários. Próximo de completar uma década de atuação no município, o grupo apresentou um balanço positivo das atividades realizadas em 2025 e já projeta novas ações para 2026.

Segundo a diretoria, o principal objetivo do movimento é manter e ampliar o número de participantes, além de fortalecer o trabalho educativo desenvolvido com crianças e adolescentes. O escotismo, presente em mais de 170 países e com milhões de integrantes no mundo, busca promover valores como cidadania, trabalho em equipe e desenvolvimento pessoal.

O diretor financeiro do grupo, Sérgio Marian, destacou o desafio de manter e ampliar o movimento ao longo dos anos. “A gente sempre tenta superar o ano anterior, mesmo com novos desafios. A ideia é manter as atividades e o número de jovens e adultos envolvidos, que são todos voluntários e fazem esse trabalho acontecer”, afirmou.

O diretor-presidente, Elias Pins Plammer, reforçou a importância do mês de abril para o escotismo, especialmente pelo Dia do Escoteiro, celebrado em 23 de abril.
“É uma data simbólica, ligada também a São Jorge, patrono do escotismo. O movimento trabalha pilares importantes, como o desenvolvimento pessoal, social e espiritual dos jovens”, explicou.

Atividades e integração regional

Entre as ações realizadas, o grupo participou de acampamentos distritais, encontros regionais e atividades internas voltadas à formação dos jovens. Um dos destaques foi um acampamento que reuniu mais de 100 participantes de seis grupos da região do Alto Vale.

Para 2026, o calendário já prevê atividades como olimpíadas escoteiras, acampamentos, ações ecológicas e eventos comunitários.
“A gente começa o ano com planejamento e segue com atividades mensais, sempre buscando integrar os jovens e fortalecer o aprendizado fora da sala de aula”, acrescentou Elias.

Vagas abertas e participação voluntária

O grupo atende jovens de 7 a 21 anos, divididos por ramos. Segundo Sérgio, há alta procura nas faixas etárias iniciais, com lista de espera, mas ainda existem vagas para adolescentes e adultos interessados em participar.

“Nos ramos acima dos 10 anos ainda há espaço. E também convidamos adultos que queiram contribuir como voluntários. É um trabalho coletivo”, destacou.

Escotismo: movimento centenário forma cidadãos e segue em expansão no Brasil e no mundo

Criado no início do século XX, o escotismo é um dos maiores movimentos educacionais não formais do mundo, voltado à formação de crianças e jovens por meio de valores como disciplina, respeito, liderança e trabalho em equipe. Fundado pelo militar britânico Robert Baden-Powell, o movimento teve início em 1907, com um acampamento experimental na Inglaterra que deu origem a uma proposta educativa inovadora para a época.

Desde então, o escotismo se expandiu globalmente e hoje está presente em mais de 170 países, reunindo milhões de participantes. A proposta é baseada no aprendizado pela prática, com atividades ao ar livre, acampamentos, ações comunitárias e desenvolvimento pessoal.

No Brasil, o movimento chegou em 1910 e se consolidou como uma importante ferramenta de formação de jovens. A organização nacional, União dos Escoteiros do Brasil, coordena grupos em todo o país, promovendo atividades que envolvem educação, cidadania e responsabilidade social.

A estrutura do escotismo é dividida por faixas etárias, permitindo que crianças, adolescentes e jovens adultos participem de acordo com seu estágio de desenvolvimento. Além disso, o movimento também conta com a atuação de adultos voluntários, responsáveis por orientar e conduzir as atividades.

Baseado em três pilares — desenvolvimento pessoal, social e espiritual — o escotismo busca formar cidadãos conscientes, preparados para os desafios da sociedade. Entre os princípios estão o compromisso com o próximo, o respeito à natureza e a busca constante por evolução individual.

Em municípios do interior, como Ibirama, o movimento tem ganhado força com a atuação de grupos locais que promovem integração entre jovens e comunidade. As atividades vão desde encontros semanais até eventos regionais, incentivando a convivência, a autonomia e o senso de responsabilidade.

Ao longo de mais de um século de história, o escotismo se mantém atual ao adaptar suas práticas às novas gerações, sem perder a essência de formar cidadãos éticos e participativos. Mais do que um movimento, trata-se de uma escola de vida baseada na experiência, no respeito e na construção de um mundo melhor.