Família de jovem ibiramense faz vaquinha para custear tratamento contra câncer

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Jor. Marcelo Zemke

Doações são usados para as despesas no tratamento e despesas como locomoção e acompanhamento.

Apesar de pouca idade, a jovem ibiramense Maria Cecilia Moraes Bruder Ancini enfrenta com coragem, a maior batalha de sua vida: a luta contra o câncer. Ela foi diagnosticada com leucemia linfóide aguda tipo B, em outubro do ano passado e por conta disto, teve que abandonar a rotina de brincadeiras com amigos e as atividades com a família para fazer o doloroso tratamento de quimioterapia, que deve restabelecer a saúde a jovem. 

A família de Maria, a leva com carro próprio, de três a cinco vezes na semana até a cidade de Blumenau, para realizar seu tratamento de quimioterapia. Para ajudar nas despesas, a família organiza doações através do site Vakinha. “Colocamos uma meta, pois tinha muita gente querendo doar e não estava conseguindo. O valor é para ajudar nos custos, pois não consigo trabalhar por ter que ficar com ela direto”, conta a mãe Vanessa Moraes Bruder Ancini.  

O que a família arrecada por doações, são usados para as despesas no tratamento. “Serão dois anos de tratamento e além de combustível, temos gastos com remédios, alimentação”, conta. 

Conforme a mãe Vanessa, no ano passado, ela teve meningite bacteriana e ficou 22 dias na UTI, e teve ainda uma isquemia no lado direito do cérebro, o que afetou a sua coordenação motora. “Mas que com a graça de Deus está se recuperando bem, atualmente está fazendo tratamento com quimioterapia no Hospital Santo Antônio de Blumenau”.

Tratamento

A família se esforça para garantir o melhor tratamento possível para a menina.  Mãe acompanha a filha nas rotinas de quimioterapia, que por serem bastante intensas, acabam deixando a criança debilitada. 

Na segunda-feira, 06, dia desta reportagem, Maria Cecília, estava internada em Blumenau, onde se recuperava de um período de sessões de quimioterapia. “Ela fez a semana passada toda de quimioterapia de um novo ciclo chamado MTX. Esse tratamento agride muito o organismo e ela está com feridas na boca, garganta e intestino. Fica difícil de comer e então, ela desidrata muito, por conta disto, o médico decidiu internar para ela não ficar muito debilitada, pois daqui há duas semanas ela tem de fazer novamente o ciclo MTX”, explicou a mãe. 

A quimioterapia utiliza medicamentos anticancerígenos para destruir as células tumorais. Por ser um tratamento sistêmico, a quimioterapia atinge quase todas as áreas do corpo. Ela não só atacam as células cancerígenas, mas também células normais (tratamento sistêmico), o que pode levar a efeitos colaterais. Esses efeitos dependem do tipo de medicamento, da dose administrada e da duração do tratamento. “Ficaremos com ela internada até sábado, dia 11, para ver se ela melhora, para podermos retomar o próximo ciclo de quimioterapia”. disse. 

Cânceres infantis 

O oncopediatra Sérgio Petrilli, superintendente do Graac (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer), explica que os tumores pediátricos afetam geralmente as células do sistema sanguíneo, por isso as neoplasias mais incidentes nas crianças são as leucemias (câncer dos glóbulos brancos), os linfomas (do sistema linfático). “Nas crianças, a doença tem evolução mais rápida, porque as células cancerígenas se dividem mais depressa, diferentemente dos adultos, que têm células mais maduras, que evoluem lentamente”, explica Petrilli.

Por esse fator, o tratamento do câncer da criança deve ser mais intensivo, com várias doses de medicação em intervalos curtos. A alta toxicidade causa efeitos colaterais que devem ser acompanhados de perto. 

Em contrapartida, os resultados da quimioterapia são mais efetivos nas crianças que nos adultos.

Vakinha

Quem quiser contribuir com a família pelo fazer a doação no site Vakinha: 

https://www.vakinha.com.br/vaquinha/despesas-do-tratamento-de-leucemia-da-maria-cecilia/contribua