Estado cobra do Ministério da Pesca e Aquicultura ampliação da cota da tainha para o arrasto de praia em Santa Catarina

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Jor. Marcelo Zemke

Foto: Divulgação/SAQ

A Secretaria Executiva de Estado da Aquicultura e Pesca (SAQ) participou, nesta terça-feira, 9, de uma reunião remota com representantes do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) para discutir o remanejamento da cota global da tainha e uma possível ampliação do limite destinado à modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina.

O encontro foi realizado após a SAQ encaminhar, na tarde de segunda-feira, 8, um pedido formal ao MPA solicitando a convocação urgente do Grupo de Trabalho da Tainha. A reunião teve como objetivo debater alternativas para atender a demanda dos pescadores artesanais catarinenses diante do esgotamento da cota destinada ao arrasto de praia.

Além dos representantes da SAQ e do MPA, participaram da reunião integrantes da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), IBAMA, Federação dos Pescadores do Estado de Santa Catarina (Fepesc), Fórum dos Pescadores Artesanais de Santa Catarina, Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região (Sindipi), Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Pesca de Santa Catarina (Sintrapesca), Associação dos Pescadores Profissionais Artesanais de Santa Catarina (Appaesc), colônias de pescadores Z-11, Z-12, Z-13, Z-22 e Z-33, Associação dos Pescadores de Arrasto de Praia de Santa Catarina, além de associações de municípios e da Federação de Consórcios, Associações de Municípios e Municípios de Santa Catarina (Fecam).

Foram cerca de três horas de reunião. Durante a conversa, as lideranças do setor reforçaram a importância da pesca artesanal da tainha para a economia, a cultura e a tradição das comunidades litorâneas catarinenses. O Governo do Estado defendeu a necessidade de reavaliar a distribuição da cota e buscar alternativas que garantam a continuidade da atividade.

“Aguardávamos uma definição para a ampliação da cota de arrasto de praia. Fomos informados pelos representantes do Ministério da Pesca que o mais breve possível teremos uma posição oficial sobre essa questão envolvendo ampliação da cota e a possível continuidade da pesca do arrasto de praia aqui em Santa Catarina. Continuaremos em conversa com o ministério e defendendo o nosso pescador”, disse o secretário da Aquicultura e Pesca de Santa Catarina, Fabiano Müller Silva.

A Secretaria Executiva da Aquicultura e Pesca informou que seguirá acompanhando as discussões junto ao Ministério da Pesca e Aquicultura. Caso não haja um entendimento que contemple as reivindicações apresentadas pelo setor, o Governo de Santa Catarina avalia adotar medidas judiciais para defender os interesses dos pescadores artesanais do estado.