Ibirama registrou 31 focos do mosquito transmissor da dengue e febre do chikungunya e a zika.
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Com a volta do calor e das chuvas, a população deve manter os cuidados redobrados em Ibirama. O município chegou a registar este ano são 31 focos do mosquito transmissor da dengue e febre do chikungunya e a zika em Ibirama. Este é o maior número já registrado no município. Foram encontradas larvas nas proximidades do Parque Municipal Manoel Marchetti. “É preciso manter o alerte, pois o calor e as chuvas favorecem a proliferação do mosquito. Precisamos ter todo o cuidado., recomenda o agente de Combate às Endemias, Cassiano André Isolani.
No início do ano, conforme levantamento dado pelo JVN, eram sete focos monitorados na área central do município em janeiro. Depois este número caiu para três em fevereiro, e saltou novamente para mais 13 focos no mês de março. Em abril foi identificado mais dois focos. Depois foram três em maio, dois em junho e um em julho. Nos meses de agosto, setembro e outubro, a vigilância epidemiológica do município não registrou focos. “No outono e inverno, os focos desapareceram, mas agora que estamos na primavera indo para o verão, os focos devem aparecer novamente. O nosso trabalho é principalmente conscientizar, pois é de responsabilidade de todo o cidadão, o combate ao mosquito”, disse o agente.
De acordo com levantamento do JVN, em anos anteriores, focos do mosquito haviam sido encontrados no Distrito de Dalbérgia, em 2018; e outros três focos positivos em 2017, um no bairro Progresso e outro no bairro Nova Stettin. Um outro foco havia sido localizado em junho de 2013.
Secretaria de Saúde de Ibirama alerta sobre os cuidados nos cemitérios

Com a chegada do Dia de Finados, lembrado no dia 2 de novembro, a Secretaria de Saúde de Ibirama, por meio da Vigilância Entomológica, orienta familiares e amigos que pretendem visitar as sepulturas de seus entes queridos, que tomem alguns cuidados para evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, vetor de transmissão da Dengue.
Conforme o coordenador de Vigilância em Saúde, Rafael Reinecke, a principal orientação é evitar o acúmulo de água em recipientes plásticos. “É comum, neste período, que as pessoas façam aquisição de flores e folhagens embaladas com materiais plásticos ou vasos. Estes materiais acumulam água e tornam-se propícios para o surgimento de focos do mosquito transmissor da dengue”, argumentou.
Monitoramento ocorre durante todo o ano
Apesar de reforçar o monitoramento nos períodos mais quentes, a Secretaria de Saúde de Ibirama, por meio da Vigilância em Saúde, realiza o monitoramento de armadilhas instaladas em pontos estratégicos do município.
Conforme o agente de Combate às Endemias, Cassiano André Isolani, a partir da identificação do foco de mosquito da dengue é definida uma delimitação de de raio de 300 metros. “É feita toda a varredura neste espaço delimitado para verificar se outros focos são encontrados, pois este é o raio de alcance do mosquito”, destacou.
Atualmente Ibirama possui 96 armadilhas em 23 pontos estratégicos, os quais são monitorados constantemente, com objetivo de descobrir focos do mosquito, destruir e evitar a formação de criadouros e impedir a reprodução dos mesmos.
A secretária de Saúde de Ibirama, Izabel Petersen, explica que a análise desses materiais é mais rápida devido a implantação do laboratório próprio de endemias. “Há três anos estamos com este novo espaço em funcionamento, o que tem garantido mais qualidade no monitoramento. Porém, é fundamental que a população nos ajude tomando as medidas de precaução necessárias, pois a dengue é uma doença grave e pode matar”, argumentou.
Por Prefeitura de Ibirama / Marcelo Zemke




