
A comunidade de Ibirama foi surpreendida, na última semana, com o fechamento da agência do Bradesco, localizada na Rua Getúlio Vargas, 162, no Centro da cidade. A medida compromete o acesso de milhares de consumidores a serviços bancários essenciais, principalmente em um município onde a instituição é, muitas vezes, a única opção de atendimento presencial.
O encerramento das atividades afeta principalmente idosos, servidores públicos, beneficiários de programas sociais e pessoas em situação de exclusão digital, que dependem dos serviços da agência para receber salários, aposentadorias e benefícios.
Procurado pela reportagem, a assessoria de imprensa do Bradesco ainda não esclareceu os motivos específicos para o fechamento em Ibirama. De forma geral, o banco vem passando por um processo de reestruturação nacional, com redução do quadro de funcionários, fechamento de agências e investimentos em canais digitais, como aplicativos e internet banking.
A instituição afirma que os fechamentos fazem parte de uma estratégia de otimização de custos e busca de maior eficiência operacional, mas sindicatos de bancários e entidades comunitárias alertam que isso precariza o atendimento à população e afeta as condições de trabalho dos funcionários.
Sem a agência, clientes precisarão recorrer aos canais digitais ou se deslocar para agências em municípios vizinhos — uma alternativa inviável para muitos usuários, especialmente o público mais vulnerável.
A falta de informações claras sobre o planejamento futuro aumenta a preocupação de moradores e lideranças locais.
Impacto social
Sindicatos da categoria têm reforçado críticas à política de fechamento de agências, apontando que a decisão atinge justamente quem mais precisa de atendimento presencial e humano.
A reportagem aguarda posicionamento oficial do Bradesco sobre o futuro da unidade em Ibirama e alternativas para garantir que a população não fique desassistida.




