BR-470 lidera mortes em rodovias federais de SC e trecho do Alto Vale concentra casos fatais

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Jor. Marcelo Zemke

Trecho entre Indaial e Ibirama, concentrou todos os acidentes fatais do período

Casal morreu em acidente em Ibirama no dia 30. Foto BV Ibirama

Segundo levantamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a BR-470 foi a rodovia federal com maior número de mortes em Santa Catarina em janeiro de 2026. Ao todo, foram registrados 11 óbitos, um aumento de 266% em relação ao mesmo período de 2025, quando houve três mortes. O dado coloca a BR-470 como a mais letal do Estado no mês, superando a BR-101, historicamente a rodovia com mais registros fatais.

O crescimento expressivo de mortes, acidentes e feridos acende um alerta para a segurança viária, especialmente no Vale do Itajaí, onde se concentram os casos mais graves. A região impacta diretamente o cotidiano de milhares de motoristas e moradores que dependem da rodovia para trabalho, transporte e acesso a serviços essenciais.

A BR-470 inicia no Litoral, em Navegantes, e corta quase 20 municípios até Campos Novos. Em janeiro, dos 11 óbitos registrados, apenas dois ocorreram em trechos duplicados, indicando maior risco nas pistas simples. Além das mortes, a PRF aponta aumento nos indicadores gerais: o número de colisões passou de 70 para 90 (alta de 28,5%) e o total de feridos subiu de 95 para 115 (21,5%).

O Vale do Itajaí, com destaque para o trecho entre Indaial e Ibirama, concentrou todos os acidentes fatais do período. Em Apiúna, foram registrados três acidentes com mortes; em Blumenau, Gaspar e Lontras, houve um caso fatal em cada município. Em Indaial, um único episódio resultou na morte de três pessoas. Já em Ibirama, duas pessoas morreram na mesma ocorrência, reforçando a gravidade do cenário local. Este acidente foi registrado em 30 de janeiro.

Com números elevados e recorrentes, a BR-470 segue como uma das rodovias mais perigosas de Santa Catarina. A PRF reforça a necessidade de atenção redobrada dos motoristas, respeito aos limites de velocidade e investimentos contínuos em infraestrutura e fiscalização, especialmente nos trechos do Alto Vale do Itajaí.