
Missão programada para abril de 2026 levará quatro astronautas para a maior distância já percorrida pelo homem; Houston coordena operação 24 horas.
HOUSTON (EUA) – O Centro de Controle de Missões Christopher C. Kraft, Jr., no Texas, está pronto para escrever um novo capítulo na história da humanidade. A missão Artemis 2 tem como objetivo levar quatro astronautas em um voo de 10 dias ao redor da Lua, testando o gigantesco foguete SLS e a cápsula Orion.
O Cérebro da Missão
Embora os astronautas fiquem com a glória, o sucesso depende dos controladores em terra. A estrutura de comando, criada nos anos 1960, permanece a mesma: um Diretor de Voo com autoridade final, apoiado por especialistas como o Eecom (suporte à vida) e o Capcom (comunicador com a cápsula).
As principais mudanças, porém, estão na diversidade da equipe — agora composta por muitas mulheres em cargos de liderança — e na substituição de botões analógicos por telas sensíveis ao toque.
Pontos Críticos da Viagem
- Injeção Translunar: No segundo dia de voo, Houston deverá decidir se a nave está 100% apta para seguir à Lua. Após essa decisão, não há retorno rápido para a Terra.
- O Lado Escuro: Durante 40 minutos, a cápsula perderá contato total com a Terra ao passar por trás da Lua.
- A Reentrada: O momento mais perigoso ocorre na volta, quando a Orion atingirá 40.200 km/h e enfrentará temperaturas de 2.000 °C. O escudo térmico, que sofreu danos na missão não tripulada Artemis 1, foi o foco das melhorias para garantir a segurança da tripulação.
Preparação Extrema
Para evitar falhas como a da Apollo 13 ou a tragédia do ônibus espacial Columbia, as equipes passam por meses de simulações onde “tudo o que pode dar errado, dá”. O objetivo é garantir que, em abril de 2026, os engenheiros da Sala de Avaliação da Missão (Mer) saibam resolver qualquer pane em segundos.
Fonte: Redação Rede Vale Norte / NASA.




