Hospital Waldomiro Colautti atendeu 13 pacientes com sintomas semelhantes após procedimentos de endoscopia e colonoscopia; uma mulher de 38 anos morreu, e dois pacientes permanecem internados.
A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES) acompanha os casos de pacientes que apresentaram complicações após a realização de exames de endoscopia e/ou colonoscopia em uma clínica particular de Ibirama. A situação mobiliza equipes de saúde e vigilância sanitária, enquanto são aguardados resultados de exames laboratoriais para auxiliar na investigação das ocorrências.
Desde a semana passada, o Hospital Doutor Waldomiro Colautti (HDWC), em Ibirama, atendeu 13 pacientes que procuraram o serviço de emergência com sintomas semelhantes, incluindo dor abdominal, calafrios e vômitos. Todos haviam realizado procedimentos na clínica particular do município.
Segundo informações divulgadas pela Secretaria de Estado da Saúde, os pacientes passaram por avaliação médica e realizaram exames. A maioria não precisou permanecer internada.
O caso ganhou maior gravidade após a confirmação da morte de uma mulher de 38 anos, na segunda-feira (26). A paciente havia realizado uma colonoscopia na clínica investigada. Conforme a SES, o óbito ocorreu em decorrência de uma parada cardiorrespiratória, mas a causa da morte ainda está sob investigação.
Dois pacientes continuam internados
Na atualização divulgada nesta terça-feira (27), a Secretaria de Estado da Saúde informou que dois pacientes permaneciam internados no Hospital Doutor Waldomiro Colautti. Um deles estava na unidade de clínica médica e o outro permanecia na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A SES aguarda os resultados dos exames realizados no hospital, além das análises de amostras encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (Lacen/SC).
Os resultados deverão contribuir para a avaliação dos casos e para a investigação das possíveis causas das complicações apresentadas pelos pacientes após os procedimentos.
Até o momento, as informações divulgadas pela Secretaria não estabelecem uma relação causal definitiva entre os exames realizados na clínica e o óbito da paciente. A apuração depende dos resultados das análises e das demais verificações em andamento.
Clínica permanece interditada
Diante das ocorrências, a Diretoria de Vigilância Sanitária Estadual (DIVS) foi notificada sobre os eventos adversos e passou a acompanhar a situação.
A Unidade Descentralizada de Vigilância Sanitária (UDVISA), vinculada à Gerência Regional de Saúde de Rio do Sul, também prestou apoio ao município e orientou a Vigilância Sanitária Municipal quanto às medidas sanitárias cabíveis.
A clínica particular foi interditada cautelarmente na sexta-feira (23). A medida impede o funcionamento do estabelecimento enquanto são realizadas as verificações necessárias, conforme as determinações sanitárias aplicáveis.
Ainda nesta semana, a Diretoria de Vigilância Sanitária Estadual deverá realizar uma inspeção conjunta com a Vigilância Sanitária Municipal no local. A fiscalização tem como objetivo verificar as práticas e os procedimentos adotados pela clínica e subsidiar a avaliação de eventuais medidas sanitárias complementares.
Investigação segue em andamento
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde informou que acompanha a situação, presta assistência aos pacientes e apura as ocorrências para a adoção das providências cabíveis.
A investigação busca esclarecer as circunstâncias dos atendimentos, identificar possíveis fatores relacionados às complicações e avaliar se há necessidade de novas medidas de vigilância sanitária.
Enquanto os resultados laboratoriais e as inspeções não forem concluídos, as causas dos sintomas apresentados pelos pacientes e a eventual relação entre os procedimentos realizados e o óbito permanecem sob apuração.
A clínica segue interditada cautelarmente, e a Secretaria de Estado da Saúde aguarda os resultados das análises para dar continuidade à avaliação do caso.

NOTA
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) acompanha a situação registrada em Ibirama, com fato ocorrido em uma clínica privada, prestando assistência aos pacientes e apurando as ocorrências para a adoção das providências cabíveis.
Desde a semana passada, o Hospital Doutor Waldomiro Colautti (HDWC) atendeu 13 pacientes que procuraram a emergência com sintomas semelhantes — dor abdominal, calafrios e vômitos — após terem realizado colonoscopia e/ou endoscopia em uma clínica particular do município. Os pacientes passaram por avaliação médica e exames, e a maioria não precisou de internação.
Diante das ocorrências, a Diretoria de Vigilância Sanitária Estadual (DIVS) foi notificada sobre os eventos adversos e acompanha o caso. A Unidade Descentralizada de Vigilância Sanitária (UDVISA) da Gerência Regional de Saúde de Rio do Sul prestou apoio ao município e orientou a Vigilância Sanitária Municipal quanto à interdição cautelar do estabelecimento, realizada na última sexta-feira (23).
Na segunda-feira (26), a direção do HDWC confirmou o óbito de uma paciente, de 38 anos, por decorrência de uma parada cardiorrespiratória. Ela havia realizado colonoscopia na clínica particular. A causa do óbito está em investigação.
Nesta terça-feira (27), dois pacientes permanecem internados no HDWC: um na unidade de clínica médica e outro na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A SES aguarda os resultados dos exames realizados no hospital e das amostras encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (Lacen/SC).
Ainda nesta semana, a DIVS realizará uma inspeção conjunta com a Vigilância Sanitária Municipal na clínica, que permanece interditada. A ação tem como objetivo verificar as práticas e os procedimentos realizados no estabelecimento e subsidiar a avaliação de eventuais medidas sanitárias complementares.



