
Mesmo com o avanço das plataformas digitais, o rádio segue consolidado como um dos principais meios de comunicação dos catarinenses. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados recentemente pelo IBGE, mostram que Santa Catarina ocupa a segunda colocação no Brasil em percentual de residências com aparelho de rádio.
Em 2025, cerca de 1,7 milhão de domicílios catarinenses possuíam rádio, um crescimento de aproximadamente 99 mil residências em relação a 2024. O número representa 54,6% dos lares do Estado, percentual que coloca Santa Catarina atrás apenas do Rio Grande do Sul, onde 61,3% dos domicílios possuem o equipamento.
A presença do rádio é ainda mais expressiva nas áreas rurais. Segundo o levantamento, 71% dos domicílios do campo contam com aparelho de rádio, enquanto nas áreas urbanas o índice é de 52,6%. Os números evidenciam que o veículo continua sendo uma importante ferramenta de informação, prestação de serviços, entretenimento e integração das comunidades, especialmente em regiões onde o acesso a outros meios pode ser mais limitado.
Além de acompanhar as transformações tecnológicas por meio das transmissões pela internet e aplicativos, o rádio mantém sua característica de imediatismo e proximidade com o público, reforçando seu papel na divulgação de notícias, alertas de utilidade pública, informações sobre trânsito, previsão do tempo e cobertura de acontecimentos locais.
O crescimento registrado pela PNAD Contínua demonstra que, mesmo em um ambiente de comunicação cada vez mais digital, o rádio permanece forte e relevante na rotina dos catarinenses, consolidando-se como um dos meios de comunicação de maior credibilidade e alcance no Estado.





