Iniciativa reúne participantes de diferentes idades em Ibirama, Presidente Getúlio e José Boiteux e já soma cerca de 50 mulheres
Um projeto que une dança, saúde, convivência e autoestima vem ganhando espaço entre mulheres do Vale Norte. O Projeto Conexão Mulher em José Boiteux é uma iniciativa comunitária liderada pela instrutora de dança Sheila. O programa promove encontros semanais com foco em saúde, movimento e integração, incluindo atividades como dança, alongamento e confraternizações.
Mais do que uma atividade física, um projeto de dança vem se consolidando como espaço de acolhimento, fortalecimento feminino e construção de autoestima entre mulheres da região do Vale Norte. Com encontros semanais realizados nas comunidades do Mirador e em José Boiteux, a iniciativa coordenada por Cheila Heusser Dietrich Wilhelm completa um ano reunindo aproximadamente 50 participantes.
Cheila conta que o projeto nasceu com o propósito de incentivar o movimento e criar momentos dedicados exclusivamente às mulheres, respeitando o ritmo e a realidade de cada participante.
“O nosso grupo funciona da seguinte forma: a pessoa entra lá e dança do seu ritmo, do seu jeito. Não tem controle de idade. A gente sabe que quanto mais as pessoas se movimentam, melhor a autoestima, melhora a flexibilidade e a coordenação motora”, destacou.
As atividades acontecem às segundas-feiras, no Mirador, e às quartas-feiras, em José Boiteux, sempre das 18h30 às 20h. O grupo reúne desde mulheres mais jovens até participantes acima dos 60 e 70 anos, mostrando que o incentivo ao cuidado com o corpo e com a saúde emocional não tem idade.
Segundo Cheila, o projeto vai além da dança tradicional. Cada encontro inicia com alongamento e aquecimento e depois segue com diferentes ritmos musicais, alternando intensidade, descontração e momentos de convivência.
“Temos nosso momento de conversa, de integração e também aulas temáticas todos os meses. Isso faz com que elas participem mais, usem a criatividade e se sintam pertencentes ao grupo”, contou.
Ao longo desse primeiro ano, o grupo também passou a ocupar novos espaços na comunidade. As participantes já realizaram apresentações em eventos locais e recentemente receberam camisetas próprias, fortalecendo ainda mais o sentimento de identidade e pertencimento.
Mas, segundo a coordenadora, o resultado mais importante não aparece apenas nos movimentos da dança.
Além de promover saúde e combater o sedentarismo, o projeto se tornou um espaço de fortalecimento da autoestima, criação de vínculos e inspiração entre mulheres que muitas vezes chegam buscando apenas uma atividade física e encontram também acolhimento e novas amizades.
A própria trajetória de Cheila representa esse movimento de transformação: ela iniciou como participante e hoje coordena as atividades.
“A dança nos movimenta por fora e por dentro. É incrível ver mulheres se descobrindo, vencendo medos e fortalecendo umas às outras”, destaca.
Com vagas ainda abertas, a expectativa agora é ampliar o número de encontros e levar o projeto para novas localidades da região. Mulheres interessadas em participar ou convidar o grupo para apresentações podem entrar em contato pelas redes sociais do projeto.
“Queremos trazer essas pessoas para ter um momento que é delas. Um momento para levantar a autoestima”, finalizou Cheila.







