O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) apura um possível plano de atentado contra a desembargadora Cinthia Bittencourt Schaefer, responsável pela relatoria da Operação Mensageiro — considerada uma das maiores investigações de corrupção já realizadas no estado.
A informação foi divulgada nesta sexta-feira (12). Segundo apuração, a magistrada também autorizou a operação “DNA do Crime”, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) como desdobramento da sexta fase da Mensageiro.
Nesta etapa da investigação, sete pessoas ligadas ao setor de coleta de resíduos foram alvo de mandados de prisão. De acordo com informações divulgadas, um dos presos teria mencionado dentro do sistema prisional a existência de um suposto plano de ataque contra a desembargadora, como forma de represália às decisões judiciais relacionadas ao caso.
Após tomar conhecimento do relato, o Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional (NIS) do TJSC iniciou procedimentos de apuração e reforçou as medidas de segurança destinadas à magistrada.
A Operação Mensageiro teve início em dezembro de 2022 e investiga um suposto esquema criminoso envolvendo contratos de coleta e destinação de lixo em municípios catarinenses. Desde então, a operação já resultou em dezenas de prisões, incluindo prefeitos em exercício, empresários e agentes públicos.
Segundo dados do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a operação contabiliza:
• 6 fases realizadas;
• 45 prisões preventivas;
• 17 prefeitos presos preventivamente enquanto estavam no exercício do cargo;
• 316 mandados de busca e apreensão cumpridos;
• 66 pessoas processadas por 2.894 crimes em 23 ações penais.
Quem é a desembargadora
Natural de Porto Alegre (RS), Cinthia Bittencourt Schaefer tem 64 anos e atua em uma das frentes mais relevantes do combate à corrupção em Santa Catarina. É formada em Direito pela Unisinos, graduada também em Psicologia pela Unidavi e especialista em Direito Civil pela UFSC.
Em março de 2023, a magistrada sofreu um acidente de trânsito em Itajaí enquanto estava em um veículo oficial do Tribunal. Ela e o motorista receberam atendimento médico e não tiveram ferimentos graves.
As circunstâncias do suposto atentado seguem sob investigação e, até o momento, não houve divulgação oficial de detalhes adicionais sobre eventuais envolvidos ou medidas judiciais decorrentes da apuração




