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Rede Vale Norte

Região avança na construção do maior corredor de cicloturismo de Santa Catarina

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Foto de Jor. Marcelo Zemke
Jor. Marcelo Zemke

Projeto, que prevê a criação de um corredor com quase mil quilômetros de extensão, conecta importantes destinos turísticos

Com paisagens de tirar o fôlego, diversidade cultural e uma infraestrutura que favorece o turismo de natureza, a região é um dos destinos mais completos para roteiros de cicloturismo no Brasil. O Alto Vale do Itajaí avança na consolidação de um dos maiores projetos de cicloturismo de Santa Catarina, e municípios como Ibirama e Presidente Getúlio ganham protagonismo estratégico dentro dessa proposta regional.

O projeto, que prevê a criação de um corredor com quase mil quilômetros de extensão, conecta importantes destinos turísticos do estado, ligando o Vale Europeu à Serra Catarinense, tendo o Alto Vale como eixo central. A iniciativa foi validada por um diagnóstico técnico realizado em 2025 pela AMAVI em parceria com o Sebrae.

Dentro desse contexto, Ibirama integra a chamada Rota 2 – Conexão Expandida, um dos principais eixos do projeto, com cerca de 315 quilômetros. O município se destaca pela diversidade de atrativos naturais e pela localização estratégica, servindo como ponto de passagem e apoio aos cicloturistas que percorrem a região.

Já Presidente Getúlio também aparece como peça importante nessa mesma rota, contribuindo para a integração regional e ampliando as possibilidades de desenvolvimento turístico. A cidade reforça o potencial do Alto Vale ao oferecer paisagens rurais, cultura local e estrutura que tende a ser fortalecida com a implantação do corredor.

Segundo a gestora de projetos do Sebrae, Ana Paula Rosenbrock, o projeto representa um passo estratégico para posicionar o território como referência estadual no segmento. Ela destaca que o Alto Vale passa a integrar duas regiões já consolidadas no cicloturismo catarinense, ampliando oportunidades econômicas e estruturais para os municípios envolvidos. “O território ganha um movimento importante de geração de renda, ampliação de estabelecimentos preparados para receber turistas, fortalecimento do transporte, da gastronomia e de todos os serviços necessários ao cicloturista. O projeto também prevê a preparação dos receptivos turísticos e a instalação de sinalização, em uma ação construída em parceria com a AMAVI”, afirma.

O secretário de Turismo de Ituporanga, Paulo Ribeiro, destaca que o projeto se soma ao fortalecimento da marca Caminhos do Alto Vale, ampliando a conexão entre diferentes segmentos turísticos já consolidados na região. “Atualmente, o Alto Vale já se destaca no turismo religioso, com o Caminhos do Louvor movimentando cerca de 250 mil turistas por ano, além do Circuito dos Padroeiros, que conecta capelas do interior a pontos estratégicos com sinalização completa. Agora, unimos esse turismo de fé ao turismo rural e ao cicloturismo, atraindo visitantes com poder aquisitivo, que permanecem na cidade, ocupam hotéis e movimentam a economia”, ressalta.

Paulo ainda destaca que a região já conta com 56 atrativos turísticos mapeados e reforça que o trabalho conjunto entre municípios será fundamental para ampliar os resultados.

“O turismo não se faz sozinho. Esse corredor que liga o Vale Europeu à Serra vai alavancar nossa região, valorizando a vocação de cada município e fortalecendo centros turísticos com grande potencial. É muito gratificante ver um projeto que nasceu dentro do colegiado ganhar essa força regional”, completa.

Ao longo dos trajetos, os cicloturistas encontrarão uma ampla diversidade de atrativos naturais, culturais e gastronômicos, como cachoeiras, igrejas, mirantes, propriedades rurais, paisagens típicas do interior e experiências ligadas à cultura e à gastronomia local.

O levantamento também destaca o forte impacto econômico do setor: cerca de 90% dos recursos movimentados pelos cicloturistas permanecem nos próprios municípios visitados, impulsionando pequenos negócios, hospedagens, restaurantes, agroindústrias e o comércio local.

A proposta reforça o protagonismo do Alto Vale na construção de um modelo de turismo sustentável, regionalizado e com forte potencial de geração de renda para os municípios envolvidos.

Duas grandes rotas estruturam a conexão pelo Alto Vale.

Rota 1 – Conexão Central (190 km)

Percurso com aproximadamente 190 quilômetros, ligando os municípios de Apiúna, Rio do Sul, Aurora, Ituporanga, Petrolândia e Chapadão do Lageado, até a conexão final com Bom Retiro.

Rota 2 – Conexão Expandida (315 km)

Trajeto mais robusto e extenso, com cerca de 315 quilômetros, passando por Ascurra, Ibirama, Presidente Getúlio, Rio do Oeste, Taió, Mirim Doce, Pouso Redondo, Braço do Trombudo, Agrolândia e Atalanta, também com conexão final em Bom Retiro.

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