
O município de Ibirama iniciou a entrega de água potável para famílias afetadas pela estiagem, após decretar situação de emergência devido à escassez de chuvas registrada desde o início do ano.
Segundo o coordenador municipal da Defesa Civil, José Eduardo do Rosário, a medida foi necessária diante do agravamento do cenário, especialmente no mês de março.
“Em março, a situação chegou a um ponto em que tivemos menos de 30 milímetros de chuva. Com isso, começamos a receber acionamentos por falta de água na agricultura, para dessedentação de animais e, em alguns casos, para consumo humano”, destacou.
Com o aumento expressivo das ocorrências relacionadas ao abastecimento nas residências, o município optou pela decretação após reuniões do Grupo de Ações Coordenadas.
“Os casos de consumo humano foram aumentando exponencialmente, e chegamos a essa decisão para garantir uma resposta mais rápida e eficaz à população”, explicou.
De acordo com o coordenador, o decreto permite maior agilidade na atuação do poder público.
“Através deste decreto, conseguimos estabelecer uma condição jurídica excepcional, que garante à Prefeitura realizar atendimentos emergenciais, inclusive com contratação de serviços e compra de insumos necessários”, afirmou.
A distribuição de água já começou e deve atender prioritariamente as famílias que enfrentam dificuldades no abastecimento.
“Iniciaremos a entrega de água potável para as famílias que precisam desse líquido precioso em suas casas, para que não tenhamos danos humanos decorrentes dessa situação”, ressaltou José Eduardo.
Orientações e contato
A Defesa Civil orienta que moradores com falta de água entrem em contato com o órgão para solicitar atendimento. Cada caso será analisado individualmente, com definição de critérios para o fornecimento.
O coordenador também reforça a importância da conscientização coletiva.
“É necessário que toda a nossa comunidade tenha um consumo racional e consciente da água, evitando desperdícios durante esse período de estiagem”, alertou.
Entre as orientações estão evitar lavar calçadas, reduzir o tempo de banho, reutilizar água sempre que possível e priorizar o consumo humano.
A situação segue sendo monitorada semanalmente.
“Vamos acompanhar semana a semana as condições climáticas e qualquer mudança será informada à população”, concluiu.




