Técnicas avançadas permitem identificar autores através de fios de cabelo, fluidos e até células deixadas pelo contato em objetos.

ESTADUAL – A Polícia Científica de Santa Catarina vem consolidando o uso do DNA como uma das ferramentas mais poderosas da investigação criminal moderna. Através da coleta de vestígios biológicos em cenas de crime — que podem variar de fluidos corporais a simples células epiteliais deixadas em superfícies — os peritos conseguem traçar perfis genéticos fundamentais para a elucidação de casos.
O Processo de Coleta: O trabalho começa no local do crime, onde a equipe pericial utiliza instrumentos estéreis para garantir que não haja contaminação das amostras. Cada item é isolado e documentado seguindo a “cadeia de custódia”, um protocolo rigoroso que assegura a integridade da prova desde o recolhimento até o tribunal.
Tecnologia de Laboratório: Segundo o perito criminal Thiago Jacomasso, chefe da Divisão de Bioquímica Forense, o material passa por etapas de extração, quantificação e obtenção do perfil genético. “A partir desse perfil, é possível realizar comparações com amostras de referência ou inserir os dados no Banco de Perfis Genéticos”, explica.
O “Match” Genético: Um dos grandes diferenciais é a integração com bancos de dados estaduais e nacionais. Quando o sistema aponta um cruzamento positivo — o chamado “match” — entre o DNA da cena do crime e o de um indivíduo já cadastrado, a prova técnica torna-se um pilar central para que a Justiça possa agir com precisão.
Fonte: Redação Rede Vale Norte / Polícia Científica de SC.




