Março Azul: Santa Catarina acende alerta contra o câncer de intestino

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Matheus Cerqueira

Doença atinge 45 mil brasileiros por ano; especialistas do CEPON alertam que diagnóstico precoce eleva chances de cura para 90%.

FLORIANÓPOLIS – Com o objetivo de combater um dos tipos de câncer mais letais no estado, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC) promoveu nesta semana um debate sobre a campanha Março Azul 2026. Especialistas do Centro de Pesquisas Oncológicas (CEPON) alertam que, embora o câncer colorretal seja silencioso, o diagnóstico precoce é a chave para salvar vidas.

Cenário em Santa Catarina O estado está entre os que apresentam as maiores taxas de incidência da doença no país. Somente no ano passado, o câncer de intestino causou a morte de mais de 900 catarinenses. Segundo o oncologista Vitor Hugo de Jesus, o tumor é a segunda maior causa de morte por câncer em SC, ficando atrás apenas dos cânceres de mama (mulheres) e próstata (homens).

Prevenção e Exames O gastroenterologista Nelson Silveira destacou que 85% dos casos no Brasil ainda são descobertos em estágio avançado, o que dificulta o tratamento. No entanto, quando a doença é detectada cedo, as chances de cura chegam a 90%.

  • Quem deve fazer: Homens e mulheres entre 45 e 70 anos.
  • O exame principal: Colonoscopia.
  • O desafio: Especialistas cobram agilidade nas filas do SUS, que atualmente podem levar de quatro a seis meses para a realização do exame.

Março Azul é Lei A campanha de conscientização faz parte do calendário oficial do estado através da Lei nº 18.531/2022. O presidente da Comissão de Saúde, deputado Neodi Saretta, reforçou que o Parlamento busca disseminar informações para quebrar o tabu sobre o exame e incentivar o rastreamento preventivo.

Fonte: ALESC / Redação Rede Vale Norte