Hugo Motta afirma que fim da escala 6×1 pode ir a voto em maio e reacende debate sobre jornada de trabalho

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Matheus Cerqueira

O presidente da Câmara dos Deputados do Brasil, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 poderá ser votada no Plenário já em maio.

A possível votação reacende uma discussão que há anos mobiliza trabalhadores em todo o país: o direito a mais tempo de descanso, convivência familiar e qualidade de vida.


Mudança que pode impactar milhões

A escala 6×1 — seis dias de trabalho para um de descanso — é comum em setores como comércio, serviços e indústria. A proposta em debate busca rever esse modelo, considerado por muitos trabalhadores como excessivamente desgastante.

Motta afirmou que o texto está sendo construído com responsabilidade e diálogo, avaliando impactos econômicos e sociais. Ainda assim, reconheceu que a proposta traz uma discussão “justa e adequada aos novos tempos das relações de trabalho”.

“É justo um tempo de qualidade para a família, para a saúde e para o lazer”, declarou.


Tramitação em andamento

A matéria está na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados (CCJ), que analisará a admissibilidade de duas propostas apensadas:

  • PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP)
  • PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG)

Se avançar na CCJ e em comissão especial, a PEC seguirá para votação em dois turnos no Plenário.


Um debate que vai além da política

Mais do que uma pauta legislativa, o tema toca em uma transformação cultural sobre como o Brasil enxerga trabalho, produtividade e bem-estar.

Embora o discurso oficial seja de cautela e diálogo, o fato é que a discussão sobre reduzir jornadas e equilibrar vida profissional e pessoal ganha força no Congresso — refletindo uma pressão crescente da sociedade por condições de trabalho mais humanas.

Se aprovada, a mudança poderá representar uma das alterações mais significativas nas regras trabalhistas das últimas décadas.

Com informações da Agência Câmara de Notícias