
As taxas anuais de desemprego recuaram no quarto trimestre de 2025 em seis estados, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nesta sexta-feira (20/2).
Os recuos foram registrados em:
- São Paulo
- Rio de Janeiro
- Pernambuco
- Distrito Federal
- Paraíba
- Ceará
Nas demais unidades da Federação houve estabilidade.
Taxa nacional é a menor da série histórica
No Brasil, a taxa de desocupação no quarto trimestre foi de 5,1%, queda de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre móvel imediatamente anterior (setembro-outubro-novembro).
O resultado representa o melhor patamar da série histórica.
Maiores e menores taxas no trimestre
As maiores taxas de desocupação foram verificadas em:
- Amapá – 8,4%
- Alagoas – 8,0%
- Bahia – 8,0%
- Piauí – 8,0%
- Pernambuco – 8,8%
As menores taxas foram registradas em:
- Santa Catarina – 2,2%
- Espírito Santo – 2,4%
- Mato Grosso do Sul – 2,4%
- Mato Grosso – 2,4%
Recorde histórico em 20 estados
De acordo com o IBGE, 20 unidades da Federação registraram, em 2025, a menor taxa anual da série histórica. Entre elas estão:
- Rondônia – 3,3%
- Paraná – 3,6%
- Rio Grande do Sul – 4,0%
- Minas Gerais – 4,6%
- Goiás – 4,6%
- Tocantins – 4,7%
- Roraima – 5,1%
- Acre – 6,6%
- Pará – 6,8%
- Maranhão – 6,8%
- Sergipe – 7,9%
- Rio Grande do Norte – 8,1%
- Amazonas – 8,4%
Escolaridade, sexo e cor ou raça
A taxa de desocupação por cor ou raça ficou abaixo da média nacional (5,1%) para pessoas brancas (4,0%) e acima para pessoas pretas (6,1%) e pardas (5,9%).
Em relação ao sexo, o índice foi de 4,2% para os homens e 6,2% para as mulheres no quarto trimestre de 2025.
Entre os níveis de escolaridade, pessoas com ensino médio incompleto registraram a maior taxa de desocupação (8,7%). Já entre aquelas com nível superior incompleto, a taxa foi de 5,6%, mais que o dobro da verificada para quem possui nível superior completo (2,7%).
Subutilização e informalidade
A taxa composta de subutilização da força de trabalho ficou em 13,4%. Os maiores índices foram observados em:
- Piauí – 27,8%
- Bahia – 25,4%
- Alagoas – 25,1%
As menores taxas foram registradas em:
- Santa Catarina – 4,4%
- Espírito Santo – 5,9%
- Mato Grosso – 6,1%
O percentual de pessoas desalentadas foi maior no Maranhão (9,1%), Alagoas (8,0%) e Piauí (7,3%). Os menores índices foram observados em Santa Catarina (0,3%), Rio Grande do Sul (0,6%) e Mato Grosso do Sul (0,6%).
A taxa de informalidade no Brasil encerrou o quarto trimestre em 37,6% da população ocupada.




