Você sabe o que é esporotricose? Entenda como evitar a doença e os cuidados a serem tomados

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Jor. Marcelo Zemke

Transmissão da doença para humanos ocorre geralmente pelo contato direto com lesões de animais

Santa Catarina tem registrado um aumento no número de casos de esporotricose, uma infecção fúngica que afeta animais, principalmente os gatos, e pode ser transmitida aos seres humanos. A Secretária de Estado da Saúde (SES) registrou maior concentração dos casos de esporotricose humana nos municípios de Itajaí e Joinville.

O aumento pode ser atribuído a uma combinação de fatores ambientais, sociais e relacionados à dinâmica da população felina. Trata-se de regiões com alta densidade populacional, com presença significativa de gatos, além de clima quente e úmido, condições ideais para a sobrevivência e proliferação do fungo Sporothrix spp., especialmente o Sporothrix brasiliensis, responsável pela forma zoonótica da doença.

Foto: Divulgação ES1

“O avanço da doença está associado ao aumento do abandono de felinos e à falta de conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado. Por isso, os tutores devem procurar orientação veterinária ao perceber qualquer ferida suspeita no animal. Além disso, é preciso evitar o contato direto com animais doentes sem a devida proteção”, explica o Dr. Fábio Gaudenzi, infectologista e superintendente de Vigilância em Saúde.

Transmissão da doença

A esporotricose é causada pelo fungo do gênero Sporothrix, presente no solo, vegetação e matéria orgânica em decomposição. A doença se manifesta em gatos por meio de feridas na pele, principalmente na face, orelhas e patas, que demoram a cicatrizar.

A transmissão da doença para humanos ocorre geralmente pelo contato direto com lesões de animais infectados ou através de arranhões, mordidas e secreções de gatos infectados. Os sintomas mais comuns são o surgimento de feridas na pele, geralmente nos braços, mãos ou rosto, que podem se espalhar ao longo dos vasos linfáticos, além de inchaço e formação de nódulos. Humanos são infectados quase exclusivamente por animais doentes, sendo o contágio entre pessoas extremamente raro.

Foto: Divulgação Marise Mattos

Prevenção

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE) reforça que a colaboração de todos é essencial para conter a propagação da doença, garantindo o bem-estar dos animais e a proteção da saúde pública. Para prevenir a esporotricose recomenda-se:

• Manter os gatos em ambiente domiciliar, evitando o acesso à rua;
• Procurar atendimento veterinário ao sinal de lesões suspeitas;
• Usar luvas ao manusear animais com feridas;
• Não abandonar animais doentes;
• Procure atendimento ao menor sinal de lesões na pele após contato com gatos.