Por Marcelo Zemke – Jornal Vale do Norte
Dnit realizou a instalação de sinalização vertical de advertência, com placas de contagem regressiva no trecho.
Após a tragédia que vitimou no domingo, dia 24, um morador de Ibirama no KM 111 da BR- 470, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) realizou a instalação de sinalização vertical de advertência, com placas de contagem regressiva no trecho. O trecho, conhecido como ‘Curva da Morte’, registra acidentes com frequência.
O tema foi pautado no fim do mês de março pelo Jornal Vale do Norte, que fez um alerta sobre o grande número de acidentes no local no primeiro trimestre deste ano. A intervenção do Dnit no local já estava prevista, com o reforço na sinalização e barreiras de proteção.
Representantes da unidade do Dnit de Rio do Sul estiveram no local na segunda-feira, 25 onde executaram ações de limpeza e instalação de placas. “O DNIT tem duas ações principais previstas para este ponto: o reforço da sinalização e a instalação de barreiras de proteção em concreto armado. Essas duas ações devem ser executadas nos próximos dias. Aliás, existe sinalização, o que será feito é reforço”, informou a assessoria de comunicação.
Conforme informações da PRF, desde o início do ano já foram registrados 11 acidentes no local. Ainda de acordo com a PRF, a maioria dos acidentes envolvendo saídas de pista e tombamentos, acontecem devido ao excesso de velocidade. O número de acidentes no local aumentou consideravelmente após a reforma da rodovia, quando saltou de sete ocorrências em 2020 para 24 ocorrências, com três óbitos em 2021.
Para o motorista de caminhão, José Carlos, que estava parado no sistema siga e pare enquanto era feita a limpeza da pista na segunda-feira, 25, deveria haver um redutor de velocidade no trecho e linhas de estímulo à redução da velocidade. “É uma curva muito fechada e deveria haver melhor sinalização e redutor de velocidade (radar eletrônico), como foi feito no início da Curva da Garapeira na Serra São Miguel”, apontou.
O PRF, Manoel Fernandes Bitencourt, informou ao JVN que o número de acidentes sempre aumenta no local, após serem realizadas melhorias nas pistas. “Sempre que a pista está ruim neste ponto, deixam de ocorrer os tombamentos de caminhões e outros acidentes. Isso que observo em 28 anos de atuação na PRF de Rio do Sul. Sempre que a pista está boa, como é o caso agora, que houve uma recuperação nos últimos anos, voltam a ocorrer os tombamentos de caminhões”, avalia.




