Jorginho Mello diz que Estado não deve investir nos lotes 1 e 2 da BR-470

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Leo AW

Senador destacou a repercussão sobre o entrave político nas obras de duplicação da BR-470.

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Por Marcelo Zemke Rede Vale Norte

Ao receber a imprensa, o senador Jorginho Mello (PL-SC), falou de seu apoio ao governo Jair Bolsonaro e teceu críticas ao governador de SC, Carlos Moisés (sem partido). Ele recebeu o Jornal Vale do Norte, para uma coletiva no Hotel Aliança Express em Rio do Sul, durante a passagem pela região para cumprir agenda no domingo, dia 25. O senador tem a intenção de disputar o governo do Estado em 2022.

Um dos temas abordados, foi a repercussão sobre o entrave político nas obras de duplicação da BR-470. O governo estadual quer colocar os R$ 200 milhões disponíveis nos lotes 1 e 2, entre Navegantes e Luiz Alves e entre Luiz Alves e Blumenau. Nesse trecho, as obras estão mais avançadas (58% e 81%, respectivamente) e seria possível concluir a duplicação da via em menos de 12 meses. Já o Ministério da Infraestrutura quer a destinação dos recursos nos quatro lotes ou nos lotes 3 e 4, entre Blumenau e Indaial. Esses trechos estão mais atrasados (35% e 33%, respectivamente) e demandam mais recursos. Em Ibirama para a entrega da Casan em maio, Moisés defendeu os investimentos e disse que a rodovia é federal, mas quem usa é o catarinense.

O senador falou da intenção do governo de Santa Catarina em investir recursos na ordem de R$200 milhões para acelerar as obras de duplicação, especialmente nos lotes 1 e 2, entre Navegantes e Gaspar, como deseja o governador, mas o que não é aceito pelo DNIT, cuja a autarquia possui cota da sigla partidária.

Segundo ele, os lotes 1 e 2 já estão na fase final, quase prontos e há recursos suficientes do Governo Federal até o seu término.  “Se eu fosse o governador do Estado, não colocaria dinheiro de Santa Catarina em rodovias federais (BR-470). Isso é uma obrigação do governo federal. A cada R$ 100 que mandamos para Brasília só volta R$8,00, e as nossas estradas estaduais estão cheias de buracos”, defendeu.

Conforme o senador, os recursos estaduais devem ser aplicados em obras de Santa Cataria. “Eu quero que o governo do Estado não vire as costas para os municípios, pois a duplicação da rodovia de Navegantes à Luiz Alves vai ficar pronta e, mesmo colocando R$1 bilhão, não vai fazer diferença. Será que ele (governador) quer fazer algum negócio, beneficiando alguém?”, disparou.

Segundo o senador, o governador do Estado precisa ‘se entender’ com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas e investir nos lotes 3 e 4 da duplicação, e não 1 e 2, como é a intenção.  “Não sei porque insiste em colocar o dinheiro lá. Não precisa, pois tem R$116milhões para fazer o lote 1 e 2. Precisa de dinheiro para se fazer o lote 3 e 4 da duplicação. Se quer ajudar o povo de SC e a BR- 470, deve-se parar com este discurso”, defendeu.

 

Buracos na BR-470

Pela proximidade com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o senador foi indagado pela falta de manutenção na BR-470, que teve o contrato com a empresa prestadora deste tipo de serviço encerrado, sem se fazer nova licitação de contratação de uma nova empresa em tempo hábil.

“O DNIT me informou que inicia mês que vem um tapa-buracos. A cobrança é que se faça. Não dá para esperar que ela se acabe para fazer uma nova”, disse.

Sobre a declaração que a falta de manutenção está atrelada aos mandos e desmandos de senadores ao DNIT ele ponderou. ‘Isso é uma bobagem. Ninguém manda no DNIT. O órgão possui funcionários de carreira, concursados e nomeados pelo governo Federal, obedecendo ordens do diretor nacional e do ministro. Eu só cobro obras”.

O DNIT aguarda o término da licitação que vai definir o novo contrato de manutenção da BR-470. As propostas serão abertas no dia 4 de agosto, mas não há previsão da data de início das obras.