Luva de drenagem melhora qualidade de vida de mulheres mastectomizadas em Ibirama

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Leo AW

Pacientes que passaram por cirurgia de retirada de mama possuem acesso ao serviço gratuitamente

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Em Ibirama as pacientes que passaram por uma cirurgia de mastectomia, ou seja, retirada da mama, têm acesso a um serviço gratuito que tem melhorado significativamente a qualidade de vida. A drenagem linfática mecânica é feita com uma luva importada adquirida pela Rede Feminina de Combate ao Câncer (RFCC) de Ibirama.

O investimento da entidade foi de cerca de R$ 15 mil para duas luvas e a arrecadação só foi possível graças a ajuda da própria comunidade que contribui com a RFCC através de diversas ações como pedágio, rifas e vendas no brechó. A compra foi realizada no ano passado, mas agora é que o equipamento começou a beneficiar as primeiras pacientes, já que elas precisam ter indicação médica para receber a drenagem.

A voluntária Mercedes Dallabona explica que após a mastectomia as pacientes sofrem com inchaço que pode causar desconforto e até mesmo dores fortes, por isso a drenagem é indicada. “Quando é feita a cirurgia acabam retirando as linfas, então os braços incham muito. A drenagem é como uma massagem mecânica que faz muito bem para as pacientes. A periodicidade varia de paciente para paciente, elas fazem conforme podem, mas quanto mais fizer melhor”.

 

Para paciente, serviço melhorou a qualidade de vida

A paciente Angelita Kreutzfeld foi a primeira ibiramense a utilizar a luva de drenagem mecânica e comenta que o serviço oferecido pela rede melhora sua qualidade de vida. Ela passou pela cirurgia de mastectomia em fevereiro e conta que até hoje sente bastante desconforto em virtude do inchaço nos braços. “Tirei uma parte do seio e as glândulas debaixo do braço e incha bastante, então tenho bastante dor, formigamento nas mãos e a massagem da luva me ajuda bastante. Depois das sessões sempre me sinto melhor, apesar da cirurgia ainda ser recente”, diz.

Angelita descobriu o câncer de mama em fevereiro do ano passado depois de fazer uma mamografia. “Estava sempre com muita dor no braço e procurei a médica que pediu para fazer uma mamografia e detectamos o câncer. Depois disso fiz as quimioterapias e em fevereiro desse ano me operei. Depois ainda fiz 15 sessões de radioterapia em Blumenau. Agora faço as drenagens uma vez por semana e auxilia muito”, conta.

Por Marcelo Zemke Rede Vale Norte