Família espera reaver restos mortais de túmulo violado em José Boiteux

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Leo AW

Para irmão, espera-se que a repercussão do caso na imprensa regional e estadual ajude a solucionar o caso

Por Marcelo Zemke – Rede Vale Norte

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Busca por justiça. Este é o sentimento dos familiares de um homem que teve a sepultura violada em José Boiteux. O caso teve grande repercussão e chocou a comunidade católica do município.

O crime aconteceu no cemitério da Igreja São Sebastião e segundo informações, para não serem flagrados pelas câmeras dos comércios das redondezas, os criminosos acessaram o cemitério por uma picada aos fundos. Eles também tiveram o trabalho de romper um cadeado de um medidor de luz e desligar a chave geral da igreja e de iluminação do cemitério. 

A sepultura foi destruída e o corpo do homem encontrado sem a cabeça. O túmulo pertencia a Júlio César Linelli, de 51 anos, ex-atleta e servidor público do município. Conhecido como “Inho”, faleceu em julho do ano passado em decorrência de um câncer. “Levaram até a foto de Júlio.  Não dá para entender o que motivou estes atos. Meu irmão não tinha nenhum envolvimento com coisas ilícitas. Ele era uma pessoa boa, sem rixas ou envolvimento com crime. Era uma pessoa conhecida na região e todos gostavam dele. Queremos justiça e descobrir o que aconteceu. Queremos recuperar os restos mortais para retorná-lo à sepultura”, disse Renato.  

De acordo com o relato do irmão do falecido, Renato Lunelli, repassado ao Jornal Vale do Norte, a madrinha foi visitar o túmulo do marido no domingo pela manhã – que fica ao lado do sepulcro do irmão, e se deparou com situação. “Minha madrinha foi visitar o túmulo do marido falecido, que faria aniversário naquele dia. E ao passar se deparou com a cena. A sepultura estava toda quebrada e o caixão violado. Levaram a cabeça embora”, lamenta.

Meu irmão faleceu de câncer e foi sepultado há cerca de dez meses. Mobilizamos grande parte da imprensa para que isso tenha repercussão e os criminosos sejam encontrados pela polícia”, disse o irmão que espera reaver os restos mortais e depositar novamente na sepultura. 

IPG coletou provas no local 

A equipe da Rede Vale Norte acompanhou os trabalhos do Instituto Geral de Perícias (IGP), que esteve no local na tarde segunda-feira, dia 3. O grupo, formada por dois peritos e uma agente de polícia fotografou o local e após os trabalhos, autorizou que o jazigo fosse novamente lacrado. 

Ele contou à equipe que não havia nada de valor na sepultura ou como o corpo, que pudesse despertar a atenção de ladrões. “A única coisa que ele possuía era uma pulseira de prata que ele sempre me pedia, pois gostava muito e acabou sendo sepultado com ela. Mas vimos que as mãos no corpo permeiam juntas e o rosário ainda estaca preso entre os dedos. Desta forma deu para ver que esta parte não havia sido mexida”, relatou. 

Além do crânio ter sido furtado, toda a estrutura do túmulo foi danificada.  Os criminosos chegaram a dar uma pancada com um martelo na foto impressa em cerâmica, que foi estilhaçada. O crucifixo do túmulo também foi arrancado. “Dá para ver que focaram na imagem dele. Tinha a marca de que sentaram no túmulo ao lado para descansar e dali, deram uma martelada na foto”. 

Como o irmão era apaixonado pelo esporte, a família havia feito uma espécie de memorial, com um gramado sinteco do futebol em cima do jazigo, com goleira e fotografias. “Havia uma foto dele bebendo em um troféu de futebol e esta foto foi levada. Já trave que ficavam no campinho foi encontrada na trilha que dá acesso ao cemitério”.  

O caso é investigado pela Policia Civil.  Os agentes do IGP preferiram não dar declarações à reportagem. 

Informações e denúncias podem ser repassada para a polícia no número 181 (Disque Denúncia). O serviço atende de forma ininterrupta e sua principal característica é o caráter sigiloso dos procedimentos, já que em momento algum o denunciante precisa se identificar.