DNIT assina contrato de serviços para corte de árvores na BR-470

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Leo AW

Trecho contemplado é de 83 quilômetros e vai de Ibirama até o acesso a Otacílio Costa

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Por Marcelo Zemke

A Superintendência Regional do DNIT em Santa Catarina assinou na segunda-feira, dia 12, o contrato para a execução dos serviços de corte de árvores de espécies exóticas e organização do material lenhoso e resíduos de vegetação na faixa de domínio da BR-470.

A informação foi repassada pela Câmara Técnica da BR-470 do Conselho de Desenvolvimento de Rio do Sul (CODENSUL). O valor do contrato é de R$ 454.999,99 e a empresa executora será a STATUS – Administração e Terceirização de Serviços EIRELI. “A princípio, a madeira será doada às prefeituras, no trecho da rodovia”, disse o chefe de Serviço da Unidade Local do DNIT de Rio do Sul, Cristhiano Zulianello.

As atividades serão realizadas entre os municípios de Ibirama, (KM 116) a Otacílio Costa ((KM 199). Após ser publicado no Diário Oficial da União e emitida ordem de início dos serviços ainda na terça-feira, 13, foi fixando a data a partir de quarta-feira, dia 14, para o início dos trabalhos. Nos próximos dias a empresa deve começar a mobilizar equipamentos e pessoal e tão logo isso aconteça, deve iniciar a supressão. “O segmento do contrato é do km 116 (acesso principal de Ibirama) ao km 199 (acesso a Otacílio Costa) e o cronograma prevê a execução ‘de trás para frente’, ou seja, começando no km 199, principalmente porque na Serra da Santa, que fica no final do segmento, há muitas árvores em risco de queda”, informou Zulianello.

O corte de árvores está autorizado pelo Ibama desde de 2018, e somente as árvores exóticas serão removidas, entre elas os pinus e eucaliptos que se encontram numa distância de até 10 metros da pista de rolamento.

Durante vários anos, diversas iniciativas de municípios e da sociedade civil organizada objetivaram sem sucesso o corte de árvores exóticas às margens da BR-470/SC. Em 2015, o próprio DNIT em Santa Catarina decidiu contratar um inventário florestal para identificar as espécies da ora existente, quantificar o volume de madeira a ser suprimido e valorar economicamente a madeira.