Na Entrevista do Dia, recebemos o enfermeiro Daniel, que há mais de 20 anos atua na área da saúde e hoje integra a equipe do SAMU em Ibirama. Ele explicou como funciona o atendimento de urgência pelo número 192, destacou os principais chamados da região e falou da importância da presença de um enfermeiro na base local. 👉 Confira a entrevista completa em nossas plataformas e entenda o papel essencial do SAMU no Alto Vale!
Ibirama sedia capacitação para atendimento de ocorrências de violência doméstica contra a mulher
Nesta sexta-feira, dia 29 , acontece em Ibirama um evento de capacitação voltado ao atendimento de ocorrências de violência doméstica contra a mulher. A iniciativa é promovida pelo 13º Batalhão da Polícia Militar, através da 2ª Companhia PM, e acontece no Auditório Imbuia da Udesc. O encontro reúne profissionais da segurança pública, representantes do sistema de justiça e especialistas da área, com o objetivo de fortalecer a rede de proteção, prevenção e enfrentamento à violência doméstica na região. A programação conta com palestras sobre a atuação da Rede Catarina, a eficácia das medidas protetivas, os desafios do sistema de justiça e ainda as contribuições da psicologia policial no atendimento às vítimas. Entre os convidados estão o promotor de Justiça da Comarca de Ibirama, Dr. João Paulo Bianchi Beal, além de policiais militares que atuam diretamente na prevenção e resposta a casos de violência doméstica. O evento encerra ao meio-dia e busca integrar ainda mais as instituições que trabalham na defesa dos direitos das mulheres, promovendo maior preparo técnico e humanizado no atendimento às ocorrências.
Rede Catarina reforça ações no Agosto Lilás para combater a violência contra a mulher em Ibirama
Em entrevista, coordenadora do programa na área da 2ª Companhia do 13º BPM, fala da gravidade do problema Marcelo Zemke Nas últimas semanas, casos de violência contra a mulher voltaram a estampar as páginas policiais da região, trazendo à tona a dura realidade enfrentada por muitas vítimas. Em meio a esse cenário, a Rede Catarina de Proteção à Mulher, da Polícia Militar de Santa Catarina, intensificou suas ações em Ibirama durante o Agosto Lilás, mês de conscientização pelo fim da violência doméstica e familiar. A coordenadora do programa na área da 2ª Companhia do 13º BPM, Sargento PM Soiane Rodrigues, destacou a importância da mobilização e apresentou números que revelam a gravidade do problema. Entre 2013 e 2023, 47.463 mulheres foram assassinadas no Brasil. Somente em Santa Catarina, em 2024, foram registrados 51 feminicídios consumados. Já entre janeiro e julho de 2025, o estado contabilizou 29 casos. O volume de medidas protetivas também impressiona: 30.234 emitidas em 2024 e outras 18.584 já registradas em 2025, apenas nos primeiros sete meses do ano. Segundo a Sargento Soiane, a Rede Catarina tem como missão proteger e acompanhar mulheres vítimas de violência, por meio de visitas preventivas, fiscalização das medidas protetivas de urgência e ações educativas em escolas e comunidades. O programa também utiliza recursos tecnológicos, como o aplicativo PMSC Mobile, que permite o acionamento do botão do pânico e garante resposta rápida da Polícia Militar. Um dos principais braços do programa é a Patrulha Maria da Penha, que realiza visitas periódicas às vítimas, orienta sobre o uso do aplicativo de segurança e mantém vínculo direto com as mulheres em situação de vulnerabilidade. Em 2024, Santa Catarina registrou 894 acionamentos do botão do pânico e 1.175 prisões por descumprimento de medidas protetivas, demonstrando a efetividade das ações. A Rede Catarina também atua em integração com o Poder Judiciário, Polícia Civil e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), fortalecendo a rede de apoio e possibilitando respostas mais ágeis em situações de risco. Casos como a denúncia de uma espingarda irregular feita por uma mulher em Ibirama exemplificam a importância do canal seguro para relatos. Efetivo Apesar dos avanços, a Sargento Soiane reconhece desafios. O principal é o baixo efetivo policial, especialmente em municípios do interior, o que dificulta a realização constante das visitas preventivas. “A Patrulha Maria da Penha deveria ter ao menos dois policiais, preferencialmente uma mulher, mas muitas vezes encontramos apenas um agente acumulando funções”, explicou. Para enfrentar essas limitações, a Polícia Militar tem priorizado os casos de maior risco, investido em capacitação e ampliado o uso de tecnologia para agilizar o atendimento. A coordenadora também reforçou a necessidade de atenção por parte da comunidade. Mudanças bruscas de comportamento, isolamento, uso frequente de roupas longas para esconder marcas, baixa autoestima e sinais de depressão podem indicar que uma mulher está sofrendo violência. Por fim, a Sargento deixou uma mensagem de encorajamento às vítimas que ainda têm medo de denunciar: “Sabemos que não é fácil, mas é preciso lembrar que vocês não estão sozinhas. Denunciar é o primeiro passo para recuperar a dignidade, a liberdade e o direito de viver sem medo”. Mulheres em situação de risco ou testemunhas de violência podem buscar ajuda por meio do telefone 190, diretamente na Rede Catarina, na Polícia Civil ou na OAB. JVN -Sargento, qual é a principal missão da Rede Catarina e como o programa atua na prevenção e no combate à violência contra a mulher na nossa região? É importante ressaltar, primeiramente, os dados alarmantes que evidenciam a gravidade da violência contra a mulher no Brasil. Entre 2013 e 2023, 47.463 mulheres foram assassinadas no país. Em Santa Catarina, segundo dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública, foram registrados 51 feminicídios consumados apenas em 2024. Já entre janeiro e julho de 2025, o estado contabiliza 29 casos. No mesmo período, o número de medidas protetivas concedidas reflete a dimensão da demanda por proteção: em 2024, foram 30.234 medidas emitidas, conforme o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). Em 2025, somente nos sete primeiros meses do ano, já foram registradas 18.584 medidas protetivas. Esses números revelam não apenas a persistência do problema, mas também a urgência de fortalecer as políticas públicas de enfrentamento à violência doméstica e de ampliar o suporte às vítimas. O Programa Rede Catarina de Proteção à Mulher, é um programa institucional da Polícia Militar de Santa Catarina, direcionado à prevenção dos crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher, buscando conferir maior efetividade e celeridade às ações de proteção à mulher. O objetivo principal é proteger e acompanhar as mulheres vítimas de violência doméstica e familiar por meio de visita preventiva policial (VPP), fiscalização de medidas protetivas de urgência (MPU); promover ações preventivas e restaurativas focadas em pacificar conflitos e solucionar problemas relacionados a crimes no âmbito doméstico e familiar; e por fim, através de intermédio de soluções tecnológicas, desde 2019, a Polícia Militar conta com o aplicativo PMSC Mobile, que permite a ativação do botão do pânico, agilizando o atendimento de ocorrências envolvendo vítimas com medida protetiva. JVN – Quais são as ações práticas que a Rede Catarina realiza para oferecer segurança e acompanhamento às mulheres que possuem medidas protetivas? Compete aos policiais militares integrantes da Patrulha Maria da Penha a realização de visitas preventivas às residências das vítimas com medida protetiva de urgência, atuando de forma próxima e contínua no acompanhamento dos casos. Além disso, cabe aos policiais orientar as vítimas quanto à instalação e ao uso do aplicativo PMSC Cidadão, explicando detalhadamente o funcionamento e a importância do botão do pânico como ferramenta de resposta rápida em situações de risco iminente. Atualmente, o estado de Santa Catarina conta com 60 patrulhas da Maria da Penha em atividade, o que representa um esforço significativo da Polícia Militar na atuação preventiva. De acordo com dados da Rede Catarina, somente em 2024 foram registrados 894 acionamentos do botão do pânico, evidenciando o quanto essa tecnologia tem sido essencial para salvar vidas e garantir uma resposta imediata por
Witmarsum investe em tecnologia para ampliar segurança de cadela de resgate Luna
O município de Witmarsum anunciou novos investimentos para garantir a segurança e a eficiência das operações realizadas pela cadela de resgate Luna dos Bombeiros Militares de SC, que atua ao lado do sargento BM Vieira em missões de busca, salvamento e localização de pessoas desaparecidas. A prefeitura destinou R$ 9.777,00 para a aquisição de equipamentos de alta tecnologia: a coleira Alpha TT 25 e o monitor Alpha 300i, ambos com sistema de rastreamento por GPS. Os dispositivos permitem o monitoramento em tempo real, trazendo mais segurança para o animal e maior precisão às equipes de resgate durante as operações. Além da tecnologia, a gestão municipal segue responsável pela alimentação de Luna, reafirmando o compromisso de Witmarsum como município protetor de animais e valorizando o papel essencial dos cães de salvamento, que contribuem diretamente para salvar vidas humanas. A cadela Luna também se tornou uma figura conhecida na comunidade e pode ser acompanhada nas redes sociais, no perfil @luna_cbmsc, onde são compartilhados momentos de treino e atuação em ocorrências.
Homem é baleado em confronto após tentativa de roubo de carga na BR-470, em Pouso Redondo
Na noite de quinta-feira (28), por volta das 22h15, a Polícia Militar foi acionada após a entrada de um homem ferido por disparo de arma de fogo no hospital de Pouso Redondo. Pouco depois, a guarnição recebeu informações sobre uma possível troca de tiros na BR-470, na região da Serra do Ilhéus (Serra da Santa), onde uma carreta carregada com carne havia tombado. No local, um agente de segurança pública aposentado relatou que foi surpreendido por um grupo de criminosos armados com facões e armas de fogo, que chegaram atirando e anunciando a intenção de roubar a carga do veículo acidentado. Segundo o relato, o ex-agente reagiu com sua arma particular, resultando em um confronto. Após a troca de tiros, os suspeitos fugiram. Durante a averiguação, os policiais encontraram uma cápsula deflagrada de calibre 38 às margens da rodovia. Com apoio da Polícia Rodoviária Federal, a PM retornou ao hospital para ouvir o depoimento da vítima atingida, mas foi informada de que o paciente havia sido transferido para o Hospital Regional de Rio do Sul. A investigação segue em andamento, sob responsabilidade das autoridades locais, para identificar os envolvidos e esclarecer as circunstâncias do caso. Fonte: Polícia Militar de Pouso Redondo/3ª CIA