Pular para o conteúdo principal

Rede Vale Norte

Governador realiza encontro com representantes das Comunidades Indígenas de José Boiteux

Fotos: Eduardo Valente /GOVSC O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, se reuniu na tarde desta sexta-feira, 7, em Rio do Sul com representantes das comunidades indígenas de José Boiteux para tratar do acesso à Barragem Norte e da necessidade de manutenções emergenciais na estrutura. O encontro contou com a presença dos secretários Kennedy Nunes (Casa Civil), Mário Hildebrandt (Proteção e Defesa Civil) e Jerry Comper (Infraestrutura), além de representantes da Celesc, do prefeito de José Boiteux, Neno, e do vice-prefeito, Emerson. Durante a reunião, o governador destacou a importância da barragem para mais de 1 milhão de pessoas que vivem no Vale do Itajaí e reafirmou o compromisso do Estado em garantir seu pleno funcionamento. “Nossa prioridade é atender a comunidade abaixo da barragem, mas sem esquecer daqueles que vivem acima dela. A relação com os indígenas precisa ser construída de forma parceira, e estamos dispostos a isso”, afirmou. Investimento em moradias para a comunidade indígena Na última quinta-feira, 6, o Governo do Estado assinou um termo de compromisso com a prefeitura de José Boiteux, destinando mais de R$ 3,6 milhões para a construção de 30 residências e duas casas para párocos nas aldeias indígenas. O investimento faz parte das ações do governo para atender às demandas da comunidade local. Próximos passos para a manutenção da barragem O encontro contou com a participação de oito caciques e do presidente da Câmara de Vereadores de José Boiteux, que também integra a comunidade indígena. Durante a reunião, ficou definido que a prefeitura atuará como parceira no processo de diálogo com os indígenas para viabilizar a vistoria dos equipamentos da barragem pela Celesc. Com a autorização da comunidade, será possível avaliar as condições da estrutura e identificar os equipamentos necessários para a manutenção das comportas. Atualmente, uma das comportas está inoperante e permanece fechada, o que compromete a eficiência da barragem no controle de cheias. O governo estadual espera realizar um novo encontro com os representantes indígenas em breve para dar continuidade às tratativas. “É um compromisso assumido pelo governador Jorginho Mello de que trabalharemos para resolver efetivamente a questão da Barragem de José Boiteux. A reunião com todos hoje foi também esse gesto para que entendam que estaremos abertos ao diálogo e esperamos também esse retorno deles. A última coisa que queremos e esperamos é confronto e da nossa parte trabalharemos ao máximo para que isso não aconteça”, ressaltou o secretário Mário Hildebrandt, que lidera o processo de atendimento à comunidade e a recuperação da barragem.

Câmara de Vereadores de Ibirama investirá em Energia Solar

Instalação de painéis fotovoltaicos marca compromisso com a sustentabilidade e redução de custos Projeto prevê a instalação de painéis solares no telhado do prédio da Câmara Em um movimento alinhado às práticas de sustentabilidade e eficiência energética, a Câmara de Vereadores de Ibirama anunciou iniciará um projeto para a instalação de painéis fotovoltaicos em sua sede. Durante a última sessão ordinária (04 de março), o Presidente Saulo Eduardo Fonseca assinalou que o objetivo é contribuir para que o município alcance o selo de Município Sustentável, além de reduzir custos com energia elétrica e promover a conscientização ambiental. Energia Limpa e Economia O projeto prevê a instalação de painéis solares no telhado do prédio da Câmara, que passarão a gerar parte da energia consumida pelo órgão. A tecnologia fotovoltaica converte a luz solar em energia elétrica, reduzindo a dependência de fontes tradicionais e diminuindo a emissão de gases poluentes. Segundo estimativas preliminares, a iniciativa pode gerar uma economia de até 30% na conta de energia da Câmara. “Além dos benefícios financeiros, essa medida reforça nosso compromisso com o meio ambiente e com as futuras gerações”, destacou o presidente Saulo Eduardo Fonseca. “Queremos ser um exemplo para outras instituições públicas e privadas, mostrando que é possível adotar práticas sustentáveis sem abrir mão da eficiência.” A instalação dos painéis fotovoltaicos deve começar ainda em 2025, após a conclusão dos estudos técnicos e providências necessárias de contratação. “Esse é apenas o começo de uma jornada que vai transformar Ibirama em uma cidade mais verde e consciente”, concluiu o presidente Saulo Eduardo Fonseca.

Ibirama celebra 91 anos de emancipação político-administrativa

No dia 11 de março de 1934 aconteceu a instalação do Município de Dalbérgia Foto Marcelo Zemke Nesta terça-feira, 11 de março, Ibirama comemora 91 anos de emancipação político-administrativa. A data, que marca a independência do município, é feriado municipal e convida a população a refletir sobre a trajetória histórica da cidade. “Afinal, exaltemos a história que registrou nossa caminhada através dos tempos, da fundação até os dias atuais”, destaca  o escritor Harry Wiese. Conforme o escritor, que já publicou no Jornal Vale do Norte sobre o tema, nem sempre o feriado municipal foi celebrado nesta data. Em tempos passados, o Dia do Município era comemorado em 8 de novembro, data da fundação de Ibirama. A mudança ocorreu, principalmente, devido ao excesso de feriados no mês de novembro, o que impactava o comércio local. No entanto, mais importante do que a data, é o reconhecimento da história. “Não me permito perceber incômodo na mudança, desde que a data não seja somente mais um feriado. Desejo intensamente que haja uma reflexão sobre a história de Ibirama, do início de sua existência até os dias atuais. De Sellin e Odebrecht, os fundadores, até todos os habitantes desta terra, sem exceção, pois todos são ou foram sujeitos ativos da história. Os sujeitos se configuram na inter-relação complexa, duradoura e contraditória das identidades sociais e pessoais, ou seja, a História não é apenas construída por heróis e vilões, mas é consequência de construções de todos os agentes sociais de uma comunidade, estado ou país.”, pontua Wiese. A fundação de Ibirama remonta a 8 de novembro de 1897, quando Alfred Wilhelm Sellin e Emil Odebrecht deram início à nova colônia, batizada de Hammonia. O marco simbólico foi a derrubada da primeira árvore no local onde hoje está o Paço Municipal, na Rua 11 de Março. A emancipação política ocorreu em 11 de março de 1934, por meio do Decreto nº 498, oficializando a criação do município, então chamado de Dalbérgia. O processo, no entanto, não foi pacífico. A separação de Hammonia e a criação de novos municípios como Gaspar, Indaial e Timbó geraram revolta em Blumenau, que viu seu território reduzido. O movimento “Por Blumenau Unida” mobilizou protestos e até ameaças de ações armadas. O prefeito Jacob Schmidt desapareceu temporariamente e o chefe da polícia foi alvo de ameaças de sequestro. “Felizmente, prevaleceu o bom senso e aos poucos a situação voltou à normalidade”, registra o escritor. Aspectos históricos Foto emancipação O Distrito de Hamonia há muito desejava sua emancipação político-administrativa, depois de 37 anos sob os domínios de Blumenau. Os agentes políticos e o povo em geral ansiavam por vida própria e almejavam o progresso com maior autenticidade, pois o município de Blumenau era muito extenso e de difícil controle administrativo. Em 1934 aconteceu a emancipação da colônia, que ganhou o nome de Dalbérgia e em seguida Ibirama, que recebeu esta nomeação seguindo a linguagem indígena, que quer dizer “terra da fartura”.  De acordo com informações oficiais do histórico e formação administrativa, a emancipação de Ibirama de Blumenau não se constituiu num processo pacífico. Apesar dos motivos políticos na época que deram sustentação ao desmembramento, com certeza perder um Distrito lucrativo como Hamonia, com boa arrecadação, era de difícil entendimento por parte da população blumenauense. Houve então, um grande movimento denominado “Por Blumenau Unida” e o povo saiu às ruas em protesto, com preparativos para uma ação armada. Controlaram-se os estoques de combustíveis e mantimentos. Durante vários dias o comércio esteve de portas fechadas, mas, felizmente prevaleceu o bom senso e aos poucos a situação voltou à normalidade. Por conta disso, foram tomadas as providências legais e, no dia 17 de fevereiro de 1934, pelo decreto nº 478, foi criado o município com o nome de Dalbérgia, desmembrado de Blumenau. De acordo com o Decreto, o novo município deveria ser instalado entre Nova Breslau (hoje Presidente Getúlio) e Nova Bremen (hoje Dalbérgia), aproximadamente onde está instalada a Cerâmica Bosse. Lançamento da pedra fundamental foi no Distrito de Dalbérgia Conforme a história da fundação de Ibirama, disponível no Arquivo Público Municipal de Ibirama, a sede administrativa do município deveria ter sido instalada onde hoje é o Distrito de Dalbérgia, conforme previa a Sociedade Colonizadora Hanseática. No dia 11 de março de 1934 aconteceu a instalação do Município de Dalbérgia na localidade de Hamônia, tornando-se o 38º município de Santa Catarina. Houve o lançamento da pedra fundamental para construção da prefeitura. Já  o atual Centro de Ibirama se desenvolveu ao redor da Sociedade Colonizadora Hanseática, que ficava onde hoje está o Paço Municipal, por questões de proximidade administrativa. Antes de 1934, no local era desempenhado o papel da prefeitura, com os serviços burocráticos. O município permaneceu com o nome de Dalbérgia até 07 de maio de 1935, quando o governador Nereu Ramos determinou a volta do nome Hamonia para o município, criando também por este decreto o Distrito de Dalbérgia. Alegando se tratar de um nome estrangeiro e por conta das políticas de nacionalização do governo Getúlio Vargas, em 1943, pelo Decreto-Lei Estadual nº 941, o município de Hamonia, passou a se denominar Ibirama. Crescimento e desmembramentos Com o passar das décadas, Ibirama continuou a crescer, mas também passou por desmembramentos que deram origem a novos municípios. Em 1954, Presidente Getúlio tornou-se independente. Posteriormente, em 1988, foi a vez de José Boiteux, seguido por Vítor Meireles, que se emancipou em 1989. No centenário de fundação, em 1997, a cidade celebrou sua trajetória com grandes festejos e a inauguração do Monumento do Centenário. A obra, de autoria do artista Roland Rikli, homenageia  os pioneiros da colonização, com figuras esculpidas representando o índio, o imigrante desbravador, o agricultor e o operário. “O projeto foi meu. Me pediram um monumento comemorativo aos 100 anos e durante a noite fiquei pensado e no dia seguinte, tive a ideia e fiz uma maquete”, relembra. A obra monumental retrata quatro figuras simbólicas, cada uma representando um pilar fundamental na formação e no desenvolvimento de Ibirama, sendo o índio, o imigrante desbravador, o agricultor e