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Rede Vale Norte

Falece Maguila: Ícone do Boxe Brasileiro Luta Contra Demência Pugilística

Faleceu nesta quinta-feira (24), aos 66 anos, José Adilson Rodrigues dos Santos, popularmente conhecido como Maguila. O ex-lutador de boxe foi uma figura emblemática do esporte brasileiro e sofria de demência pugilística. Maguila teve uma carreira destacada, tornando-se campeão sul-americano e participando de diversas lutas memoráveis, sendo um dos ícones do boxe nacional na década de 1980. Sua trajetória no ringue foi marcada por vitórias impressionantes e um estilo de luta agressivo, que lhe garantiu a fama e o respeito do público. Nos últimos anos, ele enfrentou desafios de saúde relacionados à Encefalopatia Traumática Crônica (ETC), uma condição semelhante ao mal de Alzheimer, resultante de impactos frequentes na cabeça, que afeta especialmente atletas de esportes de combate. A ETC é uma preocupação crescente entre ex-lutadores e médicos, que alertam sobre os riscos associados às lesões cerebrais repetitivas. Maguila deixou um legado no boxe e despertou a consciência sobre a saúde dos atletas, contribuindo para discussões sobre a prevenção de lesões. Sua partida é sentida não apenas por familiares e amigos, mas também por fãs e pela comunidade esportiva que o acompanhou ao longo de sua carreira.

Projeto de cultura de italianos da Udesc Alto Vale apresentará resultados à comunidade

Mostra acontecerá no Salão Santo Antônio, em Presidente Getúlio, em 27 de outubro Um dos documentos que serão exibidos na mostra – Imagem: Arquivo histórico O projeto de cultura “Digitalização do acervo da Sociedade Colonizadora Hanseática: Influência da colonização Italiana na Colônia Hansa-Hammonia”, do Centro de Educação Superior do Alto Vale do Itajaí (Ceavi), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), fará uma apresentação para a comunidade dos dados coletados na pesquisa durante últimos dois anos. A mostra, que é aberta à comunidade, acontecerá no Salão Santo Antônio, em Presidente Getúlio, em 27 de outubro, a partir das 9h. O evento terá coffee break e, por isso, é necessária inscrição prévia por meio do WhatsApp 47 991468477.  Após a exposição, haverá na capela uma missa em língua italiana. “Com o objetivo de divulgar estes resultados de forma abrangente à comunidade de origem italiana, será realizado uma mostra de mapas, materiais impressos, e fotografias durante o evento cultural do Circolo Trentino di Presidente Getúlio, que comemora 20 anos de sua fundação”, explica o coordenador do projeto, Rafael Rossi Schafer, que é técnico da Udesc Alto Vale. Sobre o projeto A digitalização de todo material ocorreu dentro do Arquivo Público Municipal de Ibirama Carlos Pabst. Uma grande relação de sobrenomes italianos puderam ser mapeados nestes dois anos do projeto, além do que foi digitalizado na edição anterior do edital que incentiva a cultura na Udesc. Além de toda essa relação dos italianos e descendentes que adquiriram terras da Sociedade Hanseática, o projeto também disponibilizou por meio do site da Udesc Alto Vale um vasto acervo de imagens dos livros e mapas da Sociedade, que servem para pesquisa histórica e de família.

A redescoberta da vida através da arte

Artista que é autor Monumento do Centenário, viu na arte a beleza da vida Fotos Marcelo Zemke Marcelo Zemke Aos 86 anos, Roland Rikli é a personificação de como a arte pode transformar a vida. Antigo comerciante próspero da região de Ibirama, ele jamais imaginaria que sua trajetória seria drasticamente alterada por um acidente automobilístico. Prestes a completar 40 anos, Roland viu-se paraplégico, em uma reviravolta que o obrigou a reaprender a viver e a redefinir suas prioridades. O dinheiro, que antes guiava suas escolhas, perdeu seu valor central. Em busca de uma vida mais simples e introspectiva, Roland trocou o conforto na cidade pelo aconchego de um chalé de madeira às margens do Rio Hercílio, no interior de Ibirama, onde vive há 27 anos. Durante as sessões de terapia ocupacional após o acidente ele descobriu na arte uma vocação que tem o guiado ao longo da vida. “Por uma série de circunstâncias, perdi minha família, meus bens e minha saúde. Através da arte, consegui muita coisa”, enfatiza seu Roland, que recebeu a equipe de reportagem em sua casa, onde vive com tranquilidade, ao som das corredeiras, às margens do Rio Hercílio. Ele conta que a mudança veio quando decidiu explorar a madeira, um material que o conectava mais diretamente à natureza ao seu redor. Começou com pequenos entalhes e rapidamente descobriu um talento natural para a escultura. Autodidata, sem nunca ter frequentado um ateliê ou recebido aulas formais, Roland passou a criar figuras humanas — primeiro cabeças, depois corpos inteiros. Algumas destas peças decoram a casa. “Já trabalhei um pouco com pedra, mas minha matéria prima principal é a madeira. Depois que eu saí do hospital, como já mencionei, peguei um pedacinho de madeira e meu primeiro trabalho foi um cavalo alado.  Achei que ficou mais ou menos interessante. A partir dali continuei”. Roland conta ainda que confraterniza com amigos mais próximos todas as semanas em sua casa, que tem se mantidos fieis ao longo dos anos. “A ideia da choperia no taquaras nasceu em um destes encontros nesta casa. Inclusive, a escultura do Fritz que está no local, foi feita por mim”, revela. Entre suas obras está o Monumento do Centenário, localizado na entrada da cidade, foi idealizado e esculpido pelo artista, reconhecido por seu talento autodidata e sua profunda conexão com a história da região. Monumento do Centenário   O artista diz que perdeu a conta de quantas esculturas já produziu em sua oficina, localizada nos fundos da casa, mas talvez, uma de suas obras mais conhecidas seja o Monumento do Centenário, inaugurado em 1997, ano em que Ibirama comemorou seu centenário de colonização, e a cidade prestou uma homenagem especial àqueles que contribuíram para sua construção e crescimento. “O projeto foi meu. Me pediram um monumento comemorativo aos 100 anos e durante a noite fiquei pensado e no dia seguinte, tive a ideia e fiz uma maquete”, relembra. A obra monumental retrata quatro figuras simbólicas, cada uma representando um pilar fundamental na formação e no desenvolvimento de Ibirama, sendo o índio, o imigrante desbravador, o agricultor e o operário. Ronland esculpiu os moldes de madeira e as peças foram feitas em bronze. “Quem vê a obra, talvez não tenha esta noção, mas ela representa o envolvimento da comunidade no crescimento de Ibirama, a partir dos índios, depois do desbravador, seguindo ao agricultor e depois para a indústria”, conta. O índio representa os habitantes nativos da terra, que já viviam aqui antes da chegada dos colonizadores. Os povos indígenas foram os primeiros a habitar a região, e sua presença marca a história de Ibirama como parte do território original. O imigrante desbravador simboliza aqueles que chegaram à região para abrir caminhos, construir e estabelecer as bases da colônia. Seu espírito pioneiro impulsionou o desenvolvimento inicial de Ibirama, desbravando florestas e construindo os primeiros assentamentos.  O agricultor foi uma peça chave no sustento da colônia Hamônia, onde os colonos asseguraram a prosperidade da região, transformando as terras férteis em fonte de sustento e desenvolvimento. Já o operário representa a força de trabalho que impulsionou o crescimento industrial e econômico da cidade. “Levou em torno de seis meses para deixar pronta e seis meses de trabalho foi demorado”, disse. Peças de xadrez O escultor confessa que tem como passatempo preferido, as partidas de xadrez, que joga pela internet. “Eu jogo diariamente pela internet e não é contra computador, é contra pessoas. Jogo diariamente quatro, cinco partidas”, confessa. A paixão pelo jogo o levou a esculpir as peças, que conforme ele, o Cavalo é a mais detalhada para fazer. “Esculturas eu tenho feito bem pouco e faz um bom tempo que eu não faço. Tenho feito de peças de xadrez”. Hoje, Roland Rikli, com sua arte robusta e visceral, é reconhecido por sua capacidade de transformar dor em beleza. Seu trabalho vai além da estética: ele revela uma história de resiliência, superação e redescoberta de sentido. Para Roland, a arte tornou-se mais do que uma ocupação — tornou-se a essência de sua nova vida. “A vida é bela, a natureza é exuberante. Viva a vida!”, finalizou, batendo com o punho na mesa de madeira.

Mulher mata marido com facada após discussão em Rio do Sul

Na noite de quarta-feira, 23 , a Polícia Militar de Rio do Sul foi acionada pelos Bombeiros Militares para uma ocorrência na rua João Fronza, bairro Taboão, envolvendo uma lesão por arma branca. No local, foi encontrado um homem de 39 anos, já sem vida, após ser atingido por uma facada. A autora do crime, sua esposa de 51 anos, foi detida pela Guarda Municipal. Segundo relato da mulher, o ato ocorreu após uma discussão com o marido. A Polícia Civil e o Instituto Médico Legal (IML) compareceram ao local e tomaram as providências necessárias.  A faca teria ficado no espaço, assim como a suspeita. Por enquanto, no entanto, não há detalhes do que teria motivado o homicídio. À PM, a autora teria confessado a agressão. Sabe-se também que as discussões eram corriqueiras na vida do casal. A PM divulgou que ambos possuíam passagens. Ela por delitos como perturbação, injúria, ameaça e lesão corporal. Ele, violência doméstica, posse de drogas e lesão corporal. Natural do Paraná, o nome do morto não foi informado. O caso está sob investigação para apurar as circunstâncias do homicídio.