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Rede Vale Norte

Segunda comporta da Barragem Norte em José Boiteux é fechada

A Defesa Civil de SC informou que fechou a segunda comporta da Barragem Norte em José Boiteux. A operação teve início às 11h25h e encerrou às 12h25 desta terça-feira, dia 31. O fechamento foi motivado devido às previsões de chuvas até a sexta-feira, 03. Conforme a nota divulgada, a equipe interna da Defesa Civil de Santa Catarina e Equipe externa da Celesc Geração atuaram na operação. “Portanto, a Barragem Norte está com as duas comportas fechadas, sendo que, a primeira comporta foi fechada dia 08 de outubro”, informou. A Barragem Norte registra na tarde desta terça-feira, com 49.63% de ocupação. PREVISÃO O fenômeno El Niño continua atuando com forte intensidade ao longo do próximo trimestre, favorecendo as chuvas mais frequentes e intensas em todas as regiões catarinenses. Desta forma, a expectativa é de que os volumes de chuva fiquem acima da média em Santa Catarina neste trimestre, principalmente em Novembro.  Em Novembro, último mês da primavera, as precipitações ainda devem ocorrer de forma abrangente no estado, com volumes acima da média climatológica. Já em Dezembro e Janeiro,  já no período do verão, as chuvas ocorrem predominantemente na forma de temporais, e, com o El Niño, são esperadas instabilidades ainda mais intensas, com acumulados expressivos em curto período de tempo. Com as chuvas menos abrangentes, tanto em Dezembro, quanto em Janeiro, os acumulados devem variar dentro a acima do esperado.  Além de influenciar no regime de precipitação, o El Niño também influencia nas temperaturas. Com a proximidade do verão, as temperaturas que já são elevadas, tendem a ficar próximas a acima da média no estado, resultando em dias ainda mais quentes. IMPACTOS Com a previsão de chuvas e temporais mais frequentes em Santa Catarina por conta do El Niño, há um aumento na chance de ocorrências associadas às condições meteorológicas, como por exemplo destelhamentos, danos à rede elétrica, alagamentos, enxurradas e inundações.

Data marca os 506 anos da reforma luterana

Igreja Martin Luther comemora 106 anos de construção Jor. Marcelo Zemke Esta terça-feira, dia 31, é grande significado histórico para comunidade luterana do Vale Norte.  A data marca os 506 anos da Reforma Protestante, e é comemorada em todo o mundo.  Percursora do movimento e presente em Ibirama há 113 anos,  trazida pelos imigrantes alemães a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), assim como em outras comunidades que ela está inserida, foi importante para o desenvolvimento educacional, moral e social da comunidade, como a criação da primeira escola e participação na criação de hospitais e serviços de Saúde. Somente no município de Ibirama, são mais de 1,2mil famílias, somadas as paroquia do Centro e a Paróquia da Paz no Distrito de Dalbégia. A Reforma Protestante, aconteceu em outubro de 1517, quando o padre e teólogo alemão Martinho Lutero publicou as suas ‘95 Teses’, uma série de frases na qual contestava práticas e interpretações da Igreja Católica, entre elas, a venda de Indulgências, que eram cartas de perdão vendidas pela igreja. Ele pregou as teses na porta da igreja do Castelo de Wittenberg. A intenção de Lutero era divulgar a todos a experiência que ele havia vivenciado ao conhecer a Bíblia- que foi traduzida por ele do latim para o alemão, mas o que ele não imaginava era que Roma não ficaria nada satisfeita com esta atitude. Por não ter negado o que vinha pregando, o reformista foi excomungado. Solicitado a se retratar, Lutero não concordou em fazê-lo, a não ser que suas teses fossem derrubadas com argumentos bíblicos. Vale lembrar que Lutero ou outros reformadores, não planejavam uma ruptura com a igreja. De acordo com a doutrina Luterana, não se pode comprar o perdão de Deus ou conquista-lo por méritos ou esforços próprios ou ainda por boas obras, mas sim na crença em Jesus Cristo. 106 anos da Igreja Martin Luther Um dos cartões postais de Ibirama, a Igreja Martin Luther, também comemora 106 anos no dia 31. A pedra fundamental da construção foi lançada em 31 de outubro de 1917 e a igreja levou 12 anos para ser concluída. Pertencente ao Sínodo Centro-Sul Catarinense, a Paróquia Evangélica Confissão Luterana atende as comunidades de Centro de Ibirama, Ribeirão das Pedras, Ribeirão Taquaras e Rio Sellin. A comunidade de Ibirama foi constituída em 1904, mas  antes disso já haviam registros  de cartas  e outros documentos, deixados  pelos primeiros imigrantes. O primeiro Pastor oficial foi Paul Aldinger, formado em Teologia no Seminário Teológico Evangélico de Blaubeuren e pela Universidade de Tübingen, na Alemanha. Ele veio em 1901 com a intenção de pesquisar a realidade local e criar um centro de experimentação para formar líderes comunitários. Seu plano foi modificado em 1902, quando um grupo de vinte famílias solicitou que Aldinger assumisse as funções pastorais em Ibirama. Igreja Martin Luther Entre os ‘tesouros’ da igreja está o vitral do altar, confeccionado pelo artesão Georg K. Rohde, de Bremen, Alemanha, que foi doado pelo Senado das cidades Hanseáticas livres de Bremen e Hamburgo. Ele contém a seguinte inscrição: “Nahet euch zu Gott zo nahet er sich zu euch”, que significa: Aproximem-se de Deus e ele se aproxima de vocês. Desmontado, foi despachado por navio e chegou ao Porto de São Francisco no final do ano de 1928. Em Ibirama foi fabricada e instalada a armação/janela de ferro para que nela o vitral fosse montado. O templo foi construído e continua sendo mantido pela Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Ibirama e seus membros, através de doações espontâneas. Por sua posição geográfica, a igreja carece de manutenção e cuidados constantes, e o valor dessas manutenções vem se tornando cada vez maiores. Inaugurada em 1927 – a igreja levou 12 anos para ser concluída, ao longo dos seus 93 anos de existência, o templo sofreu e continua sofrendo as ações do clima, extremamente úmido na região, o que afeta intensamente a edificação. Além disso, por não ter beiral no telhado, apresenta constantemente infiltrações, o que também danifica portas e janelas. Ela foi reformada, e, em 2016, foi pintada novamente. Porém já se percebia novamente a necessidade de nova intervenção, sendo lavada e pintada em agosto de 2022. A significância histórica Em 31 de outubro de 1917 foram comemorados os 400 anos da Reforma Protestante, movimento religioso que aconteceu na Europa, no Século XVI, e do qual se originaram todas as igrejas evangélicas luteranas no mundo. As primeiras cinco famílias que se instalaram em Ibirama, na época chamada Hansa Hammonia, também eram evangélicas luteranas, bem como a grande maioria das que vieram depois. Nesta mesma data, 31 de outubro de 1917, aconteceu o lançamento da pedra fundamental deste novo templo, num culto oficiado pelo Pastor Dr. Paul Aldinger. A construção de fato, só teve início em meados de 1926, pois na época do lançamento da Pedra Fundamental, em 1917, se desenrolava a Primeira Guerra Mundial, o que impossibilitou a captação de recursos, principalmente na Alemanha. Dez anos depois, em 17 de julho de 1927, o Pastor recém-chegado, Wilhelm Brick, celebrava a “Festa da Cumeeira”, e, finalmente, após dois anos e meio de construção, em 12 de maio de 1929, a nova igreja foi consagrada, sendo denominada “Igreja Martin Luther”. Memorial da Reforma Protestante em Santa Catarina A construção foi concebida para ser o memorial da Reforma Protestante em Santa Catarina, como se pode ler no ”Caderno dos 25 anos de fundação da Comunidade Evangélica de Ibirama”, publicado em maio de 1929, por ocasião da inauguração da igreja: “…A construção recente mais impressionante, contudo, é a nova “Igreja luterana” em Hammonia que, com suas torres e à semelhança de um “castelo forte”, domina a bela paisagem do Vale do Hercílio, como se tivesse surgido da montanha. Vários setores da comunidade já foram solicitados a fornecer ideias para a construção. Disso se deduz que o estilo está sendo amplamente aceito. Dificilmente, porém, esse modo característico de construção será adequado também dentro de outras paisagens. – Por ter sido esta nova obra, de acordo com os planos

EEB Walmor Ribeiro poderá não oferecer ensino médio no período noturno

De acordo com o comunicado CRE, a medida se justifica pela quantidade insuficiente de alunos Marcelo Zemke Por decisão da Secretaria de Estado da Educação, em 2024, deverá não haver mais turmas de ensino médio no período noturno na Escola de Educação Básica Walmor Ribeiro, no Distrito de Dalbérgia. De acordo com o comunicado da Coordenadoria Geral de Educação (CRE), encaminhado na semana passada, a medida se justifica pela quantidade insuficiente de alunos. O anúncio pegou pais e professores de surpresa. Na terça-feira, dia 24, a Associação de Pais e Professores (APP) e membros da comunidade se reuniram para buscar soluções. O novo ensino médio não será mais de quatro anos, voltando a ser de três anos, o que pode fazer com cresça novamente o número de alunos. “Recebi a notícia através de uma mensagem no WhatsApp. Isso não é democrático, não é uma conversa de comunidade. A comunidade precisa ser consultada e entender os processos que podem a afetar. Nossos alunos trabalham e tem esta oportunidade de estudar a noite e isso vai prejudicar bastante”, enfatiza o professor Daniel da Silva. Já a professora Adressa Zago, lamentou a decisão. “Isso nos deixa tristes, não só nós professores, mas toda a comunidade, que acaba perdendo sua identidade. Acredito que temos que lutar por isso e por nossa escola” Convidado para participar da reunião, o prefeito em exercício Jucélio de Andrade, que é morador do Distrito de Dalbérgia e ex-aluno da Walmor Ribeiro, fez um apelo para que o estado mantenha as aulas no período noturno.    “Ouvindo as reivindicações dos pais, de alguns professores, alunos e do presidente da APP Renato, como também registros de vereadores que estiveram presentes, assim como minha manifestação, para que o estado possa olhar de maneira diferente, mantendo o ensino médio noturno em 2024 normalmente.  Pedimos de forma educada e apelamos pela continuidade dessas aulas. Precisamos progredir e não regredir, assim esperamos”, manifestou.

Palestras da Rede Feminina levam informação para mais de 250 mulheres

Elas estiveram na Manoel Marchetti e Pré-Fabricar Em Ibirama, um dos principais objetivos do Outubro Rosa, que é conscientizar sobre a prevenção, foi plenamente alcançado. As palestras da Rede Feminina de Combate ao Câncer (RFCC) em empresas levaram informação para mais de 250 mulheres e graças a isso, vidas podem ser salvas. Segundo a presidente, Eva Scheidemantel, as chuvas atrapalharam um pouco o cronograma de palestras, mas mesmo assim, as rosinhas visitaram grandes empresas do município para falar sobre o câncer de mama e de colo de útero. Elas estiveram na Manoel Marchetti e Pré-Fabricar. Durante o mês de outubro a divulgação é sempre reforçada, mas durante todo o ano as voluntárias buscam alertar as mulheres sobre a importância de exames como o preventivo e a mamografia que podem diagnosticar o câncer precocemente e aumentar significativamente as chances de cura.

Reunião discute ações do plano Jica para contenção de cheias

Encontro proposto pela Amavi busca unir esforços em busca de recursos Marcelo Zemke O Plano da Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA) de contenção de cheias, voltou a ser pauta entre prefeitos e demais lideranças políticas e de classes. A mobilização para a retomada do plano Jica no Alto Vale reuniu refeitos do Alto e Médio Vale do Itajaí, Foz do Rio Itajaí, deputados federais e estaduais, defesa civil e entidades de classe em Rio do Sul. O encontro, promovido pela Amani, foi conduzido pelo ex-secretário de Estado da Defesa Civil, Rodrigo Moratelli. Ele  acompanhou o episódio de cheias das últimas semanas no Alto Vale. Conforme Moratelli, o Jica caiu no esquecimento nos últimos cinco anos, sendo que neste período, nenhuma ação efetiva foi realizada. Ele disse que é preciso fazer com que estes projetos virem ações.  “As pessoas devem que ter engajamento por algo que é bom para a região. É o momento de alinhar os interesses políticos, interesses técnicos, e o envolvimento social”. Criado para a prevenção e mitigação de desastres na bacia do Rio Itajaí. O projeto é uma cooperação técnica iniciada em 2009 com a Agência de Cooperação Internacional do Japão que resultou nos estudos e na seleção de prioridades que compõem o plano atual. “Toda a cheia serve para aprendermos. Nessa enchente eu relembrei várias coisas que eu havia esquecido ao longo de cinco anos e meio, que é trabalhar com um propósito único e coletivo, atender a todos, indiferente do local e da situação em que se encontra e principalmente, que a gente entenda que vivemos em sociedade e em comunidade”, disse Moratelli. O plano consiste também na construção de sete barragens em cinco municípios do Alto Vale (Pouso Redondo, Petrolândia, Mirim Doce, Trombudo Central. O assunto é polêmico e é debatido há 10 anos. Os acumulados de chuva da primeira quinzena de outubro superaram o esperado para o mês em todas as regiões. O destaque foi o Vale do Itajaí, onde choveu mais de três vezes o normal para o mês todo. Os volumes variaram, com pontuais acima de 500 milímetros. Conforme o prefeito de Blumenau e presidente da Amve, Mário Hildebrandt, disse que as ações devem ser fortalecidas em conjunto. “ É uma preocupação nossa. O foco é o que nós, como prefeitos, podemos fazer para trazer o projeto Jica em uma ação de resultado efetivo para beneficiar todo o Vale. Esse projeto Jica, no valor de R$5bilhões, não se realiza da noite para dia, mas se ele for aplicado em medidas corretas, tenho certeza que em alguns anos podem ser entregues grandes obras”, disse. Não há problemas estruturais na Barragem Norte O prefeito em exercício de Ibirama, Jucélio de Andrade destacou os problemas ocasionados pelas chuvas do último evento no município e a preocupação dos prefeitos com a Barragem Norte. “Não temos os problemas das cheias em nosso município, mas temos um agravante que são os deslizamentos. Outro ponto é o impacto causado pela Barragem Norte”, disse. Ao falara sobre a Barragem Norte, Rodrigo Moratelli, garantiu que não há problemas na estrutura. “Nós não temos problema nenhum na barragem de José Boiteux. Nós temos sim, uma casa de máquinas que estava pronta em 2014 e que foi destruída e o imbróglio que tem que ser resolvido, pois ninguém consegue por a mão na barragem”, disse. Sobre as tratativas com a comunidade indígena, ele pontuou que existe um plano de operação de barragem que deve ser seguido e que não deve haver uma nova negociação cada vez que se for operar a estrutura.  “Eles também fazem parte do Vale e existe um acordo com a comunidade indígena que deve ser seguido. Durante a crise se cumpre acordo, não se negocia novamente”, enfatizou. Ele disse que chamou a atenção um valor de R$472mil em ações para comunidade indígena. “Esse valor separado tem que estar dentro dos dados da bacia do Vale do Itajaí. Eles também são moradores do Alto Vale e são catarinenses”. A Barragem Norte começou a ser construída em 1972 para conter enchentes nas cidades do Médio Vale e trouxe impactos para famílias de José Boiteux, Vitor Meireles, Dr. Pedrinho e Itaiópolis, já que o reservatório atingiu terras habitadas pelos indígenas desde a década de 40, por isso as famílias cobram a reparação de danos.   Projeto Jica A ideia da reunião promovida pela Amavi foi unir esforços das três associações de municípios para colher junto ao governo do estado e federal, recursos para as obras do projeto Jica. O projeto envolve obras das barragens já existentes, construções de novas mini barragens, desassoreamento do rio, canal extravasor e uma série de ações pontuadas para evitar novas catástrofes na região.