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Rede Vale Norte

Chuvas em SC: confira dicas da Celesc para evitar tragédias durante intempéries do tempo

As chuvas que castigam Santa Catarina devem seguir intensas nos próximos dias. Por isso a Celesc está atuando em todas as regiões para manter a rede elétrica em funcionamento e reforça dicas de segurança para evitar tragédias durante as tempestades. Segundo a Epagri, as instabilidades no tempo voltam a ganhar força entre sexta-feira (6) e domingo (8), entre o centro e o litoral catarinense. Durante esses dias há risco de alagamentos e deslizamentos, em especial no Planalto Sul, Litoral Sul, Grande Florianópolis e Vale do Itajaí. Confira as dicas: Caso haja falta de energia elétrica, o consumidor pode informar a Companhia de forma rápida e prática pelo aplicativo Celesc, disponível na App Store (http://bit.ly/appCelesciOS) e no Google Play (http://bit.ly/appCelescAndroid), ou pelo telefone 0800 048 0196, ou pela Agência Web no site www.celesc.com.br.

Monitoramento: Santa Catarina tem 67 municípios com registro de ocorrências devido às chuvas

Santa Catarina tem 67 municípios com registro de ocorrências relacionadas às chuvas. De acordo com relatório da Defesa Civil, divulgado no fim da manhã desta sexta-feira, 6, o número de cidades que emitiram o pedido de decreto de situação de emergência subiu para 21. O estado tem confirmada uma morte em decorrência do evento climático. Estão a campo, em atendimento à população, equipes municipais da Defesa Civil, com o apoio do Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Militar, Assistência Social e demais estruturas do Governo do Estado. :: Acesse o relatório da Defesa Civil: Rel.Inf Nº 037.2023 – Chuvas Out.23 (1)Baixar Entre as principais ocorrências registradas nos municípios, estão chuvas intensas, alagamentos, deslizamentos e granizo que atingiram residências, estradas e centros urbanos em diversas regiões do Estado. Situação de emergência Subiu para 21 o número de municípios que emitiram o pedido de decreto de situação de emergência no estado. São eles: Jaborá, Rio do Sul, Aurora, Rio do Oeste, Laurentino, Rio Negrinho, Campo Alegre, São Bento do Sul, Ibiam, Campos Novos, Frei Rogério, Monte Carlo, Brunópolis, Curitibanos, Corupá, Presidente Getúlio, Itaiópolis, Canoinhas, Papanduva, Mafra e Erval Velho. A Defesa Civil enviou itens de assistência humanitária aos municípios de São Bento do Sul, Erval Velho, Canoinhas e Aurora. Foram distribuídos kits de higiene, limpeza e colchões, além de telhas e cumeeiras. Atendimentos do Corpo de Bombeiros Militar Até o momento, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) atendeu a 136 ocorrências relacionadas com o evento climático no estado. Acionamento de equipes especializadas Foram acionadas duas equipes de Forças-Tarefa (FT), 10 e 14, dos batalhões de São José e Xanxerê, especialistas em Busca e Resgate em Inundações e Enxurradas (BRIE), para reforço nos atendimentos em Rio do Sul. Além disso, o Batalhão de Operações Aéreas manterá o helicóptero Arcanjo 03 na região de Rio do Sul para suporte e o helicóptero Arcanjo 01 estará em Blumenau, reforçando as equipes na região do Vale do Itajaí. As outras 13 FTs e o Batalhão de Ajuda Humanitária (BAjH) da corporação estão em estado de sobreaviso, garantindo agilidade no acionamento, quando necessário. Previsão do tempo para os próximos dias Em Nota Meteorológica conjunta, Epagri/Ciram e Defesa Civil de Santa Catarina apontam a previsão do tempo para o estado, com a intensificação da chuva nos próximos dias, com temporais e chuva volumosa, que intercalam com breves períodos de melhoria.  A partir da tarde desta sexta-feira (06), há condição para temporais acompanhados de chuva intensa, com raios, rajadas de vento e granizo em todas as regiões de Santa Catarina, mas principalmente do centro ao leste do estado. Já no Litoral Sul e regiões de divisa com o Rio Grande do Sul, a chuva ocorre de forma persistente entre a tarde e a noite. Os totais médios de chuva variam de 20 a 30 mm em boa parte do estado e chegam a 50 mm no Litoral Sul. O risco é alto para ocorrências associadas aos temporais com raios, rajadas de vento e granizo. No sábado (07), a instabilidade se intensifica entre o Grande Oeste, Planalto Sul e Litoral Sul, com totais mais elevados nas áreas próximas ao RS, variando de 50 a 100 mm, podendo superar estes valores especialmente no Litoral Sul. Persiste o risco alto de temporais acompanhados de chuva intensa, com raios, rajadas de vento e granizo. No domingo (08), a chuva se espalha para todas as regiões catarinenses e, neste dia, são esperados acumulados entre 70 mm e 100 mm, com pontuais em torno de 150 mm, especialmente do centro ao leste do estado. O risco é alto a muito alto para ocorrências associadas a chuva volumosa, como alagamentos, deslizamentos, enxurradas e inundações graduais entre a sexta (06) e o domingo (08). No início da próxima semana (09 e 10 de outubro) a chuva diminui no estado.   Situação Hidrológica As chuvas intensas que atingiram o estado de Santa Catarina durante a última terça e quarta-feira resultaram em enxurradas, alagamentos e inundações em diversos lugares do estado. Os municípios mais prejudicados estão localizados nas regiões do Vale do Itajaí, Planalto Norte, Meio e Extremo Oeste e em áreas de divisa com o Rio Grande do Sul. Ao longo da quinta-feira e madrugada desta sexta, os rios apresentaram recessão, mas em muitos pontos ainda em níveis de alerta. Durante os próximos dias, está prevista uma quantidade significativa de chuva, com risco alto para alagamentos, enxurradas e inundações. A seguir, estão destacadas as principais áreas que apresentam riscos associados ao evento. Litoral Sul: Risco alto para enxurradas, alagamentos e inundações graduais a partir da tarde de sexta-feira se estendendo para o final de semana nas Bacias Hidrográficas dos Rios Mampituba, Araranguá, Urussanga e Tubarão. Vale do Itajaí: Risco muito alto para enxurradas e alagamentos a partir da tarde de sexta-feira, com aumento gradual nos níveis dos rios durante o final de semana, onde segundo os modelos hidrológicos, pode alcançar entre 10 a 11 metros no município de Rio do Sul, e 10 a 12 metros em Blumenau.   Extremo Oeste, Oeste e Meio Oeste: Risco alto para enxurradas, alagamentos e inundações entre noite de sexta e sábado, podendo atingir níveis de emergência no final de semana nas Bacias do Peperi-Guaçu e Antas. Já na Bacia do Rio do Peixe os rios podem atingir níveis de alerta. Grande Florianópolis: Os níveis dos rios nas Bacias dos Rios Tijucas e Cubatão sobem ao longo do final de semana, podendo atingir níveis de alerta, entre o domingo e segunda-feira.

Jorginho Mello reúne prefeitos do Alto Vale do Itajaí para alinhar ações em função das chuvas

Foto: Eduardo Valente / GOVSC Marcelo Zemke Na tarde desta quinta-feira, dia 05, o governador Jorginho Mello esteve reunido com prefeitos do Alto Vale, em Rio do Sul, e ressaltou que o Estado segue no trabalho de pronta resposta auxiliando, especialmente, famílias mais vulneráveis. “O momento é de alerta e temos que unir nossas forças. Enquanto o Governo do Estado trabalha para socorrer a população, nós precisamos que as pessoas se protejam, sigam as orientações da Defesa Civil, dos bombeiros militares e procurem ajuda sempre que necessário”, frisa o governador. A previsão é de altos volumes de chuva entre sexta-feira, 6, e domingo, 8. Segundo o governador, este é o momento de cuidar das pessoas e auxiliar na retirada dos moradores de áreas de risco. “Segundo a nossa Defesa Civil do Estado o nível do Rio Itajaí-Açu pode ultrapassar os nove metros nos próximos dias. Por isso, estamos com os Bombeiros e toda nossa equipe de resposta a desastres para orientar e retirar famílias que sofrem com as cheias. Precisamos unir forças e seguir as orientações das fontes oficiais para minimizar o impacto das chuvas em Santa Catarina”, ressaltou Jorginho Mello. Barragem Norte em José Boiteux Questionado sobre a situação de abandono da Barragem Norte em José Boiteux, Jorginho Mello pontuou: “Vamos resolver”.  Ele disse que se deve buscar uma solução definitiva até o fim do ano. A barragem é alvo de impasse entre a comunidade indígena e o governo federal, que fez a construção dentro de uma terra da etnia Xokleng legalmente demarcada. Desde 2014, quando foi invadida pela última vez, sofreu depredações e os equipamentos simplesmente sumiram. Em uma invasão anterior, em 2005, ela foi depredada. Entre as demandas com a comunidade estaria o estudo de impacto socioambiental. A última operação aconteceu em junho de 2017, depois de negociações, a estrutura foi operada pela Defesa Civil e duas comportas foram fechadas. Atualmente, o governo de SC informou que não irá operar a barragem por conta de riscos estruturais e não poder abri-las novamente.   Em 2019 o Ministério do Desenvolvimento Regional sinalizou a liberação de R$ 16 milhões para concluir os trabalhos. Parecia estar tudo resolvido até que um sítio arqueológico foi descoberto no traçado do canal extravasor. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Fundação Nacional do Índio (Funai) pediram um estudo do material.  Trabalho acadêmico faz simulação de rompimento da barragem Apesar de a Barragem Norte ser considerada segura, cenários são considerados Foto Centro Ibirama Marcelo Zemke Em épocas de cheias, uma das principais preocupações das pessoas está em relação à segurança das barragens. Apesar de a Barragem Norte ser considerada segura e ter a estrutura diferente da que rompeu em Brumadinho em 2019,  de maneira preventiva, são considerados  diversos cenários e as formas de atuação, uma delas em caso de rompimento da estrutura. O levantamento foi feito pelo Jornal Vale o Norte em 2019. Graças à elaboração de um trabalho acadêmico de conclusão de curso da Udesc de Ibirama, de autoria do formando em engenharia sanitária, Adangelo Eldebrando Krambeck,  sob orientação da professora Gabriele Vanessa Tschoke, se considerou os diversos cenários possíveis em caso de um desastre, simulações de inundações em Ibirama, tempo para uma plano de ação, alertas, entre outros. De acordo com o autor, o trabalho busca suprir a exigência da Política Nacional de Segurança de Barragens, lei nº 12.334 de 2010, traz o plano de segurança como um dos elementos obrigatórios em uma barragem com dano potencial associado. Os resultados demonstraram que o pico da onda de cheia deve atingir o município de José Boiteux cerca de 3 horas após o início do rompimento da barragem, atingindo a elevação 287 m. Já com relação ao centro do município de Ibirama, o maior nível de água deve ocorrer 5 horas após o início do rompimento, com uma elevação 171 m. “Este trabalho trouxe a simulação do rompimento hipotético da Barragem Norte. Com base em fórmulas empíricas chegou-se a parâmetros de brecha possíveis para a barragem estudada. Através da simulação no software foi possível gerar hidrogramas de ondas de cheia no vale a jusante. Por meio destes resultados, é possível estudar uma melhor resposta ao evento de rompimento da Barragem Norte. Com isto, pode-se auxiliar na construção do plano de contingência para o município de Ibirama”, justifica a autora.  Outro trabalho de TCC é da então acadêmica Rebeca Schnitzer, que trata do cancelamento de aulas e planos de evacuação frente a eventos hidrológicos com propostas quatro rotas alternativas que possibilitariam o tráfego durante estes eventos (inundações e deslizamentos).  O material, que pode ser aplicado na comunidade, é uma proposta para o diretor geral do Ceavi tomar a decisão do cancelamento com uma base de dados mais concreta, não dispensando o devido contato direto com a defesa civil do município. O material elaborado foi disponibilizado à Defesa Civil de Ibirama. Simulação Para a simulação de rompimento da barragem, foi utilizado um software que realizou cálculos de escoamento permanente e não permanente, transporte de sedimentos e modelagem da qualidade da água. No pior cenário, após o rompimento da estrutura em José Boiteux, se teria duas horas para se trabalhar com um plano de contingência. Em uma das simulações utilizadas, no Distrito de Dalbérgia, mostrou o pico da onda cheia após cinco horas do início da ruptura, alcançando uma elevação de, aproximadamente, 264 metros. O que seria uma cheia de 17 metros acima da calha do rio.   No trecho em que o rio que faz limite com os bairros da Bela Vista e Ponto Chique, o pico máximo da cheia seria em 5 horas após o início da formação da brecha, resultando em uma elevação de inundação de 176 metros, aproximadamente 10 metros acima da calha do rio. No Centro, a cheia alcançaria, conforme a simulação cerca de 12 metros acima do nível normal do rio. O Banco Bradesco, próximo à prefeitura, iria ficar com ponta do para-raios de fora da água. Nas imediações da Rua Tiradentes, a cheia alcançaria o prédio onde está