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Presidente Getúlio te espera para a 34°da Festa dos Caminhoneiros.

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Deputado catarinense pede à ministra da Saúde mais transparência nas filas de transplante de órgãos

Jorge Goetten argumenta que a divulgação estimula as pessoas a tornarem-se doadoras O deputado federal Jorge Goetten (PL) oficiou nesta segunda-feira (28) a ministra da Saúde, Nísia Trindade, pedindo informações sobre o funcionamento da ordem de transplantes no Brasil e também solicitando maior divulgação das informações a esse respeito. Chamou a atenção dos brasileiros a rapidez com que o apresentador Fausto Silva recebeu um transplante de coração. Faustão estava na fila há apenas 7 dias e passou por cirurgia para receber o órgão neste domingo (27), no Hospital Albert Einsten, em São Paulo. Embora a situação já tenha sido esclarecida sobre a prioridade do apresentador para receber o coração, o deputado defende uma maior divulgação e transparência nas filas de transplante de órgãos, justificando que, dessa forma, as pessoas se sentem mais motivadas a serem doadoras. “Todos ficamos muito felizes com a notícia de que Faustão conseguiu o transplante e de que a cirurgia foi um sucesso. Logo depois da notícia, recebi diversos questionamentos se ele teria furado a fila. Por isso, acho importante haver mais esclarecimentos sobre como funciona essa fila de transplantes, para que a população em geral saiba e se sinta estimulado a ser doador”, explica Goetten. Aumento de doadores O Sistema Nacional de Transplantes (STN) já informou que foi registrado um aumento do número de doadores após a notícia de que Faustão necessitava de um transplante. Ainda não há números oficiais, já que os dados são fechados mensalmente. Goetten, que é doador de órgãos, enfatiza a necessidade de reforçar o pedido de doação. “Ninguém quer passar pelo que Faustão passou, mas de tudo pode ser extraído algo de bom. Vamos aproveitar o momento e mostra que uma vida pode ser salva e uma família pode voltar a sorrir”. Santa Catarina lidera doações Santa Catarina teve a maior taxa de doadores de órgãos do Brasil em 2022, com 44,8 doadores efetivos a cada um milhão de habitantes. O número é quase três vezes maior que a média nacional, de 16,5 por milhão da população. O Estado manteve a liderança do ranking pela 14ª vez em 18 anos, segundo o relatório anual da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO). O Estado contou com o quarto maior número absoluto de doadores, com 329 pessoas, e ficou atrás de unidades federativas com populações maiores. São Paulo obteve 975 doadores, o Paraná contou com 471 e o Rio de Janeiro com 349. Cada uma dessas pessoas pode doar órgãos e tecidos a depender do quadro clínico para um ou mais pacientes. Outro destaque de Santa Catarina foi o registro do maior percentual do país com relação à quantidade de doadores efetivos sobre o número de notificações para possíveis cirurgias. Cerca de 45% dos doadores em potencial concluíram o processo e efetivaram alguma doação. No ano passado, foram 728 notificações em território catarinense e apenas 55% não foram realizadas. Entre os principais motivos para a negativa estão a recusa das famílias e a contraindicação médica.
Importação de leite preocupa produtores

Audiência pública em Presidente Getúlio discutiu a situação dos produtores de leite no Alto Vale do Itajaí Marcelo Zemke Nas últimas semanas, as importações de leite e derivados têm motivado um debate sobre seus impactos para o mercado nacional. Isso porque, no primeiro semestre de 2023 as importações de produtos lácteos, vindos majoritariamente da Argentina e do Uruguai, aumentaram mais de 180% na comparação com o mesmo período de 2022. Em Santa Catarina, dada a importância socioeconômica da produção leiteira, o tema mobilizou representantes de diferentes setores da cadeia produtiva. Em Presidente Getúlio, que uma das maiores bacias leiteiras do Alto Vale do Itajaí e a segunda maior bacia de Santa Catarina- produzindo em média de 22 milhões de litros de leite por ano e 60 mil litros diários. Muitos produtores estão apreensivos, que além de lidarem com preço da manutenção da produção, insumos e financiamentos, agora tem que se preocupar com produtos mais baratos vindos de países vizinhos. O Brasil importou quase 70 mil toneladas de leite, creme de leite e laticínios (exceto manteiga ou queijo) no primeiro quadrimestre deste ano, de acordo com informações da plataforma ComexStat, do governo federal. O volume é mais que o triplo das importações do intervalo entre janeiro e abril do ano passado, que somaram 21 mil toneladas. Produtor relata preocupação Adriano Henkel, produtor da Comunidade de São José em Presidente Getúlio conta que mantém uma produção diária de 900 litros por dia. Ele relata que a família trabalha na produção leiteira há três gerações e conta que uma das principais dificuldades dos produtores está no preço final do produto, que está em R$2,40 por litro. “Eu trabalho desde que eu nasci e a principal dificuldade sempre esteve no preço. Agora há a competividade desleal, pois, o produto de fora é mais barato. A moeda de nossos vizinhos é mais fraca. Não dá para comparar os nossos custos com o deles”, diz Henkel. Ele avalia que há falta de incentivos por parte do governo para os pequenos produtores e isso acarreta em uma cadeia econômica inteira prejudicada. “Não há lógica para que o nosso governo está fazendo com nossos produtores. Se o agricultor do Brasil vai bem, o país vai bem. Se o agricultor vai mal e não consegue vender seu produto, ele não consegue investir em sua propriedade, aumentar a produção e gerar renda para família e movimentar o comércio local”, explica. Ele fez um apelo para que os governos incentivem os pequenos produtores. “Somente este mês, vou deixar de receber R$5,5mil. Se ir somando desde o início do ano, desmotiva”, lamenta o produtor. Audiência reúne produtores do Alto Vale FOTO: Rodolfo Espínola/Agência AL As críticas ao governo federal e à importação de leite de países do Mercosul marcaram a audiência pública realizada na segunda-feira (4) pela Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa em Presidente Getúlio. O encontro, solicitado pelo deputado Oscar Gutz (PL), discutiu as dificuldades enfrentadas pelos produtores de leite do estado. Os produtores enfrentam dificuldades com a redução do preço do leite e atribuem essa queda à importação do produto de países do Mercosul, que aumentaram mais de 180% neste ano em comparação com o mesmo período de 2022. “Queremos que o governo federal barre a importação do leite”, pediu o vereador e produtor de Rio do Oeste Silvio da Silva, o Silvinho. “Pedimos socorro, estamos com muito medo de amanhã nossos jovens abandonarem o campo.” “O leite que vem de fora vem subsidiado pelo país de origem e no Brasil, somos nós que subsidiamos o governo”, afirmou a agricultora familiar Fabiana Gonçalves Henckel. “Ficamos fora de todos os subsídios, não temos nenhum apoio no período em que a produção de leite cai.” O produtor Luciano Schmitz defendeu a imediata paralisação das importações. Ele afirmou que os produtores de leite estão prestes a falir. “Se o produtor parar, ele não tem como voltar atrás depois”, comentou Schmitz, que também pediu a redução do imposto de renda pago pelo produtor primário. “Nossa situação não é boa. As contas não fecham nem para pagar as despesas com a produção, não sobra nada para manter a família, a propriedade. Nosso nome vai ficar sujo. Ou isso muda, ou vamos todos à falência”, completou o agricultor Nelson Stein. O produtor João Gabriel alertou que uma eventual quebradeira dos produtores vai impactar em toda a economia do estado, já que os fornecedores das propriedades rurais também serão prejudicados. Ele afirmou que o setor está sendo retaliado pelo governo federal. “Querem acabar com o nosso modelo de agricultura familiar, que serve de exemplo para o país.” O secretário-geral da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Santa Catarina (Fetaesc), Adriano Gelsleuchter, defendeu a implantação de uma política de compensação para os produtores. Já o produtor rural e ex-prefeito de Rio do Campo Rodrigo Preis pediu que o governo estadual ajude os produtores com os exames de brucelose e tuberculose, além de cobrar o fortalecimento da Epagri e a atualização, por parte do governo federal, da tabela do imposto de renda. Proponente da audiência em Presidente Getúlio, o deputado Oscar Gutz defendeu o controle da importação de leite, além da disponibilização de linhas de crédito subsidiadas para os produtores, renegociação das dívidas e redução de impostos. “Nossa luta não é fácil, mas não vai parar. Os deputados não têm a caneta para resolver essas coisas, mas vamos lutar por isso”, disse. O presidente da Comissão de Agricultura da Alesc, deputado Altair Silva (PP), defendeu a revisão do acordo com o Mercosul com relação à importação de leite dos países vizinhos. “Quando esse acordo foi feito, o Brasil não era autossuficiente em leite. Hoje, já temos condições de exportar”, argumentou. O parlamentar afirmou que vai buscar reunião com a bancada federal catarinense para pressionar as autoridades em Brasília. “O governo federal está fazendo cara de paisagem. Para ele, é bom que o leite esteja barato, mas está se esquecendo de quem produz e pode quebrar.” O 1º vice-presidente da Assembleia, deputado Mauricio Eskudlark (PL),