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Rede Vale Norte

Polícia realiza fiscalização de suposto abate ilegal de animais em Ibirama

Foi feita denúncia que duas propriedades estarem realizando o abate e venda irregular Na manhã de quinta-feira, dia 25, a Polícia Civil, por meio da delegacia de Ibirama, em conjunto com a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e Polícia Militar Ambiental, fiscalizaram duas propriedades localizadas na área rural de Ibirama. Durante a visita nada de irregular foi encontrado. Conforme repassado pela Polícia Civil, a operação com o objetivo de fiscalizar os endereços, foi desencadeada após denúncias de que duas propriedades estarem realizando o abate e venda irregular de carnes. Os agentes realizavam uma vistoria e registros pelas duas propriedades e nada foi encontrado. Esta foi a segunda operação do tipo este mês em Ibirama. Na primeira, ocorrida no dia 6, as autoridades foram impedidas de entrar na propriedade, pois o proprietário não concedeu a permissão e um mandado judicial não foi obtido. Na ocasião , de acordo com a Polícia Civil, o Ministério Público de Santa Catarina repassou a informação sobre a possível prática de abate ilegal no local.

Ex-prefeito de Ibirama fala de contrato com a empresa de coleta de lixo

Duílio Gehrke fez uma avaliação da Operação Mensageiro e da forma de contrato com a empresa investigada Fotos reprodução Marcelo Zemke O ex-prefeito de Ibirama, Duílio Gehrke, (2009 a 2013) recebeu a reportagem da Rede Vale Norte para comentar os desdobramentos da Operação Mensageiro, que prendeu preventivamente o prefeito Adriano Poffo e o secretário de administração do município, Fábio Fusinato. As investigações apuram suspeitas de fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro no setor de coleta e destinação de lixo em Santa Catarina. As investigações ocorrem em segredo de justiça.  Além de ex-prefeito, Duílio Gehrke foi secretário municipal de Saúde no município, durante a primeira gestão de Genésio Ayres Marchetti. Ele falou do contrato com a empresa Serrana Engenharia, atual Versa Engenharia Ambiental Ltda, que foi dado continuidade em sua gestão, oriundo o primeiro mandato de Genésio Ayres Marchetti (/2001 a 2005), o qual mantinha com o famoso ‘pulso firme’ e que foi dado continuidade na gestão Duílio. Na época de Marchetti, a remuneração para a empresa era feita por quilômetro rodado. A forma de contrato foi alterada ao longo dos mandatos seguintes, chegando à forma que é hoje, onde é paga por peso de lixo coletado. “Me recordo de uma reportagem do Jornal Vale do Norte que citava Ibirama como uma cidade pacata, e de cidade pacata, nós acordamos perplexos e agitados. Não só Ibirama, mas no Estado todo, com 16 prefeitos presos e isso assustou a todo mundo”. A reportagem ao qual o ex-prefeito se refere foi uma matéria especial junto ao prefeito Adriano Poffo, em comemoração aos 89 anos de Ibirama, com o título ‘Crescimento ordenado e qualidade de vida são prioridades’, na edição de 11 a 17 de março, o qual destacava as obras e avanços do município. O Código de Ética dos Jornalistas diz que se deve pautar pela veracidade dos fatos e ter por finalidade o interesse público, independente de linha política. Contrato com a Serrana Sobre o contrato com a Serrana em 2021, o ex-prefeito Duílio lembra que o Ministério Público estabeleceu um prazo para os municípios findarem com os lixões. “O MP procurou a gestão a qual Seu Ayres comandava e ele foi atrás de recursos para implantar um aterro sanitário”, conta. Ele lembra que para receber os recursos, foi formado um consócio entre os municípios de Lontras, Ibirama, José Boiteux e Pres. Nereu.  “A partir deste consórcio e o recebimento dos recursos do Ministério de Meio Ambiente, foi implantado o aterro sanitário da Serra São Miguel”, relata. A partir daí foi feita uma licitação para a coleta de lixo, que foi vencida pela Serrana. O certame foi acompanhado pelo Ministério Público. “Naquela época, com muita preocupação, o Seu Ayres definiu um critério para remunerar a Serrana no serviço de coleta. Ele, de uma forma muito hábil, estabeleceu o critério de quilômetro rodado pelos caminhões de coleta em Ibirama”, lembra Duílio. A empresa havia sugerido a remuneração dos serviços por peso de lixo coletado. Duílio, que era secretário de Saúde na época, diz recordar da conversa. “Eu me lembro muito bem que ele indagou se o método seria confiável. Ele pediu o relatório de todas as ruas e disse que controle seria feito pelos moradores. Caso não fosse recolhido o lixo da rua, os moradores já iam se manifestar e a empresa não receberia por estes quilômetros que faltaram”. Observatório social Duílio diz que as atuais prisões são reflexo da avareza e da vontade de se manter no poder. “Essa vontade de se manter no poder, faz com que a pessoa acabe se esquecendo da ética”, conclui. Ele defende, que apesar de vereadores de oposição terem que cumprir seu papel de fiscalizar, se deve haver uma fiscalização social da gestão pública, formada por cidadãos do município. “Precisamos criar um observatório social de contas públicas. O prefeito que se sujeitar a isso, terá uma gestão tranquila”, defendeu. Duílio destaca que a corrupção, inserida em todos as esferas, acaba criando dificuldades e o maior prejudicado é o cidadão, que acaba desacreditando das instituições políticas e governamentais. “Santa Catarina tinha esta imagem de um estado trabalhador e de repente, vemos que temos problemas com corrução. Temos acompanhado que este é um problema sério no Brasil, que acaba criando dificuldades no desenvolvimento e na melhoria de vida do cidadão”, diz.

Exposição fotográfica histórica em Dona Emma é alvo de polêmica

Em nota, município repudia tentativa de correlação entre os cidadãos da cidade e o nazismo Foto Giuliano Bianco/ Reprodução Marcelo Zemke Uma exposição fotográfica histórica em Dona Emma, foi alvo de uma polêmica na última semana, após o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio da 40ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, instaurar procedimento de investigação criminal para apurar a presença de simbologia nazista entre fotos antigas que estariam expostas nas paredes da Secretaria de Educação do município Uma das fotos expostas, mostra crianças e um homem em frente a uma escola. Ao fundo, estão hasteadas uma bandeira do Brasil e uma da Alemanha nazista. A imagem está acompanhada da legenda “A escola particular Alemã era mantida pelos pais dos alunos com recursos vindos da Alemanha”. A Bandeira nacional (Nationalflagge) com a suástica, foi a bandeira oficial da Alemanha no período de 1935 a 1945, período em que a foto foi feita. Conforme informado pela assessoria jurídica do município, o local onde as fotografias estão expostas é Biblioteca Municipal, e as imagens fazem parte do arquivo histórico do município. “O município não irá retirar as imagens, pois quem apaga a história são regimes ditatoriais como o comunismo, o fascismo e o próprio nazismo”, diz a nota enviada ao JVN. A nota informou ainda que o município já foi destaque em reportagem nacional do Globo Repórter justamente em razão de seus munícipes serem pessoas ordeiras e trabalhadoras. Na série ‘Cidades de Paz’, a reportagem ‘Cidade catarinense vive de portas e janelas abertas’ dá destaque ao município. “O Município de Dona Emma, repudia qualquer tentativa de correlação entre os cidadãos desta cidade e o nazismo”, finaliza a nota enviada. Em Nota Oficial, a prefeitura de Dona Emma se manifestou dizendo que as fotos e estão à exposição há mais de 20 anos, sendo que nunca houve nenhum comentário ou situação de que estas causaram algum tipo de constrangimento. Notícia foi divulgada em portal De acordo com o Promotor de Justiça Jádel da Silva Júnior, com atuação estadual em casos de crimes de ódio e preconceito, o procedimento foi instaurado a partir de notícia divulgada pela Agência Pública e reproduzida em diversos veículos de comunicação mostrando que, no hall de entrada da Secretaria de Educação, estariam expostas diversas fotos antigas. A reportagem cita como fonte um professor de história de uma instituição de ensino de Ibirama, que faz acusações. Conforme a reportagem, ele diz que “os discursos extremistas estão ganhando cada vez mais força na região de Dona Emma, e que casos de racismo e neonazismo são frequentes, mas muitas vezes relativizados ou minimizados pelos gestores, o que pode ser considerado como racismo recreativo”. O professor ainda cita na reportagem, ataques pessoais sofridos por um deputado estadual. Conforme apurado pela reportagem junto aos boletins policiais, não há registros de crimes e incitação ao nazismo na região ou prisões neste sentido. A Lei 7.716/89, em seu art. 20, §§ 1º, 2º, 2º-A (Lei de Racismo), que estabelece como crime de racismo veicular “símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo” (§ 1º); e que se a publicação ocorrer em redes sociais e em contexto de atividades culturais destinadas ao público, a pena é majorada (§§ 2º 2 2º-A). O Núcleo de Enfrentamento aos Crimes de Racismo e Intolerância (NECRIM) do MPSC também acompanha o caso. O que é Nazismo Nazismo, é nome comum para nacional-socialismo, que é a ideologia política totalitárias, associadas a Adolf Hitler e ao Partido Nazista na Alemanha nazista. A grosso modo, o nazismo pregou a destruição de todos os povos e indivíduos que possam contaminar a presumida pureza da raça ariana. Essa ideologia foi posta em prática por Adolf Hitler nas décadas de 1930 e 1940, como política de Estado, na Alemanha e nos países invadidos pelo ditador. Entre as vítimas dos nazistas, estiveram judeus, negros, gays, pessoas com deficiência física ou mental, ciganos, comunistas e testemunhas de Jeová. Apenas entre 1941 e 1945, 6 milhões de judeus foram executados nos campos de extermínio nazistas. Para efeitos de comparação, esse é quase o mesmo número de habitantes da cidade do Rio de Janeiro hoje. O genocídio do povo judeu ficou conhecido como Holocausto e é reconhecido como um dos episódios mais traumáticos da história da humanidade. No Brasil, a origem do movimento foi em Santa Catarina – a fundação ocorreu em 1928, na cidade de Timbó, mas logo se disseminou para outros estados, como Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Anteriormente à Segunda Guerra Mundial (1939-1945) houveram núcleos do Partido Nazista na região do Vale Norte, que foram desmantelados com o rompimento das relações com Alemanha ainda no fim da década de 30. Relativizar o Nazismo, como é feito atualmente em discursos políticos, é minimizar os efeitos criminosos e suas vítimas, esquecendo a história.