Entrevista com Joice Hermann do SENAC

Repórter: Léo AW
Jornal Vale do Norte edição de 19 a 25 de novembro
Vídeos: PRF libera dezenas de bloqueios criminosos neste fim de semana em Santa Catarina

Em alguns pontos, indivíduos usaram métodos e táticas terroristas para bloquear rodovias. Desde a noite de sexta até a madrugada de hoje (18 a 21), a polícia rodoviária em Santa Catarina, como apoio fundamental da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e empresas concessionárias, liberou cerca de 30 pontos de bloqueio em rodovias federais de todas as regiões do estado. No entanto, a maioria das paralisações deste final de semana tiveram caráter diferente das realizadas logo após as eleições. Na maior parte dos casos, tratava-se de ocorrências criminosas e violentas, promovidas no período noturno por baderneiros, homens encapuzados extremamente violentos e coordenados (agiam tem diversas regiões do estado no mesmo horário). Em quase todos os pontos, os métodos utilizados lembraram os de terroristas ou de black blocks”: bombas caseiras feitas de garrafas com gasolina, rojões, óleo derramado intencionalmente na pista, “miguelitos” (pregos usados para furar pneus), pedras, além de barricadas com pneus queimados, latões de lixo, e troncos de árvores cortados e jogados deliberadamente na pista. Em vários pontos, houve depredação do patrimônio público (destituição de grades de proteção da rodovia). Um homem de 37 anos, identificado como líder de um grupo, foi preso pela PRF sábado de madrugada em Joinville, ele foi autuado pelo Delegado da Polícia Federal pelos crimes de associação criminosa, exposição a perigo outro meio de transporte público, impedindo ou dificultando o funcionamento, destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia e desobedecer a ordem legal de funcionário público, todos artigos do Código Penal. Ele não teve direito a fiança e encontra-se no Presídio Regional de Joinville. Embora várias pessoas estivem com o rosto encoberto para não serem identificados, pessoas com atuação de liderança no movimento foram identificadas e novas prisões podem ocorrer nos próximos dias. Neste momento (manhã de segunda-feira, 21) não há nenhuma rodovia federal com bloqueios em Santa Catarina. A PRF continua trabalhando incansavelmente, trocando informações com outras forças de segurança, para garantir a normalização do fluxo em todos as rodovias federais do estado. Por PRF
Consciência Negra: Defensoria criou Dicionário de Expressões (Anti) Racistas

No Dia Nacional da Consciência Negra, lembrado neste domingo (20), especialistas alertam para a necessidade de se repensar o uso de termos e expressões que reforçam o racismo. Há casos em que essas palavras são reproduzidas sem que as pessoas tenham o conhecimento histórico da origem delas. Para conscientizar sobre o tema, a Defensoria Pública da Bahia lançou o Dicionário de Expressões (Anti) Racistas, no ano passado. “Nosso idioma foi construído sob forte influência do período de escravização e muitas destas expressões seguem sendo usadas até hoje, ainda que de forma inconsciente ou não intencional. Precisamos repensar o uso de palavras e expressões que são frutos de uma construção racista”, destaca a publicação. A cartilha cita expressões como “a coisa tá preta”, em que a cor preta ou negra é usada em uma conotação negativa, e propõe a substituição para “a situação está difícil”. Outro exemplo de expressão considerada racista é “cabelo ruim” para designar cabelo crespo ou cacheado. A publicação também aponta as expressões “mercado negro, magia negra, humor negro e ovelha negra” – em que a palavra ‘negro’ representa algo pejorativo, prejudicial, ilegal. Como alternativa, propõe-se o uso de mercado clandestino, lista proibida e humor ácido. “O racismo se revela de diversas formas em nossa sociedade. Estas microagressões, além de reproduzirem um discurso racista, ao identificarem a negritude como marcador de inferioridade social, afetam o bem-estar de pessoas negras”, diz a cartilha. Há outras palavras menos óbvias, como “boçal”, descrita na cartilha como “referência aos escravizados que não sabiam falar a língua portuguesa”. Essa desqualificação também é uma das formas de racismo que, segundo o linguista e professor da Universidade Federal do Sul da Bahia Gabriel Nascimento, persiste nos dias atuais. “As palavras são resultado de uma formação histórica racista. O racismo linguístico não se resume às palavras”, enfatiza. Nascimento lembra que os negros representam mais de 50% da população brasileira. “Essa população modificou essa língua. Ela é parte dessa língua porque essa língua é dela. No entanto, quando a gente vai falar de como o Estado e as pessoas tratam as pessoas negras, normalmente a elas é imposta uma falta de autoestima linguística, como pessoas que não são portadoras da capacidade de falar essa língua de maneira orgânica e politicamente, de se comunicar”, destaca. O uso das palavras também é uma forma de disputa, segundo Nascimento. Ele destaca a palavra “negro” aplicada a pessoas, que não tinha equivalente na África antes da invasão europeia. “Como você explica um país onde ‘negro’ seja uma palavra usada ao mesmo tempo para politizar uma população mestiça e também para racismo? Ao mesmo tempo que o homem preto positiva a sua narrativa – “eu sou um homem negro” – você tem a presença desse homem negro sendo chamado por uma mulher branca de ‘negro fedido’”, diz, usando como exemplo o caso de racismo contra o humorista Eddy Júnior, ofendido por uma vizinha no condomínio onde mora na zona oeste da capital paulista em outubro de 2022. Influência africana Uma das maiores demonstrações do racismo na língua portuguesa no Brasil é a falta de estudo da influência das línguas africanas na formação do idioma, segundo Gabriel Nascimento – que é autor do livro Racismo Linguístico. “O fato de a gente levar 14 anos na educação formal tentando aprender a diferença entre adjunto adnominal e complemento nominal mostra o quão colonial, o quanto de racismo linguístico a gente tem no nosso português. Porque a gente não identifica a importância das línguas bantus [grupo étnico africano], a sua influência nos falares do Brasil”, afirma o pesquisador. Esses idiomas influenciaram não só com palavras que são usadas no cotidiano brasileiro, como também, de acordo com Nascimento, até na sintaxe predominante no país. Entre as palavras, o pesquisador aponta como exemplos samba, bunda, cachimbo, acalanto, dengo, quiabo, bengala. Há ainda, segundo ele, usos comuns que na chamada norma culta acabam sendo considerados incorretos. “A gente não sabe, por exemplo, que nas línguas bantus, que são línguas extremamente prefixais, toda a informação de plural e singular entra de maneira prefixal. Nessas línguas você normalmente coloca as informações de singular e plural no primeiro traço da palavra”, explica. “Quando você faz a concordância em ‘as menina’, você apenas coloca o plural no primeiro item. Essa influência é vista normalmente no Brasil como erro. Mas ela é uma influência bantu muito legítima e vai se reproduzir em outros lugares”, exemplifica. São elementos culturais importantes que, na visão do professor, não têm a atenção devida. “As nossas escolas não abordam conteúdos linguísticos africanos. Essa diversidade brasileira da língua foi ignorada pelas escolas”, afirma. Por Juliana Andrade / Agência Brasil *Colaborou Daniel Mello
Reestruturação e revitalização do ex-posto fiscal em Apiúna, saiba mais

A reestruturação e revitalização do ex-posto fiscal de Apiúna, às margens da BR-470, está em andamento e começa a tomar forma de praça. O local com uma arquitetura que chama a atenção pela grandiosidade e forma, logo será destaque também por sua beleza. O espaço batizado de Praça Aquidaban como se chamava a região até 1944 foi motivo de impasse entre o governo de Santa Catarina, de Apiúna e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) nos últimos 5 anos, sendo que o local estava em desuso há 15 anos e agora dará lugar a uma feira Hortifruti, café colonial e serviços para turistas e agricultores. Com custo total de R$ 771.268,42 mil, conforme planejado, deve ficar pronta nos próximos meses. Por Assessoria de Comunicação Prefeitura de Apiúna
Entrevista com Cristiano Nering da Acredite

Repórter: Léo AW