Por Marcelo Zemke – Rede Vale Norte Executivo deverá fazer consulta formal ao Ministério Público e Tribunal de Contas para o pagamento. Um Projeto de Lei 27/2022 do Executivo, que visa autorizar o pagamento de débitos previdenciários da Fundação Educacional Hansa Hammonia (FEHH) foi retirado de pauta na segunda-feira, dia 16. A proposta repercutiu na comunidade, após o vereador Saulo Eduardo Fonseca (Podemos) fazer o uso de redes socais para questionar o pagamento da dívida pelo município de Ibirama. O valor da dívida é de R$ 179.207,08. Na última sessão ordinária da Câmara de Vereadores, o vereador Saulo, no uso da palavra livre, apesar de o projeto não estar em pauta na sessão, questionou o prefeito Adriano Poffo (MDB), que estava participando da sessão ordinária. Conforme o vereador, a proposta “não seguiu os ritos legais, ou seja, seria necessária uma determinação judicial ou então que houvesse um processo administrativo por parte de algum órgão legal”. Para o vereador, se for aprovado, o PL poderá ter intervenção do judiciário. “Não consigo compreender o porquê de a administração assumir essa dívida e querer sua sumária quitação sem qualquer processo, sem fundamentar isso no projeto de lei, sem informar de onde virão os recursos. Desconheço qualquer interesse e fundamentação, mas me coloco à disposição para juntos acharmos uma solução, mas que seja por um meio legal”. Ainda durante a sessão, o vereador informou que procurou o Ministério Público. “Se o projeto ir adiante iremos impetrar com mandado de segurança visando anulá-lo judicialmente, por não estar a prefeitura obrigada por esta dívida e que não cabe ao erário pagamento de ofício sem que haja citação e defesa prévia da municipalidade”, informou ao JVN. Na sessão o presidente da casa, Dalmir Sartor (MDB) informou que não houve a discussão das propostas, pois, o projeto não havia sido colocado em pauta. O que diz o prefeito O prefeito Adriano Poffo informou que Executivo está aberto aos questionamentos de todos os vereadores, sejam eles da situação ou oposição, antes da tramitação de projetos. Ele recebeu a reportagem do JVN em seu gabinete, onde prestou esclarecimentos sobre o projeto. “Toda vez que há algum projeto que pode gerar algum tipo de questionamento, chamamos todos os vereadores. Infelizmente, tem acontecido que mesmo após reunirmos e respondermos as perguntas, estas respostas não são suficientes. Isso é normal, pois é dever dos vereadores questionarem, mas acontece que alguns questionamentos são feitos depois nas redes sociais”. O prefeito destacou que Fundação Educacional Hansa Hammonia (FEHH), ainda está ativa formalmente. “Ela ainda está com o CNPJ ativo, apesar de na prática, não existir mais. Fomos provocados a ir atrás, pois a FEHH foi instituída pelo município”, disse Poffo, citando a Lei 2000 de 1998. O Art. 1º da Lei autorizou o Poder Executivo Municipal a constituir instituição de ensino com estatuto homologado por Decreto do Poder Executivo Municipal. “Com isso, fomos ao Tribunal de Contas, onde fizemos uma consulta informal. O Tribunal de Contas recomendou o pagamento, pois assim como a FEHH está instituída no Cadin, eles podem vincular o CNPJ da instituição com o município, já que ela foi criada pelo Executivo”, explicou. O Cadin é o cadastro informativo de créditos não quitados. “Conforme disse aos vereadores, pode o município também ser inscrito no Cadin. Caso isso aconteça, nós ficamos impedidos de receber recursos do governo federal, assinar convênios ou receber emendas”, disse. O projeto deverá voltar à pauta após uma consulta formal ao Ministério Público, feita pelo Executivo. “Temos o entendimento do Ministério Público e do Tribunal de Contas, mesmo que informal. Vamos agora fazer esta consulta de maneira formal. Poderíamos ter feito isso antes”, salientou. Para o prefeito, os legisladores devem expor os projetos com transparência e sempre questionarem o Executivo, pois essa é uma as principais funções do vereador. “Agora, devemos cuidar muito da forma que se expõem as coisas para comunidade. O projeto é público e a tramitação acontece da forma mais transparente possível. Agora, muitas vezes se coloca nas redes sociais de uma forma que não seria mais correta, dando a entender que fosse algo ilícito”.
Dedé Santana agradece público ibiramense
Por Marcelo Zemke – Rede Vale Norte Com mais de 60 filmes em sua carreira, o artista e celebra a volta às origens com o circo. Em passagem por Ibirama para duas apresentações no Circo Teatro do Biribinha, o ícone do humor e o eterno trapalhão, Dedé Santana. Ícone da TV, cinema e circo, com seus 85 anos de carreira, o artista recebeu a equipe da Rede Vale Norte durante o café da manhã no Hotel Soralete – Grupo Rosablue na quinta-feira, dia 19. Essa foi a maneira que Dedé encontrou de agradecer ao seu público por tanto carinho, que lotou as duas apresentações na semana passada. “Fui muito bem recebido em Ibirama. Essa é minha segunda vez na cidade e público ontem me emocionou. Eu ia voltar ontem, mas resolvi ficar na cidade para mais uma apresentação. Ontem à noite comemos um joelho de porco (eisbein) lá no seu Luiz e na dona Ira”, disse. Com mais de 60 filmes em sua carreira, o artista e celebra a volta às origens com o circo. “Completei 63 filmes com a Trilha do Tesouro e tenho ainda mais dois para fazer. Um deles é com o Didi (Renato Aragão). Calculo que essa seja o último filme da dupla. Quero encerrar minha carreira no circo”, disse. Com 86 anos, o ator, diretor, roteirista e palhaço é filho de artistas circenses e nasceu num circo, onde começou a atuar aos 3 meses de idade, no colo da mãe. Seus pais, o palhaço Picolino, Oscar Santana, e a contorcionista Ondina Santana, eram donos do circo, com o qual viajou pelo Brasil durante a infância.“Tenho muitas histórias curiosas. Tudo começou com a dupla Dedé e Didi, já os Trapalhões (Dedé, Mussum e Zacarias), vieram depois. Antes disso, já tínhamos sete ou oito filmes com recorde de bilheteria”. Depois vieram os Trapalhões e o último a estrar no grupo foi o Zacarias. “Quando fazíamos shows, tínhamos que sair no carro da polícia por causa da multidão. Para ele não ser reconhecido, ele tirava a peruca até que um dia uma criança o reconheceu e ele teve que correr para o carro”, conta.
Rede Feminina de Ibirama pede doações de roupas de inverno
Comercialização das peças no brechó auxilia na manutenção da entidade e também famílias carentes Com a chegada do frio a Rede Feminina de Combate ao Câncer de Ibirama está pedindo doações de roupas de inverno para a comunidade. A comercialização das peças no brechó auxilia na manutenção da entidade e também famílias carentes que podem adquirir itens a preços simbólicos a partir de R$ 1,00. A vice-presidente da RFCC, Eva Scheidemantel, explica que as doações podem ser entregues durante toda a semana das 13h30 às 17h na sede da Rede Feminina que fica ao lado do Pavilhão de Eventos Manoel Marchetti. “O pedido é de roupas e calçados masculinos, femininos e infantis que estejam limpos e em bom estado. Toda doação é importante, mas nesse período de frio o apelo é por itens de inverno para que possamos atender também com o brechó as pessoas que mais precisam e não tem condições de comprar uma peça nova”, ressalta. Hoje o valor arrecadado com as vendas no brechó é fundamental para a manutenção dos trabalhos da entidade que presta atendimento à mulheres que já venceram ou que ainda lutam contra o câncer . Outro foco das chamadas “rosinhas” é realizar principalmente ações de prevenção contra a doença.
Vereadores conhecem demandas do HDWC de Ibirama
Dificuldades estruturais e de falta de profissionais são as principais demandas. Os vereadores Adolfo Fiedler e Valdemar e Valdemar Schaefer (ambos do MDB), estiveram no Hospital Doutor Waldomiro Colautti de Ibirama. O objetivo da visita técnica foi de buscar informações sobre pactuações de serviços do hospital ao município e demandas reprimidas em algumas especialidades médicas, além da oferta para as cirurgias eletivas. Junto à diretora da unidade, Silvana Leite da Costa, a comitiva buscou informações sobre as dificuldades estruturais e de falta de profissionais que o hospital enfrenta. Essas dificuldades, segundo a direção, refletem na oferta de determinados serviços, entre elas, consultas e cirurgias ginecológicas que são o maior gargalho em demanda reprimida para a região. Conforme a diretora da unidade, se trabalha para dar condições de uso a terceira sala cirúrgica do hospital, que necessita de um foco cirúrgico e aparelho de anestesia. Ambos já possuem edital de licitação abertos. “Além desta parte relacionada a infraestrutura e equipamentos, estamos com déficit de ginecologistas para a realização de cirurgia ginecológica. A equipe que possuímos dedica-se aos atendimentos das urgências e emergências obstétricas, não conseguindo atender ainda as demandas eletivas da ginecologia, e diante dessa necessidade a SES já lançou alguns editais de processos seletivos, porém não obtivemos sucesso (deram desertos e/ou os classificados desistiram), agora estamos aguardando o resultado do último seletivo na fase de classificação dos candidatos. Estamos aguardando o resultado”, elencou Silvana. Ainda conforme divulgado, os vereadores coletaram informações para subsidiá-los nas discussões junto a CIR e demais entidades, onde unindo forças colaboram para melhorias junto ao hospital.
Audiência pública debaterá situação das barragens do Alto Vale do Itajaí
A Comissão de Turismo e Meio Ambiente aprovou, em reunião semipresencial, requerimento de autoria do deputado Ivan Naatz (PL) para realização de uma audiência pública em Rio do Sul, no dia 26 de maio, a partir das 19h, no auditório da Unidavi (Centro Universitário para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí), para discutir a situação das barragens do Alto Vale do Itajaí. O parlamentar está preocupado com informações da situação das três barragens e quer saber do governo do Estado o que está sendo feito para proteger a população do Vale do Itajaí. A Barragem Sul, em Ituporanga, a Barragem Oeste, em Taió, e a Barragem Norte, em José Boiteux, são responsáveis pelo papel na proteção contra inundações nos municípios do Vale do Itajaí. Os empreendimentos iniciaram na década de 1970, foram entregues nas décadas seguintes e em épocas de chuvas suas comportas controlam o fluxo de águas dos rios da região. Por Agência AL
Lançados dois satélites do Projeto Lessonia da Força Aérea Brasileira
Os satélites vão produzir imagens de alta resolução para apoiar a segurança do país e a preservação ambiental. Os dois primeiros satélites de sensoriamento remoto radar do Projeto Lessonia – 1, da Força Aérea Brasileira, foram lançados em órbita baixa na tarde desta quarta-feira (25/05). Batizados de Carcará I e Carcará II, eles vão permitir que áreas de interesse do Brasil sejam monitoradas de forma contínua para combater crimes como tráfico de drogas e monitorar desastres naturais. Os satélites foram colocados em órbita pelo foguete Falcon 9, da SpaceX, no Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, nos Estados Unidos. O lançamento foi transmitido ao vivo pelas redes sociais. Militares da Força Aérea Brasileira se reuniram para acompanhar. O Projeto Lessonia consiste na aquisição de uma constelação de satélites de órbita baixa. O sistema de imagem do projeto utiliza um Sensor Ativo de Detecção capaz de gerar imagens em alta resolução a qualquer hora do dia ou da noite, independentemente das condições meteorológicas, pois o sinal emitido atravessa as nuvens. De acordo com a Aeronáutica, cada satélite tem dimensão de um metro cúbico, pesa cerca de 100 quilogramas (Kg) e possui cinco painéis solares. O nome dos satélites, Carcará, é uma homenagem a ave de rapina brasileira. As imagens captadas serão utilizadas também em apoio ao combate à mineração ilegal, atualização de produtos cartográficos, determinação da navegabilidade dos rios, visualização de queimadas, vigilância da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) e apoio às operações de vigilância e controle das fronteiras. Sistemas espaciais O Lessonia integra o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE). Executado pela Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate, ele disponibiliza produtos duais, ou seja, civis e militares, a serem utilizados de forma integrada em benefício da sociedade brasileira. Os satélites visam atender às necessidades operacionais das Forças Armadas do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), bem como de agências governamentais. Buscando cumprir plenamente o programa estratégico de sistemas espaciais, no futuro, também está prevista a implantação de um conjunto de satélites, de fabricação nacional, para obtenção de imagens óticas atendendo, assim, a todas as demandas governamentais. Confira aqui o lançamento dos satélites Carcará I e II por meio do foguete Falcon 9.
Santa Catarina realiza terceiro transplante de coração do ano
Uma complexa operação envolvendo dezenas de profissionais de saúde e o uso de um helicóptero terminou de maneira bem sucedida nesta quarta-feira, 25, em Santa Catarina. Após a morte encefálica de um homem em Florianópolis, poucas horas depois o coração dele já estava batendo no peito de outro paciente, que aguardava a quase 200 quilômetros de distância, no interior do estado. O trabalho foi coordenado pela SC Transplantes, órgão do Governo do Estado que completa 23 anos de criação em 2022. Conforme explica o coordenador da SC Transplantes, o médico Joel de Andrade, o tempo é um fator essencial nesse tipo de operação. Entre o momento que o coração deixa de bater no doador e o instante que ela passa a funcionar no corpo do receptor, não pode se passar mais do que quatro a seis horas. Por conta disso, o helicóptero também usado pelo governador foi acionado para fazer o transporte entre a Capital e um hospital no interior. “A agilidade no transporte de equipes e órgãos é essencial para o desempenho do setor de transplantes. Isso é ainda mais marcante nos transplantes de coração e pulmão. Quanto menor o tempo de isquemia (sem circulação de sangue), melhor. Por isso, o transporte por aeronave é fundamental. Nós temos técnicas médicas consolidadas que dependem dessa agilidade. Santa Catarina tem oferecido esse apoio ao sistema estadual de saúde”, afirma Andrade. O transplante de coração é mais raro em comparação com outros órgãos, como rins e córnea. Em 2022, esta foi apenas a terceira operação do tipo. Em 2021 e 2020, foram somente quatro transplantes em cada um dos anos. O médico Frederico Di Giovanni foi o responsável pela extração do coração do doador e também pela operação de implante, em outra cidade. Ele foi também o responsável por acompanhar o transporte do órgão dentro do helicóptero. Ele fala que a disponibilização, por parte do Governo do Estado, de aviões e helicópteros é de suma importância para este tipo de trabalho. A enfermeira Izabelle de Freiras Ferreira participou do processo de extração dos órgãos do doador em Florianópolis nesta quarta-feira. Além do coração, também foram aproveitados rins, fígados e córneas. Ela conta que, nos últimos anos, tem havido uma maior aceitação por parte dos familiares na doação de órgãos, como resultado dos treinamentos oferecidos pelo Governo aos profissionais de saúde. Para Joel Andrade, da SC Transplantes, um dos fatores que levaram Santa Catarina a se destacar nacionalmente foi a qualificação dos seus profissionais de saúde, que trabalham de maneira altamente especializada. Dos últimos 17 anos, Santa Catarina ocupou por 13 vezes a liderança nacional na taxa de doação de órgãos. Nos outros quatro anos, ficou na segunda colocação. Por Leonardo Gorges – Assessoria de Imprensa – Secretaria de Estado da Comunicação – SECom
Prefeitura de Ibirama investe na melhoria genética de rebanho bovino
A Prefeitura de Ibirama, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente e Departamento Agropecuário, estimula a melhoria da qualidade genética do rebanho bovino do município. Através de pregão presencial, somente em 2022 deverão ser investidos R$ 62.432,00 na aquisição de sêmen, além de outros equipamentos necessários para realização de inseminações artificiais, como luvas de inseminação bovina e nitrogênio líquido. Conforme o veterinário e responsável pelo serviço de inseminação, Fernando Krambeck, o sêmem adquirido contempla diversas raças bovinas, tanto leiteiras, quanto de corte. “Utilizando a inseminação artificial o produtor encontra uma maneira de ter uma melhoria rápida na qualidade do seu rebanho, pela utilização de sêmen de touros de raças com aptidão comprovada por avaliações genéticas”, explicou. O melhoramento genético de gado para produção leiteira compreende as raças Jersey e Holandesa. Já para o gado de corte, são 15 disponíveis, sendo: Aberdeen Angus, Bonsmara, Braford, Brahma, Brangus, Charolês, Devon, Gir, Hereford, Nelore, Red Angus, Senepol, Simental, Ultrablack, Wagyu. O veterinário explica que com uma variedade maior de raças é possível fornecer ao produtor um sêmen direcionado a realidade de cada propriedade. “Além de agregar valor ao fornecer raças bovinas reconhecidamente superiores em qualidade de carne como, por exemplo, os Angus (Aberdeen e Red), Hereford, Devon, Ultrablack e Wagyu”, explicou. Novidades para 2022 Para 2022, as novidades disponibilizadas são as raças Bonsmara, Ultrablack e Wagyu. O Bonsmara é um bovino de origem africana, reconhecido pela sua pelagem curta, tornando-o mais resistente a carrapatos. O Ultrablack vem para trazer a qualidade da carne aos seus descendentes, assim como o Wagyu, que possui alto índice de marmoreio, fornecendo maciez a carne ao ser consumida, característica muito desejada pelo mercado consumidor atualmente. Conforme o secretário da pasta, Anderson Fozina Krüger, este banco genético vem se formando de forma gradativa, observando as tendências do mercado e as características de cada raça. “Através da participação em feiras como a Expointer, em Esteio, RS e a Agroleite, em Castro, PR, duas das maiores feiras nacionais em gado de corte e leite, podemos avaliar quais são as raças mais procuradas pelo mercado e conversar com produtores sobre as características de cada uma. “A participação em feiras é de grande importância, porque são nelas que você tem contato direto com os produtores e pode observar diretamente as novas tendências do mercado, podendo assim estar um passo a frente” destaca o secretário. A inseminação artificial é fornecida aos produtores do município mediante ao pagamento de uma taxa e pode ser agendada por meio do telefone 3357-8528. Por Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Ibirama – Texto: Rafael Beling – Jornalista SC 03532-JP