O que Al-Qaeda e Estado Islâmico têm a ver com o golpe em Burkina Faso
A tomada do poder por militares, causada pela insegurança no país, lembra o que aconteceu no Mali, nação vizinha ameaçada pelo extremismo islâmico. A tomada do poder em Burkina Faso por militares é preocupante, mas não inesperada. A derrubada do presidente Roch Kaboré é o quarto golpe de Estado na África Ocidental nos últimos 17 meses. Nesse período, o vizinho Mali enfrentou duas intervenções militares, alimentadas por preocupações sobre a incapacidade do governo de lidar com uma crescente violência de militantes islamistas. A ameaça islamista é realmente grave? Como no Mali, a derrubada do chefe de governo foi provocada por um crescente descontentamento entre as forças de segurança sobre a alegada incapacidade de Roch Kaboré de apoiá-las contra militantes ligados tanto à Al-Qaeda como ao grupo conhecido como Estado Islâmico. No domingo, dia 23 de janeiro, motins foram relatados em vários campos militares, na capital de Burkina Faso, Ouagadougou, e nas cidades de Kaya e Ouahigouya, no norte. Os levantes ocorreram após meses de protestos contra o governo pedindo a renúncia do presidente. Ataques de militantes, iniciados em 2015, já mataram mais de 2 mil pessoas no país e forçaram 1,5 milhão de pessoas a deixar suas casas, segundo estimativas da ONU (Organização das Nações Unidas). Escolas têm sido fechadas em grandes áreas de Burkina Faso devido à falta de segurança. Soldados armados em Burkina Faso no domingo (23) — Foto: Sophie Garcia/AP A confiança da população na condução da crise de segurança pelo presidente despencou depois de um ataque na vila de Solhan, no norte do país, em junho de 2021. Mais de cem pessoas foram mortas na ação, que teria sido realizada por militantes extremistas vindos do Mali. O ataque em Solhan levou aos protestos da oposição na capital, forçando Kaboré a remanejar cargos em seu governo e indicar a si mesmo como ministro da Defesa. Entretanto, um outro ataque também no norte, contra a base militar de Inata, em novembro de 2021, fez aumentar a insatisfação com o governo. Mais de 50 integrantes das forças de segurança foram mortos na ação. Também surgiram relatos de que a base enviara uma mensagem pedindo ajuda, solicitando alimentos e equipamento adicional, duas semanas antes do ataque. Os suprimentos solicitados nunca chegaram. O presidente então desfez seu gabinete e nomeou novos primeiro-ministro e ministro da Defesa, antes de iniciar negociações de reconciliação nacional com a oposição. Como a violência extremista se espalhou? Apesar da volatilidade política e de segurança na África Ocidental, Burkina Faso desfrutava de uma frágil estabilidade, até que um levante popular em 2014 derrubou o presidente Blaise Compaoré, que governava havia 27 anos. Uma tentativa de golpe em 2015 deixou as Forças Armadas profundamente divididas. Kaboré foi eleito pela primeira vez naquele ano, com a promessa de reunificar do país. No entanto, militantes vindo do vizinho Mali – onde uma insurgência separatista em 2012 foi usada por jihadistas para avançarem no país – realizaram um ataque na capital de Burkina Faso, enquanto Kaboré se preparava para assumir o governo. Grupos armados aproveitaram-se da fraca situação de segurança nas expostas fronteiras do país para realizar mais ataques e aumentar sua presença. Jihadistas também alimentaram tensões sectárias entre as comunidades cristã e muçulmana de Burkina Faso. Os militantes aproveitaram a fraca presença do Estado e a falta de apoio humanitário, que deixaram comunidades vulneráveis tanto a ataques como a recrutamento para grupos extremistas. A participação política da população também tem sido enfraquecida pela presença de militantes islamistas no país. Em 2020, eleitores que haviam deixado suas casas em partes do norte e do leste do país não puderam participar do pleito presidencial, em que Kaboré foi reeleito, com 58% dos votos. A pressão dos militantes sobre as comunidades levou a um aumento ainda maior da insatisfação pública com o presidente durante seu segundo mandato no cargo. Quais os paralelos com o Mali? Há temores de que um certo padrão esteja surgindo na região. O processo interno que levou ao golpe militar em Burkina Faso exibe semelhanças com o que aconteceu no Mali antes de seu próprio recente levante militar, em agosto de 2020. Uma série de ataques mortais contra alvos militares e civis foi seguida de grandes manifestações, causadas por uma crescente falta de confiança no governo e no então presidente do Mali, Ibrahim Boubacar Keita. Em Burkina Faso, o principal líder da oposição, Eddie Komboigo, tentou se aproveitar do descontentamento público com a segurança para alimentar a fúria popular. Mas, apesar de no Mali a população ter apoiado amplamente o golpe militar, em Burkina Faso os cidadãos podem temer ainda mais instabilidade com o Exército no poder. Tanto Mali como Burkina Faso foram colônias francesas, e a França continuou mantendo laços econômicos e na área de segurança com os dois países até bem depois de suas independências. Como no Mali, as forças de segurança de Burkina Faso dependem do apoio da França, que enviou 5.100 soldados para a região no que foi chamado de Operação Barkhane. A operação foi iniciada com o envio de tropas por Paris, a pedido do Mali, para impedir que jihadistas chegassem à capital do país, Bamako, em 2013. Apoiada pela população local inicialmente, a operação francesa na região foi aos poucos perdendo suporte popular, com a deterioração da situação de segurança. Em dezembro, em Burkina Faso, moradores da cidade de Kaya bloquearam um comboio militar francês que levava suprimentos ao Exército local e acusaram as forças da Operação Barkhane de atuar juntamente com jihadistas. A França acabou sendo forçada a se regirar da região do Sahel, que engloba os dois países, numa disputa diplomática com o Mali que levou à saída de quase metade do contingente francês. O vácuo de segurança pode ser explorado por jihadistas, enquanto a persistente instabilidade pode enfraquecer a cooperação em defesa no que é chamada de força G5 Sahel e inclui tropas de Burkina Faso, Chade, Mali, Mauritânia e Niger. O Mali tem conversado com a Rússia para preencher a lacuna na área de segurança, mas os parceiros do Sahel, incluindo Burkina Faso, se opõem claramente a essa movimentação controversa. A região deve se preocupar? O golpe em Burkina Faso sugere que aqueles
Onda de calor se despede de SC com temperatura de 40ºC
A Defesa Civil de Santa Catarina emitiu um aviso nesta quarta-feira (26) por conta da persistente onda de calor que atinge o Estado há 13 dias. A previsão é de que as temperaturas no Oeste e Sul cheguem aos 40ºC nesta tarde. Nas demais áreas, os termômetros ficam entre 32ºC e 37ºC. Conforme o comunicado, a onda de calor está prevista até esta quarta. Com as altas temperaturas, há chance de chuva, que pode ser acompanhada de temporais, com rajadas de vento e granizo, em todo o Estado à noite. O risco é moderado a alto para ocorrências provocadas pelo tempo. O dia será de sol entre nuvens em todas as cidades. A partir de quinta-feira (27), o tempo começa a mudar com a chegada de uma frente fria. A chuva terá início entre o fim da manhã e o início da tarde nas cidades do Sul e Serra, e se espalha para todas as regiões. Por G1 SC
Lançado em Santa Catarina, novo sistema impede fraudes por clonagem de veículos novos
Primeiro Estado a aderir ao Registro Nacional de Veículos em Estoque (Renave), Santa Catarina foi o local escolhido pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), do Ministério da Infraestrutura, para o lançamento da funcionalidade Renave 0 KM, que aumentará a segurança contra a clonagem de veículos novos. Com o Renave 0 KM, o comprador de um carro zero quilômetro receberá da concessionária, além da nota fiscal, a Autorização para Transferência de Veículo Eletrônica (ATPV-e), o que impedirá que o emplacamento do automóvel seja realizado em nome de pessoa física ou jurídica diferente da que fez a aquisição. “O principal benefício do Renave 0KM é a segurança jurídica nessa transferência, a garantia e o controle da frota. Quando o cidadão compra o veículo numa concessionária que aderiu ao Renave 0KM, ele tem a garantia de que aquele automóvel não está clonado em lugar algum do país”, resume a presidente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), delegada de Polícia Sandra Mara Pereira. A iniciativa é da Senatran, com tecnologia desenvolvida pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). O secretário da Senatran, Frederico Carneiro, esteve no ato de implantação do Renave 0 KM, realizado nesta segunda-feira, em Florianópolis. “A concessionária deverá informar eletronicamente, na saída de estoque, o número da nota fiscal e do documento da pessoa física ou jurídica do comprador, para evitar fraudes. Sem essas informações, o automóvel não poderá ser registrado no Detran”, explicou o secretário nacional de Trânsito, Frederico Carneiro. Sandra Mara e Frederico visitam concessionária para ver o funcionamento do sistema Antes do lançamento, a comitiva da Senatran visitou uma concessionária de Florianópolis que já aderiu ao Renave. De acordo com o diretor de Operações da empresa, Gilmar Fachini, tanto a concessionária quanto os clientes têm mais segurança e praticidade desde a implantação do sistema. “Nós temos certeza que o veículo será emplacado exatamente em nome daquele CPF ou CNPJ em que foi emitida a nota fiscal, evitando situações em que o veículo já está emplacado em outro nome”, detalha Fachini. Para aderir ao sistema, as concessionárias devem fazer um cadastro no site credencia.estaleiro.serpro.gov.br. O processo é simples e rápido, e a adesão é gratuita. Com a nova funcionalidade, todo carro novo sairá do estoque da loja para o comprador pelo sistema, fortalecendo a segurança e o controle de estoque de concessionárias e revendedoras de veículos zero. Desde o ano passado, Renave já torna mais seguro o comércio de carros usados Santa Catarina foi o primeiro Estado do país a implantar o Renave. Isso significa que, desde o ano passado, os catarinenses já têm maior segurança ao negociar um carro com concessionárias ou revendas. Na prática, ao vender um carro para o estabelecimento, a transferência pode ser feita pelo sistema Renave. Este procedimento é mais barato e mais seguro do que a prática de fornecer uma procuração para que o estabelecimento represente o cidadão no processo de venda. “Essa sempre foi uma prática frequente, mas muito arriscada. Muitas vezes a pessoa vende o veículo para um estabelecimento, a transferência não é realizada e o antigo proprietário continua sendo responsabilizado por infrações de trânsito e outras irregularidades cometidas por quem adquiriu o veículo”, relata a presidente do Detran. “A única forma de o proprietário não ficar responsável pelo bem é transferindo a propriedade para o estabelecimento. Portanto, ao entregar o veículo em uma concessionária ou revenda, deve-se exigir a transferência imediata. Com o Renave, esse processo é mais fácil, barato e seguro do que assinar uma procuração”, finaliza Sandra. Pnatrans Ainda nesta segunda-feira, Sandra Mara também assinou o termo de compromisso com o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans), criado pelo Governo Federal para reduzir em 50% o total de mortes de trânsito no país nos próximos 10 anos. Por meio do Pnatrans, foram criados Grupos de Trabalho (GT), que reúnem especialistas de diversos órgãos e entidades que integram o SNT (SENATRAN, DETRANS, órgãos municipais de trânsito, CETRANS, DNIT, DER, PRF, Polícia Militar e ANTT), das mais variadas regiões do país e das esferas federal, estadual e municipal, bem como representantes de universidades, organizações sociais, entidades do setor produtivo e corpo de bombeiros militar, a fim de propor e viabilizar a implantação de ações que tragam um retorno positivo à sociedade. Por Renan Medeiros — Assessoria de Imprensa — Secretaria de Estado da Comunicação — SECom
Publicada a licitação para a pavimentação da SC-414, entre Blumenau e Luiz Alves
Quem aguarda por uma obra há 60 anos, como a moradora da Vila Itoupava, Blumenau, Paula Steinbach, 71 anos, se emociona com a notícia do documento assinado nesta segunda-feira, 24, na Secretaria de Estado da Infraestrutura. Trata-se do edital de licitação para escolher a empresa que ficará responsável pela pavimentação da SC-414, que liga a localidade a Luiz Alves (passando por Massaranduba). A publicação já foi feita no Diário Oficial do Estado (DOE). Rodovia estratégica para ligar a SC-108 à BR-101, a SC-414 passará a ser, também, uma alternativa à BR-470 para quem mora na região ou precisa se deslocar. Além disso, facilita o acesso a escolas, postos de saúde, estabelecimentos comerciais e propriedades rurais. “Eu sou uma idosa e achei que não ia mais ver essa obra acontecer. Ninguém mais aguenta tanta poeira e tanta lama. Muita gente prometeu, mas agora é que a gente vê um documento assinado. Agora sim”, comemorou Paula, ao receber a notícia da licitação. O secretário de Estado da Infraestrutura e Mobilidade, tenente-coronel Thiago Vieira, explica que a política municipalista do Governo do Estado e a gestão colaborativa dos líderes da região auxiliaram para o andamento do processo. “O projeto de engenharia para a pavimentação era muito antigo, tinha cerca de 10 anos, e adiantei aos prefeitos que se conseguissem atualizar, licitaríamos a obra. A Associação dos Municípios do Vale do Itapocu (Amvali) providenciou o estudo e nos entregou em novembro. Agora,como prometido, estamos publicando o edital”, explicou Vieira. A obra O intendente do Distrito de Vila Itoupava, Blumenau, administrador Leandro Índio da Silva, destaca que a chegada do asfalto representa mais uma conexão direta entre a região norte de Blumenau e o litoral. São 12,79 km de estrada a serem pavimentados. Para isso, estão previstas obras como terraplenagem, pavimentação, drenagem, contenções, sinalização, duas pontes e outros serviços. O investimento previsto é de R$ 63,55 milhões. O prazo de execução é de 15 meses a contar da ordem de serviço. Por Bianca Backes — Vanessa Pires — Assessoria de Comunicação — Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade
Aberto período para renovação de carteira do transporte universitário
Quem não realizar o cadastro, perderá o direito ao benefício. A Secretaria de Educação, Cultura e Desporto de Presidente Getúlio já trabalha na abertura e atualização de cadastro para uso do transporte universitário e de cursos técnicos, custeado pela Prefeitura. O atendimento é realizado no 4º andar do paço municipal, das 8h às 12h e das 13h30 às 16h30, de segunda a sexta-feira. É necessário apresentar Carteira de Identidade, CPF, atestado de frequência ou matrícula e comprovante de residência no município (conta de luz ou água). Para quem já tem o cadastro, basta levar o atestado de frequência ou matrícula atualizados e a última via da carteirinha. Antigos e novos usuários devem apresentar comprovante de vacinação atualizado. O estudante que não realizar o cadastro, ficará impedido de entrar no ônibus e perderá o direito ao benefício.
Prefeitura de Ibirama abre processo seletivo para contratação de estagiários
A Prefeitura de Ibirama, por meio do Departamento de Recursos Humanos, está com processo seletivo para contratação de estagiários de níveis médio, técnico ou superior. Os interessados precisam ter 16 anos completos e matriculados em alguma instituição de ensino. O prazo de inscrições se encerra no dia 2 de fevereiro. Os interessados precisam acessar o site www.cieesc.org.br, e na aba Vagas e Editais, acessar o Processo Seletivo de Ibirama, e realizar a inscrição, conforme a vaga almejada. As informações também podem ser encontradas no site da Prefeitura de Ibirama. A condução de todo o Processo Seletivo será realizada pelo Centro de Integração Empresa-Escola de Santa Catarina (CIEE/SC), uma entidade de assistência social, sem fins lucrativos, de utilidade pública, com finalidade filantrópica e educacional. Dúvidas podem ser sanadas por meio dos telefones 3357-8518, com Rafael, ou diretamente com o CIEE, por meio do 3522-7567. Por Rafael Beling – Jornalista SC 03532-JP