Resgate insano: guincho provoca capotamento e destrói carro em Ibirama
O caso aconteceu em Ibirama, no Alto Vale do Itajaí no início de agosto e vídeo viralizou na internet. Receba as notícias da Rede Vale Norte no seu WhatsApp. Clique aqui. Um vídeo viralizou na internet nos últimos dias com um guincho destruindo um carro sendo puxado. O caso aconteceu em Ibirama, no Alto Vale do Itajaí no início de agosto. Nas imagens o guincho aparece puxando um Fiat Uno por uma corda. Durante o resgate, o carro acaba virando e batendo em um poste. A postagem ganhou a internet ao longo do mês. A reportagem do ND+ conseguiu contato com a dona do automóvel destruído. Dulceneia da Conceição Ribeiro, de 48 anos, contou que o caso aconteceu no início de agosto. Segundo a mulher, ela e o marido voltavam de um aniversário durante uma madrugada quando sofreram um acidente no local conhecido como Ribeirão das Pedras. Casal pretendia consertar o carro Por conta dos ferimentos a mulher precisou ser encaminhada ao hospital. O veículo, um Fiat Uno 1998, ficou no local para ser retirado posteriormente e ser avaliado se havia conserto. Porém, o carro nunca chegou a ser consertado. A dona do automóvel conta que conversou com o responsável pelo guincho. O homem afirmou que o carro já não tinha mais conserto e ofereceu R$ 300 pelo automóvel. A reportagem tentou contato com o perfil que publicou as imagens na internet, mas até o fechamento deste material não obteve sucesso. Por ND+
Jovem que portava arma de brinquedo é levado para a delegacia de polícia em Ibirama
Situação aconteceu nas proximidades da rua das Palmeiras, em Ibirama. Um jovem, menor de idade, foi levado para a Delegacia de Polícia Civil de Ibirama e o conselho tutelar foi acionado, após denúncia de que um masculino estaria portando uma arma de fogo na cintura, nesta segunda-feira (30), na Rua das Palmeiras em Ibirama. Receba as notícias da Rede Vale Norte no seu WhatsApp. Clique aqui. Durante a revista, a guarnição encontrou com o menor uma réplica de plástico, idêntica a uma arma de fogo verdadeira. Porte e comércio ilegais de arma de brinquedo podem ser considerados crime. O porte e o comércio ilegais de armas de brinquedo, réplicas ou simulacros de arma de fogo podem ser caracterizados como crime. É o que prevê o PL 3.031/2019, do senador Ciro Nogueira (PP-PI). A pena prevista é de detenção de três a seis meses para o porte e de seis meses para o comércio irregular. A matéria está em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O relator, senador Marcos do Val (Podemos-ES), é favorável à proposta. De acordo com o parlamentar, a legislação vigente “dá incentivos” ao uso de armas de brinquedo pelo criminoso. Ele afirma que, nos casos de roubo, por exemplo, a vítima não vai diferenciar uma arma real de um simulacro, e o crime será consumado. Entretanto, diante da lei, o responsável que usa uma arma falsa responderá apenas pelo roubo, não incidindo aumento de pena por emprego de arma de fogo e ou porte ilegal. O senador Ciro Nogueira ressalta em sua justificativa o “vácuo regulamentar” sobre o tema, responsável por deixar a população refém de crimes. “A arma de airsoft (jogo simulador de operações policiais), por exemplo, distingue-se das verdadeiras em detalhes mínimos tais como a ponteira laranja, que são muitas vezes removidas, e que, obviamente, num momento de pânico, não tem como se diferenciar de uma arma de fogo real”, afirma Ciro.
Pix terá novas regras para aumentar a segurança dos usuários
O Pix e outros meios de pagamento digitais sob supervisão do Banco Central terão mudanças para ampliar a proteção e segurança dos usuários. Entre as medidas estão o limite de R$ 1.000,00 para transações no horário noturno, prazo para efetivar o aumento de limite de transações e cadastro de contas que poderão receber Pix de maior valor. Receba as notícias da Rede Vale Norte no seu WhatsApp. Clique aqui. “Essas medidas todas vão diminuir as fraudes, vão proteger os clientes e os usuários de serviços de pagamentos e vão desincentivar os crimes. É um esforço conjunto do Banco Central, das autoridades policiais e das instituições financeiras, de pagamentos, cooperativas e participantes que ofertam esses serviços de pagamentos”, disse o diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, João Manoel Pinho de Mello. As alterações ainda não têm data determinada para entrar em vigor. “Imaginamos que em algumas semanas serão efetivas porque as instituições financeiras, de pagamento, cooperativas participantes devem ter tempo para se preparar para implantar as medidas”, explicou o diretor. Limite noturno A medida que estabelece o limite de R$ 1.000,00 valerá para operações entre pessoas físicas, incluindo Micro e Pequenos Empreendedores Individuais, entre as 20 horas e as 6 horas. Estão incluídas aí transferências entre contas dentro de uma mesma instituição, Pix, cartões de pagamento pré-pagos e de débito utilizados em transações de transferência e liquidação de TEDs. “Uma intervenção dessa protege o patrimônio das pessoas, não diminui a usabilidade dos meios de pagamento e desincentiva alguns crimes como o sequestro relâmpago se o fruto do crime pode ser de apenas R$ 1.000”, afirmou o diretor João Manoel Pinho de Mello. De acordo com ele, atualmente, 90% das transações realizadas por meio de Pix nesse horário estabelecido tem montante igual ou menor a R$ 500, portanto, o limite estabelecido terá pouco impacto na usabilidade do sistema de pagamentos. Os clientes ainda vão ter o direto de escolher e gerenciar seus limites no Pix. Eles poderão escolher não fazer transferências por meio de Pix em determinados períodos e poderão ter limites diferentes no período diurno e noturno. Mudanças no limite Outra alteração é que haverá um prazo mínimo de 24 horas e máximo de 48 horas para que seja efetivado o pedido do usuário para aumento de limites de transações, feito por canal digital. Isso vale para Pix, TED, DOC, transferências intrabancárias, boleto e cartão de débito. “Os clientes poderão reduzir ou aumentar seus limites com efeito imediato no caso de redução, mas com respostas entre 24 horas ou 48 horas após a solicitação no caso de aumento”, explicou João Manoel Pinho. Cadastro de contas Os usuários poderão ainda cadastrar previamente contas que receberão Pix acima dos limites estabelecidos, permitindo manter seus limites baixos para as demais transações. Será estabelecido um prazo mínimo de 24 horas para que a inscrição prévia de contas por canal digital produza efeitos, impedindo o cadastramento imediato em situação de risco. Redução de fraudes Para ampliar o combate às fraudes, passará a ser obrigatório que as instituições financeiras participantes do Pix marquem no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT) informações de contas com indícios de utilização em fraudes no Pix e em outras transações de pagamento e serviços bancários. Esse mecanismo já existe, mas atualmente é facultativo. Por Governo Federal
Julgamento sobre demarcações de terras indígenas tem gerado preocupação entre as famílias de agricultores
Julgamento histórico pode retirar 800 famílias de suas terras. Por Marcelo Zemke Rede Vale Norte O julgamento do caso de repercussão geral sobre demarcações de terras indígenas na pauta do Supremo Tribunal Federal (STF), tem gerado preocupação entre as famílias de agricultores, que tiram o sustento a agricultura familiar. Por um lado, está a terra indígena formada por sete aldeias, que juntas somam 14 mil hectares e os índios querem que a área seja ampliada para 37 mil hectares. Em outro, estão as famílias de agricultores dos municípios de Vitor Meireles, José Boiteux, Itaiópolis e Doutor Pedrinho. Estes, estão apreensivos em ter que deixar suas terras, casas e animais, além de impactar diretamente na economia destes municípios. Receba as notícias da Rede Vale Norte no seu WhatsApp. Clique aqui. Um dos municípios mais impactados com a ação está Vitor Meireles onde há 809 cadastros de produtores familiares. Um deles é de Vilmar Heidmann, que em sua propriedade, na Serra da Abelha, produz mais de 1,2mil litros de leite por dia pela pecuária sustentável, com o uso de pastagem perene, além de produção de milho para a silagem. Segundo os próprios agricultores, caso seja revogado o marco temporal, em área de 15 municípios, 100 mil hectares poderiam ser demarcados, atingindo cerca de 3,5 mil famílias. Assim como os demais agricultores que argumentam que compraram as terras de boa-fé e que a maioria dos títulos de propriedade remontam aos anos de 1890 e 1910, a propriedade da família Heidmann compradas pelo avô, obedecendo todos os tramites legais, com escrituras. “No ponto de vista, isso seria uma injustiça. Se tivéssemos invadido as terras a situação seria outra, mas as terras foram compradas da colonizadora já escrituradas na época. Se tiver que sair daqui, onde vou colocar meus animais? Seria uma injustiça, pois temos vínculos aqui, desde o nascimento e temos parentes sepultados no cemitério da comunidade ”, diz Heidmann. Um dos pontos defendidos é a ampliação da reserva na direção oposta, onde há grandes áreas desabitadas com mata nativa e pré-disposição proprietários em vender para a União, além de acesso mais fácil às rodovias pavimentadas. Culturalmente, os índios ajudariam na preservação destas áreas. Marco Temporal O debate do processo de demarcação (PDC) 480/08 começou há 12 anos e a decisão deverá impactar diretamente nos municípios. A tese do Marco Temporal afirma que só pertenceriam aos índios as terras em que eles estavam no dia 5 de outubro de 1988, data de aprovação da Constituição Federal. Já os indígenas reivindicam terras que eles supostamente ocupavam anteriormente a essa data. O agricultor Francisco Jeremias, que nasceu na pequena propriedade herdada de seu pai, também é produtor de leite, e a família cria ainda suínos e aves. Nela, moram sua esposa, filhos e netos. Ele lembra que a Terra Indígena Ibirama Laklaño foi criada pelo Estado de Santa Catarina em 1926 e o limite da área, com 14 mil hectares, foi fixado em 1952 em comum acordo com o Serviço de Proteção ao Índio. “As terras de nossos índios foram demarcadas em 1926. Há quase cem anos, o agricultor sempre respeitou as escrituras e sempre viveu em harmonia com os índios. Temos escrituras públicas do século passado que compravam que nenhum agricultor invadiu estas terras. Ter uma escritura de 100 anos e dizer que não mais seu é muito triste”, avaliou Francisco Jeremias. Só em Vítor Meireles, há 809 cadastros de produtores familiares. A tese do marco temporal chegou ao STF por meio de uma ação de reintegração de posse movida pelo governo de Santa Catarina contra o povo Xokleng, referente à Terra Indígena (TI) Ibirama-Laklãnõ, onde também vivem indígenas das etnias Guarani e Kaingang. “Se realmente ocorrer isso em pleno 2021, poderão ocorrer tragédias aqui no Vale Norte e não queremos que isso ocorra”, alertou o Francisco. Outro agricultor da Serra da Abelha, Tarcísio Böing conta que a conivência com indígenas sempre foi pacífica, com a realização até de campeonatos de futebol na comunidade. Ela aponta uma estrada, que faz divisão entre a área pretendida pelos povos indígenas. “Até hoje não entendemos o porquê esta área ser indígena e a outra não. Qual critério? São cerca de 2,5 mil ou 3 mil pessoas que poderão perder suas casas e suas terras. Sem agricultura e sem agricultor, não há humanidade”, diz Tarcísio. Em apoio à tese do marco temporal, na última sexta-feira, em entrevista ao Canal Rural, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a derrubada da restrição “seria um caos para o Brasil e também uma grande perda para o mundo”. “Essas terras, que hoje são produtivas, poderiam deixar de ser produtivas. E outras reservas, pela combinação geográfica delas, poderiam inviabilizar outras áreas produtivas”, justificou. O caso em disputa A TI Ibirama-Laklãnõ está localizada entre os municípios de Doutor Pedrinho, Itaiópolis, Vitor Meireles e José Boiteux, tem um longo histórico de demarcações e disputas, que se arrasta por todo o século XX, no qual foi reduzida drasticamente. Foi identificada por estudos da Fundação Nacional do Índio (Funai) em 2001, e declarada pelo Ministério da Justiça, como pertencente ao povo Xokleng, em 2003. Os indígenas nunca pararam de reivindicar o direito ao seu território ancestral. Em 2019, o povo Xokleng foi admitido pelo relator do caso, o ministro Edson Fachin, como parte no processo, por ser diretamente afetado pela decisão a ser tomada nesta ação. A admissão foi considerada uma importante vitória para os povos indígenas, que lutam, há anos, pela efetivação do direito de acesso à justiça garantido a eles na Constituição Federal de 1988. “Esse julgamento é muito importante para nós e para toda a sociedade, pois os povos indígenas lutam não só pelos seus direitos, mas também pelo meio ambiente. O que nós queremos e precisamos é que o STF garanta nossos direitos, e que sejam reconhecidas as terras que são nossas. O marco temporal é uma afronta aos povos indígenas, que busca tirar o direito dos povos às suas terras tradicionais”, avalia a liderança do povo Xokleng Brasílio Priprá ao Conselho Indigenista Missionário (Cimi).
SC tem 96,3% dos municípios com saldo positivo de empregos, melhor resultado do país
Os municípios catarinenses estão obtendo destaque nacional quando o assunto é a geração de empregos. No acumulado dos últimos 12 meses, 96,3% das cidades de Santa Catarina tiveram saldo positivo de postos de trabalho. Trata-se do melhor resultado do país, segundo os dados divulgados na última semana pelo Ministério da Economia, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Em números gerais, 284 cidades catarinenses registraram mais contratações do que demissões entre agosto do ano passado e julho deste ano, ao passo que apenas onze municípios tiveram saldo negativo. Receba as notícias da Rede Vale Norte no seu WhatsApp. Clique aqui. No período, foram gerados 232.973 empregos formais em Santa Catarina, resultado absoluto inferior apenas a São Paulo e Minas Gerais, os dois estados mais populosos da federação. Outro dado reforça o bom momento econômico: 11 cidades catarinenses aparecem entre as 100 que mais geraram vagas. Isso ocorre apesar de apenas Joinville, Florianópolis e Blumenau estarem no top 100 nacional em relação ao número de habitantes. Para o governador Carlos Moisés, os dados do Caged reforçam a imagem de Santa Catarina como um estado com poucas desigualdades regionais. Ele salienta que os municípios catarinenses que mais geraram empregos estão em diferentes regiões. São eles: Joinville (saldo de 23.174 vagas em um ano), Blumenau (13.266), São José (13.028), Itajaí (12.144), Florianópolis (12.107), Chapecó (8.068), Jaraguá do Sul (6.577), Palhoça (6.463), Criciúma (6.407), Brusque (6.205) e Balneário Camboriú (5.473). “Nossa economia é forte e diversificada. Cada região contribui à sua maneira, mas os empregos estão sendo criados em todos os lados. Isso é um sinal do dinamismo de Santa Catarina. O Governo está atuando para atrair cada vez mais investidores, oferecendo segurança jurídica para que eles possam prosperar, trazendo mais riquezas e desenvolvimento para a nossa terra”, disse o governador. Carlos Moisés ressalta ainda que a taxa de desemprego no estado está na casa dos 6%, enquanto a média nacional segue superior a 14%. O Caged informa ainda que apenas em Santa Catarina os desligamentos a pedido do trabalhador são superiores às demissões sem justa causa. “Isso mostra que o trabalhador catarinense está se movimentando dentro do mercado de trabalho formal, conseguindo empregos com salários melhores. Vale lembrar que também temos a menor taxa de informalidade da economia no Brasil”, complementou o governador. “Uma das principais características que chama a atenção da economia catarinense é a sua diversidade. E isto se reflete nos dados do Ministério da Economia. Santa Catarina tem um crescimento isonômico, conforme mostram o Caged, onde 96% das cidades apresentaram saldo positivo nas contratações. O Governo de Santa Catarina trabalha em conjunto com o setor produtivo para facilitar a vida de quem empreende e gera mais oportunidades à população”, frisou o Secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Luciano Buligon. Por Leonardo Gorges Assessoria de Imprensa Secretaria Executiva de Comunicação – SECom
Ibirama realiza Conferência de Assistência Social
A Secretaria Municipal de Assistência Social e Habitação e o Conselho Municipal de Assistência Social realizam nesta terça-feira, 31, a XII Conferência Municipal de Assistência Social. O evento tem início às 13h e será realizado no Pavilhão de Eventos Manoel Marchetti. Segundo a organização, todas as normas sanitárias de prevenção a disseminação da Covid-19 serão adotadas. Receba as notícias da Rede Vale Norte no seu WhatsApp. Clique aqui. O tema definido para este ano é: Assistência Social: Direito do povo e Dever do Estado, com financiamento público para enfrentar as desigualdades e garantir a proteção social. De acordo com a Secretária de Assistência Social de Ibirama, Fabiani Tenfen Soberanski, o evento atende a uma resolução do Conselho Nacional de Assistência Social e tem como objetivo avaliar a situação atual e avanços do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), como também, propor diretrizes para o aperfeiçoamento do Sistema. “É a oportunidade das pessoas participarem e exporem suas ideias, ampliando a discussão entre poder público e comunidade. É dessa forma que poderemos criar ou otimizar políticas públicas voltadas ao atendimento de pessoas vulneráveis em nossa cidade”, destacou. Durante o evento, o bate-papo será com a Assistente Social e Especialista em Saúde da Família, Idemara Ventura Voltolini, e a Psicóloga e Agente de Desenvolvimento Regional, Ana Carolina da Cunha Capistrano, que abordarão as formas de melhoramento das políticas públicas voltadas ao atendimento social. “Nossa intenção é permitir um amplo debate com a comunidade, para que possamos sair da Conferência com diretrizes e metas bem definidas, as quais impactarão diretamente no melhor atendimento aos usuários do SUAS”, destacou Fabiani. Durante o evento também serão definidos os delegados que participarão das conferências estadual e nacional de Assistência Social, que serão realizadas em formato online. Programação: 13h – Abertura 13h30min – Palestra Magna e discussão de eixos 16h – Coffee-break 16h20min – Eleição de delegados e encaminhamentos Assessoria de Comunicação da Prefeitura de IbiramaTexto: Rafael Beling – Jornalista SC 03532-JP