Prefeitos fazem apelo ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes: “Chegamos no limite” Receba as notícias da Rede Vale Norte no seu WhatsApp. Clique aqui. Com o excesso de chuvas, um antigo problema voltou a preocupar os motoristas que trafegam na BR-470. Além dos remendos já existentes, novos buracos tornaram o percurso perigoso. Com a intensificação das chuvas no último fim de semana, uma série de buracos na BR-470 causou muita ‘dor de cabeça’ em motoristas que trafegam pela rodovia. Durante a semana, os buracos na pista de rolamento causaram lentidão, e danificaram os pneus de uma série de veículos que trafegavam pelo local. Imagens circulam nas redes sociais com relatos de pneus estourados e danos na suspensão dos veículos. O chefe da unidade local do DNIT em Rio do Sul, Cristhiano Zulianello dos Santos, informou que serviços paliativos de tapa-buracos foram feitos até a quinta-feira, dia 24 na rodovia. “Foram feitos trabalhos de tapa buracos entre a Serra São Miguel até a proximidade de Ponte Rio Itajaí II. O número de buracos é muito grande, e as vezes a equipe não dá conta. Estamos sempre correndo atrás, pois mal terminamos um trecho, vem a chuva e abre outros buracos”, informou ao JVN. Ele também adiantou que a licitação da atual empresa que presta serviços ao órgão está em fase de transição, o que dificulta os trabalhos. Obras e recuperação Zulianello destacou que as obras de recomposição asfáltica devem ocorrer no segundo semestre deste ano. “Estamos contratando uma nova empresa para fazer a manutenção da rodovia e a licitação deve ocorrer no mês de julho’, prevê. Segundo ele, será priorizado o trecho entre os municípios de Ascurra e Apiúna. “Até o fim do ano, acredito que vamos recuperar entre 10 a 12 quilômetros da BR-470. Vamos focar primeiramente entre Ascurra e Apiúna, que disparadamente é o pior trecho da rodovia. Depois, conforme o orçamento, vamos adiantar mais alguma coisa, como a parte que está desmoronando na Curva da Garapeira, na Serra São Miguel. Mas isso vai depender do orçamento que tivermos em mãos, senão, ficará para o ano que vem”, enfatizou. Motoristas cobram soluções O motorista de caminhão, Alexandro Haskel é um dos usuários da BR-470 que que trafegam pela rodovia todos os dias. Morador de Ascurra, ele fez um desabafo e cobrou mais agilidade nas obras e melhorias. “Essa BR-470 é uma vergonha. Temos quase que parar em cima da pista para poder evitar os buracos e trafegar na via. Cadê os deputados e o governador de Santa Catariana? Faço um apelo para que trafeguem de carro pela 470 por uma semana para ver os custos uma suspenção ou de pneus estourados. Eles não pagam nada, mas nós pagamos tudo isso quando temos que arcar com os prejuízos”, desabafa. A manutenção da rodovia é de responsabilidade federal, através do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). No mês de abril houve o anúncio de corte de R$ 136,5 milhões no orçamento federal para obras de infraestrutura de SC, afetando a execução de obras nas BRs 470, 282, 280, 163 e 285. DNIT deverá intensificar trabalhos Em reunião na terça-feira, dia 22, com prefeitos dos municípios, o superintendente Regional do DNIT em Santa Catarina, Ronaldo Carioni Barbosa, assumiu o compromisso de intensificar os trabalhos na recuperação da via. Ele ouviu as demandas dos municípios sobre a BR-470, que corta as cidades e desempenha um papel fundamental na vida da população. Fora do projeto atual de duplicação da rodovia, o trecho se encontra em situação muito precária, com muitos buracos e pouca sinalização, deixando o tráfego perigoso. O superintendente falou sobre o orçamento destinado para a BR-470, que caiu com o passar dos anos, sendo de R$ 83 milhões em 2021. Ele adiantou que, ainda nesta semana, acontece a operação tapa-buracos emergencial neste trecho. Mesmo assim, reconheceu que a necessidade é de uma revitalização total da via, operação que já tem recurso garantido e necessita da licitação e assinatura do contrato com a empresa responsável pela obra. Nos últimos dias, os prefeitos da região utilizaram as redes sociais para mobilizar a população solicitando melhorias no trecho da rodovia federal entre as cidades de Indaial e Ibirama, que passa também por Rodeio, Ascurra e Apiúna. Estavam presentes a deputada federal Geovania de Sá, o prefeito de Apiúna, Marcelo Doutel da Silva, prefeito de Ascurra, Arão Josino, prefeito de Ibirama, Adriano Poffo, e o prefeito de Rodeio, Valcir Ferrari. “Sabemos que situação é drástica em ter que chegar neste ponto de reunir prefeitos. Chegou ao ponto de não dar mais de suportar isso, pois a vida das pessoas está em risco, fora que o desenvolvimento da região também é afetado. Chegamos no limite”, disse Adriano Poffo. Por Marcelo Zemke Rede Vale Norte
Presidente Getúlio avança no turismo
Projeto pioneiro no município fica na segunda colocação em programa nacional de incentivo ao turismo. Receba as notícias da Rede Vale Norte no seu WhatsApp. Clique aqui. O Programa Caminhos do Campo, que teve o início das atividades em Presidente Getúlio e possui participantes do município, foi selecionado para o projeto Experiências do Brasil Rural, desenvolvido pelo Ministério do Turismo, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e pela Universidade Federal Fluminense. O projeto foi o segundo colocado, entre oito contemplados, numa seleção de 52 participantes. Como prêmio, as famílias receberão assessoria e capacitações constantes. “Entre os módulos, estão estrutura, parte financeira e boa acolhida. São assuntos que darão sustentação aos negócios”, explica o diretor de Turismo de Presidente Getúlio, Amadeu Gonçalves. A ideia é apoiar e promover o turismo em áreas rurais do país, impulsionando produtos e serviços da agricultura familiar, associados ao turismo, diversificando a oferta turística brasileira, apoiando a formatação e o posicionamento de produtos e roteiros de experiências no meio rural. Desse modo, todos os órgãos envolvidos vão auxiliar os selecionados de diversas formas. Programa Caminhos do Campo O projeto Caminhos do Campo idealizado pela pela assessora de Turismo da Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí (Amavi), Fabiana Dickmann começou a ser desenvolvido em Presidente Getúlio. Desde o lançamento em 2018, 20 famílias juntaram-se ao programa. No momento, estão a disposição dos visitantes, através do programa, pousadas, restaurantes, cafés, produtos orgânicos como mel, cachaça, geleias, doces e uma variedade de produtos a base de leite, além de cachoeiras e outros atrativos naturais. Por Assessoria Prefeitura de Presidente Getúlio
Obras do novo quartel da PM de Ibirama devem iniciar nos próximos dias
Foi realizado na tarde desta quinta-feira, no auditório do Sesi de Ibirama, o ato de assinatura da ordem de serviço para construção do novo quartel para a 2ª Companhia de Polícia Militar de Ibirama. A corporação é integrada ao 13º Batallhão de Polícia Militar de Rio do Sul (13º BPM). Receba as notícias da Rede Vale Norte no seu WhatsApp. Clique aqui. O prefeito de Ibirama, Adriano Poffo, agradeceu o empenho do Governo de Santa Catarina, principalmente da Secretaria de Segurança Pública, para a execução da obra. Lembrou ainda que metade do recurso foi encaminhado por meio de emenda parlamentar do deputado estadual, Jerry Comper. “Esta é uma conquista importante para toda a comunidade ibiramense e também para os policiais militares que atuam na região, que terão um espaço amplo para prestar um melhor atendimento a população”, destacou. A obra terá uma área construtiva de 452,34 m², sendo que o prazo estimado para conclusão é de 210 dias. A nova estrutura conta com sala de vídeo-monitoramento, sala de instrução, recepção, salas para as seções administrativas, alojamentos e recepção. O terreno, doado pelo município de Ibirama, é localizado na rua Blumenau, nas proximidades da Delegacia de Polícia Civil de Ibirama. O investimento previsto será de R$ 1.130.716,91. O deputado estadual, Jerry Comper, explica que parte dos recursos para a edificação foram disponibilizados por meio da sua cota de emendas parlamentares. “Foi um pedido feito pelo prefeito Adriano e nesta união de forças junto ao comandante-geral, Dionei Tonet, e ao governador, Carlos Moisés, vamos tirar este importante projeto do papel e torná-lo uma realidade”, comemorou. O comandante-geral da Polícia Militar de Santa Catarina, Coronel PM Dionei Tonet, conta que a construção do novo quartel ofertará aos profissionais de segurança pública melhores condições de trabalho. “Todo o espaço foi projetado para atender as demandas de trabalho da 2ª Companhia de forma mais cômoda e funcional, o que deverá impactar diretamente num melhor serviço a população do Vale Norte”, afirmou. Também estiveram presentes na solenidade, o presidente da Câmara de Vereadores de Ibirama, Valdemar Schaefer, o comandante do 13º BPM, Tenente-coronel PM Anderson Mello Maia, o Comandante da 2ª Companhia de Polícia Militar de Ibirama, Gustavo Filipe de Oliveira Córdova, o proprietário da empresa JC Construções e Pavimentações LTDA, vencedora da licitação, Vilmar Vendrami e representantes da Sociedade Civil Organizada. Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Ibirama Texto e fotos: Rafael Beling – Jornalista SC 03532-JP
Governo de SC, líderes e entidades do Vale do Itajaí propõem concentrar recursos estaduais nos lotes 1 e 2 da BR-470
O governador Carlos Moisés, entidades empresariais, parlamentares catarinenses e autoridades do Vale do Itajaí propuseram que os recursos estaduais a serem investidos na obra de duplicação da BR-470 sejam concentrados nos lotes 1 e 2, entre Navegantes e Gaspar, para acelerar a entrega dos trabalhos. O trecho compreendido pelos dois lotes já está com frentes de trabalho abertas e não necessita de desapropriações. O Governo do Estado está autorizado a injetar R$ 200 milhões neste ano na rodovia, valor necessário para finalizar a obra até Gaspar. Receba as notícias da Rede Vale Norte no seu WhatsApp. Clique aqui. Segundo o chefe do Executivo estadual, a concentração de recursos fará com que a obra seja acelerada, de modo a garantir um benefício para os moradores do Vale do Itajaí. A atual proposta do Governo Federal é de alocar R$ 50 milhões em cada um dos quatro trechos, que vão até Indaial. “O Governo do Estado entende que alocar os recursos nos lotes 1 e 2 é a melhor solução para o Vale do Itajaí e para Santa Catarina no momento. Ao concentrarmos os valores, conseguiremos resolver parte do problema mais rapidamente. O dinheiro já está disponível. Precisamos apenas formalizar o convênio”, ressalta o governador. Conforme o secretário de Estado da Infraestrutura, Thiago Augusto Vieira, a reunião teve o intuito de ouvir as entidades de classe e os parlamentares, de modo a chegar num denominador comum. Ele conta que o Governo do Estado já havia manifestado o seu interesse ao Ministério da Infraestrutura e diz que espera a compreensão das autoridades de Brasília. “Foi consenso nas manifestações que o caminho a ser seguido é a centralização dos recursos para que possamos finalizar os lotes 1 e 2. À medida que isso aconteça, os lotes 3 e 4 passam a ser tocados com as verbas do Governo Federal, que teriam de ser pulverizadas em toda a obra. Dessa maneira, a União também consegue concentrar nos lotes 3 e 4 e nós conseguimos ter um bom avanço na obra. Se conseguirmos resolver rapidamente esse entrave administrativo, tenho convicção de que estaremos finalizando essa obra (lotes 1 e 2) no primeiro semestre do ano que vem”, diz Vieira. Para o deputado federal Hélio Costa, a proposta de Carlos Moisés vai ao encontro dos interesses do Vale do Itajaí: “A minha posição é a mesma do governador. Se o Governo Federal não bota os recursos, o Governo do Estado fará o investimento. Isso fará com que cresça o PIB da região. A reunião de hoje foi muito proveitosa e republicana. Acredito que o governador está correto em suas explanações”. A reunião também teve a presença da coordenadora do Fórum Parlamentar Catarinense, deputada federal Angela Amin, e dos senadores Esperidião Amin e Dario Berger, além do deputado estadual Vicente Caropreso. Quem também esteve presente no encontro em Florianópolis foi o prefeito de Gaspar, Kleber Wan-Daal. Segundo ele, a atitude do Governo do Estado de aportar recursos estaduais em uma obra federal é louvável. Wan-Daal crê que seja necessária uma sinergia entre os diversos setores da sociedade para a duplicação da BR-470, enfim, ganhe ritmo. “Essa é uma obra extremamente necessária, que está atrasada há muitos anos. A participação do Governo do Estado é muito importante. Concordamos que esses R$ 200 milhões fiquem para os lotes 1 e 2. Toda a região será beneficiada com isso. Fizemos uma série de contatos com lideranças políticas e empresariais do Vale do Itajaí e todos concordam com isso. A nossa parte aqui é no sentido de colaborar”, diz o prefeito. Os empresários da região também foram unânimes em apoiar a proposta do Governo do Estado. Segundo o vice-presidente regional da Federação das Associações Empresariais (Facisc), Rinaldo Luiz de Araújo, os lotes 1 e 2 da BR-470 e o Contorno Viário da Grande Florianópolis são os grandes gargalos logísticos de Santa Catarina hoje. “Nós estamos com as obras há muito tempo na BR-470 e quase nada foi concluído até o momento. É pouco razoável espalharmos recursos em todos os lotes e não ter nada acabado. A nossa região cresce em função do porto e da logística. A movimentação de veículos é dramática. A classe empresarial está cansada. Temos a possibilidade de entregar uma parte dela, onde está o principal gargalo. Para o ano que vem, como o próprio governador falou, nós teríamos mais recursos para colocar nos demais lotes”, diz Araújo. Segunda pista do aeroporto de Navegantes em pauta A construção de uma segunda pista no aeroporto de Navegantes também foi tratada durante a reunião desta quarta-feira em Florianópolis. Todos os presentes concordaram com a necessidade do equipamento, que não está previsto na concessão realizada pelo Governo Federal. O assunto atualmente está judicializado. O Governo do Estado entrou com uma ação no STF sobre o tema, e o ministro Ricardo Lewandowski ordenou uma conciliação. A intenção do Governo do Estado é que a concessionária inclua a construção da segunda pista no seu plano de negócios. “Essa é uma demanda de Santa Catarina. O aeroporto de Navegantes é um grande hub. Ela está ao lado da BR-101 e da BR-470 e do segundo maior complexo portuário do Brasil. Precisamos do aeroporto para fazer a intermodalidade. Isso trará o desenvolvimento da região”, diz o secretário Thiago Viera. Por Leonardo Gorges Assessoria de Imprensa Secretaria Executiva de Comunicação – SECom
Dia de Cooperar: um dia histórico marcado pelo bem
Todo ano o Sicredi comemora o Dia C (Dia de Cooperar), uma iniciativa nacional organizada pela Organização das Cooperativas Brasileiras (Sistema OCB) que busca demonstrar a força do Cooperativismo em prol das transformações sociais. Nesse dia, as organizações participantes realizam ações de responsabilidade social nas comunidades, alinhadas aos princípios do cooperativismo, por meio de iniciativas de voluntariado. Receba as notícias da Rede Vale Norte no seu WhatsApp. Clique aqui. Em 2021, essa data tem um objetivo ainda maior: minimizar os impactos da pandemia, em especial na mesa dos brasileiros. E se o assunto é cooperação para um mundo melhor, a Sicredi Cooperação RS/SC apoia a causa. Nesse sentido, o Presidente da Cooperativa, Gervásio Jorge Diel, destaca a importância de iniciativas que promovam impactos positivos nas Comunidades. “Como uma Instituição Financeira Cooperativa, mantemos o propósito de manter viva a essência do Cooperativismo na cultura da nossa Cooperativa e fazemos isso por meio de iniciativas educacionais, culturais, sociais e sustentáveis, como as promovidas pelo Dia C”, explica Diel. Como participar Fazer o bem de modo muito mais fácil e prático. Esse é o objetivo do Sicredi com as ações do Dia C 2021. Para fazer desta data um dia marcado pela solidariedade, os interessados podem realizar as doações até o dia 18 de julho, sem sair de casa através de Pix, depósito ou transferência bancária. As doações arrecadadas serão destinadas à compra de alimentos que serão distribuídos a entidades sociais e/ou famílias em situação de vulnerabilidade social. As doações serão destinadas às entidades sociais e famílias das comunidades onde a Sicredi Cooperação RS/SC atua. Para fazer uma doação via Pix, utilize o e-mail [email protected] como chave. Já os depósitos e transferências podem ser realizados para a seguinte conta: Sicredi – 748, agência 0100, conta corrente 21170-2. CNPJ 07.430.210/0001-69 – Fundação de Desenvolvimento Educacional e Cultura do Sistema de Crédito Cooperativo.
Supremo adia julgamento decisivo e povos indígenas seguem na luta contra o marco temporal
Caso volta para pauta de votação do Supremo em agosto, período que marca o reconhecimento internacional dos povos indígenas Receba as notícias da Rede Vale Norte no seu WhatsApp. Clique aqui. Na sessão do dia (30) do Supremo Tribunal Federal (STF) foi encerrada sem que o caso sobre demarcação de terras indígenas fosse julgado. Depois do presidente da Corte, Luiz Fux, garantir que o caso retornaria à pauta após o recesso do STF, o julgamento foi remarcado para o dia 25 de agosto. Mobilizados há semanas em Brasília e nos territórios em todas as regiões do país, os indígenas esperavam que a Corte analisasse a ação de reintegração de posse movida pelo governo de Santa Catarina contra o povo Xokleng, referente à Terra Indígena (TI) Ibirama-Laklãnõ, onde também vivem os povos Guarani e Kaingang. Com status de “repercussão geral”, a decisão tomada neste julgamento servirá de diretriz para a gestão federal e todas as instâncias da Justiça, também de referência a todos os processos, procedimentos administrativos e projetos legislativos no que diz respeito aos procedimentos demarcatórios. “Infelizmente não foi votada a repercussão geral, mas vamos continuar na luta, como sempre, pela demarcação das nossas terras e em defesa do meio ambiente. O Supremo se comprometeu em marcar o julgamento para agosto, e nós seguiremos mobilizados. O marco temporal é uma afronta aos direitos indígenas que nós não aceitamos”, alerta Brasílio Priprá, liderança do povo Xokleng. “Temos que continuar na resistência. É necessário que a gente continue na mesma pegada, na mesma luta. Agosto tem que ser o mês da luta!” O adiamento da decisão reforça o quanto é necessária a luta travada pelos povos. “Temos que continuar na resistência. É necessário que a gente continue na mesma pegada, na mesma luta. Agosto tem que ser o mês da luta!”, afirmou Kretã Kaingang, coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e um dos organizadores do acampamento Levante pela Terra, que mobiliza desde o dia 8 de junho mais de 850 pessoas de 50 povos, na capital federal. O mês de agosto é marcado pelo reconhecimento internacional dos povos indígenas e segundo Sonia Guajajara, coordenadora executiva da Apib, a luta por direitos segue firme, em todo o país, até a nova data do julgamento. “Estamos aqui hoje mais uma vez fazendo esse chamado para o ‘agosto indígena’. Voltaremos em agosto para Brasília para lutar contra todos esses retrocessos, contra todas essas medidas anti-indígenas que tramitam no âmbito dos três poderes da União”. Adiamentos O julgamento estava marcado anteriormente para 11 de junho deste ano, em plenário virtual, mas foi suspenso por um pedido de “destaque” do ministro Alexandre de Moraes, um minuto após começar. Os demais ministros sequer chegaram a depositar seus votos. Apesar disso, o voto do relator, ministro Edson Fachin, foi divulgado. O presidente da Corte, Luiz Fux, recolocou o caso na pauta desta quarta-feira (30), mas não houve tempo para analisar o processo, que agora segue para julgamento no dia 25 de agosto. Mesmo com a indecisão em relação a nova data do julgamento, os indígenas afirmam seguir mobilizados. “Temos que continuar na resistência. É necessário que a gente continue na mesma pegada, na mesma luta. Agosto tem que ser o mês da luta!”, afirma Kretã. “Eles (ministros e ministras) não têm noção do sofrimento daqueles que moram embaixo de uma lona na beira da estrada e que tão dentro de uma retomada sofrendo ameaça, sofrendo reintegração de posse, lideranças criminalizadas. Os ministros não têm noção disso”, enfatizou a liderança. A TI Ibirama-Laklãnõ está localizada entre os municípios de Doutor Pedrinho, Itaiópolis, Vitor Meireles e José Boiteux, 236 km a noroeste de Florianópolis (SC). A área tem um longo histórico de demarcações e disputas, que se arrasta por todo o século XX, no qual foi reduzida drasticamente. Foi identificada por estudos da Fundação Nacional do Índio (Funai) em 2001, e declarada pelo Ministério da Justiça, como pertencente ao povo Xokleng, em 2003. Os indígenas nunca pararam de reivindicar o direito ao seu território ancestral. No processo de repercussão geral, os ministros também vão analisar a determinação do ministro Edson Fachin, de maio do ano passado, de suspender os efeitos do Parecer 001/2017 da Advocacia-Geral da União (AGU). A norma oficializou o chamado “marco temporal”, entre outros pontos, a tese vem sendo usada pelo governo federal para paralisar e tentar reverter as demarcações. Na mesma decisão do ano passado, Fachin suspendeu, até o final da pandemia da Covid-19, todos os processos judiciais que poderiam resultar em despejos ou na anulação de procedimentos demarcatórios. Essa determinação também deverá ser apreciada pelo tribunal. Terra Indígena (TI) Ibirama-Laklãnõ A terra indígena é formada por sete aldeias, que juntas somam 14 mil hectares. Os índios querem que a área seja ampliada para 37 mil hectares. O processo de demarcação (PDC) 480/08 é objeto de debate com a comunidade e deverá impactar diretamente nos municípios de Vitor Meireles, José Boiteux, Itaiópolis e Doutor Pedrinho. Uma das soluções para o impasse estaria em ampliar a reserva em direção oposta, onde há grandes áreas, sem agricultores e uma pré-disposição dos proprietários em vender para a União, além de terras pertencentes ao Estado, e com isso, investir muito menos recursos. Drama dos agricultores Segundo levantamento, está comprovado que na área residem famílias de pequenos agricultores em 457 pequenas propriedades, com média de 15 hectares. O movimento econômico destes municípios depende, em sua grande parte, da atividade agrária, agricultura familiar e policultivo. “A demarcação irá prejudicar quase 500 famílias, milhares de colonos que retiram seu sustendo em regime de agricultura familiar de suas únicas propriedades. São aproximadamente 2mi pessoas que serão destituídas de suas terras. Na maioria dos casos possuem o título da propriedade emitido no século passado, pelo governo do Estado de SC”, aponta o levantamento.
Judiciário catarinense restabelece retorno gradual ao trabalho presencial hoje
A partir de hoje, quinta-feira (1º/7), a retomada gradual das atividades presenciais será restabelecida pelo Poder Judiciário de Santa Catarina (PJSC) em todas as comarcas do Estado. O movimento de retorno deverá respeitar percentuais escalonados: até 20% do quadro de pessoal da unidade nas comarcas que se encontram em regiões de saúde com risco potencial de contágio gravíssimo (vermelho); de 30% do quadro de pessoal da unidade nas comarcas com risco potencial grave (laranja); e de 50% da unidade nas comarcas com risco potencial alto (amarelo). A administração avaliará constantemente a viabilidade e a conveniência da revisão dos limites percentuais atualmente estabelecidos. O retorno gradual foi planejado a partir da atuação do grupo de monitoramento da Covid-19 no Judiciário e da Diretoria de Saúde, contando com a aprovação unânime do corpo diretivo. Conforme a resolução conjunta assinada pelo presidente do PJSC, desembargador Ricardo Roesler, e pela corregedora-geral da Justiça, desembargadora Soraya Nunes Lins, o número de servidores que retornará às atividades presenciais será definido pelos gestores das unidades, com possibilidade de implementação de rodízio, mediante escala previamente encaminhada a todos os servidores designados para o retorno às atividades presenciais. A resolução considera que o cronograma estadual de vacinação prevê a imunização de todas as pessoas com 18 anos ou mais até o mês de outubro, com a primeira dose ou dose única. Assim, o ato normativo também determina que a vacinação contra a Covid-19 será obrigatória para todos os magistrados, servidores, funcionários terceirizados, estagiários e voluntários do PJSC a partir da data em que a aplicação estiver disponível para a faixa etária respectiva, conforme o calendário estadual de vacinação. Portal concentra informações úteis para o retorno gradual Para assegurar que as atividades presenciais ocorram em condições controladas e em plena observância às medidas de segurança, servidores e magistrados terão acesso a todas as informações e protocolos necessários à preservação da saúde no portal “Retorno gradual do trabalho presencial”. Entre outros conteúdos, a página reúne as notícias mais recentes relacionadas à pandemia do novo coronavírus e as edições do programa “Palavra do Presidente” com a mesma temática. Orientações em vídeo Os públicos interno e externo do Poder Judiciário de Santa Catarina ainda podem conferir os procedimentos e recomendações para ingresso nas unidades do PJSC e comparecimento em determinados atos durante o período de restrição. Os vídeos estão disponíveis neste link. Atendimento pelo Balcão Virtual, Central da CGJ, WhatsApp e e-mails Preferencialmente, quem entra em contato com as 384 varas distribuídas nas 111 comarcas do PJSC deve optar pelo Balcão Virtual, pela Central de Atendimento da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ), pelo WhatsApp Business ou pelos e-mails. Assim, os contatos telefônicos devem ser evitados. A última criação foi o Balcão Virtual, que simula o atendimento presencial por uma chamada de videoconferência. Sem a necessidade de agendamento, o serviço está à disposição de qualquer cidadão, das 12h às 19h, de segunda a sexta-feira, por meio da página do TJSC na internet. O usuário escolhe a unidade de 1º grau desejada, entra na sala virtual e fica sabendo sua ordem na fila para atendimento. Quem tem direito ao atendimento prioritário deve acrescentar a palavra “preferência” antes do nome e apresentar um documento oficial com foto. Em caso de problema técnico, a expressão “retorno” deve constar antes do nome. Outra ferramenta criada foi a Central de Atendimento da CGJ. Diferente do Balcão Virtual, a Central da CGJ é destinada exclusivamente aos advogados, membros do Ministério Público e integrantes da Defensoria Pública. O atendimento é agendado para contato com os magistrados ou servidores. Nos casos urgentes, as solicitações de agendamento de videoconferência devem ser respondidas em até 24 horas; nos demais casos, em até cinco dias úteis. Já as solicitações direcionadas para setores da secretaria do TJSC devem ser respondidas em até cinco dias úteis ao endereço de e-mail informado pelo interessado na central. Também é importante ressaltar que a Central de Segundo Grau não se destina ao encaminhamento de peças processuais e expedientes para protocolo, de forma que o envio desses documentos por essa via será desconsiderado para efeitos jurídicos e legais. Para quem prefere o contato por aplicativo de mensagens, o Judiciário catarinense também disponibilizou o WhatsApp Business ao público em geral. Por fim, os e-mails ainda são uma maneira segura de buscar informações na unidade desejada. Por Assessoria de Imprensa/NCI
Prova de Vida volta a ser exigida a partir de hoje
A Prova de Vida dos aposentados, pensionistas e anistiados políticos civis do Poder Executivo Federal volta a ser exigida a partir desta quinta-feira (1º/7), após ter ficado suspensa desde março de 2020 como medida de proteção contra o contágio pela Covid-19. Receba as notícias da Rede Vale Norte no seu WhatsApp. Clique aqui. Quem não fez a Prova de Vida em 2020 e/ou em 2021 desde a suspensão em 2020 até esta quarta-feira (30) deverá comprová-la, conforme calendário abaixo, na agência bancária onde recebe o pagamento ou acessar o aplicativo SouGov.br para consultar a situação da comprovação de vida, o prazo para fazer e obter as orientações para realizá-la por aplicativo móvel – caso tenha biometria cadastrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou no Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Aqueles que não fizerem a comprovação de vida até o fim de julho de 2021 serão notificados, até o dia 10 de agosto, para fazê-la no prazo de 30 dias, contados do recebimento da notificação. O prazo limite para fazer a Prova de Vida é 30 de setembro de 2021 para os aposentados, pensionistas e anistiados políticos civis que não a fizeram durante o período da suspensão da exigência. A Prova de Vida deve ser feita uma vez por ano, no mês do aniversário, conforme estabelecido na Portaria nº 244 e Instrução Normativa nº 45, ambas de 15 de junho de 2020. A Secretaria de Gestão e Desempenho de Pessoal, do Ministério da Economia, orienta que os beneficiários nascidos em agosto ou setembro que não fizeram a comprovação de vida durante o período de suspensão aguardem o início do mês do aniversário para fazê-la. Assim, já atualizam a situação de 2020 e 2021. Onde fazer a Prova de Vida Os beneficiários do Regime Próprio de Previdência Social podem comparecer presencialmente no banco onde recebem o pagamento. Algumas instituições bancárias oferecem alternativas, como Prova de Vida pelo caixa eletrônico ou por aplicativo móvel. O cidadão deve confirmar as opções disponíveis e o horário de funcionamento junto ao banco. Prova de Vida pelo celular Os beneficiários que já têm a biometria cadastrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou no Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) podem fazer a Prova de Vida Digital, ou seja, por meio do reconhecimento facial. O serviço está disponível no aplicativo Meu gov.br. As orientações estão disponíveis no aplicativo SouGov.br. Acesse o SouGov.br Com informações do Ministério da Economia
Governo do Estado sinaliza investimento de mais R$ 20 milhões em Rio do Sul
Prefeito José Thomé apresenta projeto de nova ponte e adequações viárias entre o Budag e o Canoas Receba as notícias da Rede Vale Norte no seu WhatsApp. Clique aqui. Em Florianópolis nesta semana, o prefeito de Rio do Sul, José Thomé, apresentou o projeto do novo contorno oeste da cidade, com reestruturação de tráfego de trânsito em algumas ruas dos bairros Budag e Canoas, e uma nova ponte ligando as duas regiões. A proposta foi apresentada em reunião com o deputado estadual Milton Hobus e o Secretário da Casa Civil do Estado, Eron Giordini, para falar do projeto. Na ocasião, Thomé recebeu sinalização que o Estado será parceiro no projeto, que tem um orçamento inicial de cerca de R$ 20 milhões. As obras trariam benefício para a comunidade em diversas circunstâncias, principalmente criando nova rota de entrada e saída da cidade e melhorando o acesso entre a SC-350 e a BR-470, muito utilizada por motoristas de caminhões pesados com origem ou destino da região de Aurora e Ituporanga. Nesta semana, a sondagem do terreno para implantação da nova ponte foi iniciada. A prefeitura já tem um estudo de alteração de tráfego nos bairros Budag e Canoas e qual seria a configuração de novos binários após a conclusão da ponte. O objetivo é principalmente reduzir a quantidade de veículos transitando pelo centro da cidade, reduzindo congestionamentos em horários de pico. O prefeito José Thomé explicou que ainda não há prazo para o processo de liberação do recurso ou licitação da obra, mas garante que há grande interesse da parceria do governo de SC neste trabalho, por se tratar de um benefício regional. “Será uma adequação que vai melhorar a trafegabilidade no bairro Canoas e na área central do município, já que muitos caminhões de Ituporanga e do Vale Sul passam por esses locais para escoar a produção. Apresentamos todos os dados e detalhamento técnico da obra, e o Eron e o Governador Moisés se sensibilizaram com essa demanda muito importante. Rio do Sul é uma rota de escoamento de produção e essa obra vem para desafogar o trânsito da nossa cidade e melhorar a mobilidade para os moradores. É um projeto complexo, uma obra aguardada há muitos anos pela comunidade, que estamos trabalhando com muita responsabilidade”, comentou. Por Arthur Carlos Hoffmann Departamento de Comunicação Prefeitura de Rio do Sul
Conferência de Cultura de Ibirama debaterá avanços no setor
A Prefeitura de Ibirama, por meio do Departamento de Cultura, realiza no dia 6 de julho, a partir das 18h, a 3ª Conferência Municipal de Cultura de Ibirama. O evento será realizado na Comunidade Evangélica de Ibirama de forma presencial, porém, poderá ser convertido em evento online conforme as restrições estipuladas pelo Governo de Santa Catarina para combate à Covid-19. Receba as notícias da Rede Vale Norte no seu WhatsApp. Clique aqui. Segundo a diretora de Cultura, Márcia Kayser, por motivos de controle de aglomeração, somente participarão da Conferência, as pessoas que se inscreverem até o dia 2 de julho. “Neste ato de inscrição você já registra se pertence a algum dos setores e qual é ele. No evento você receberá um crachá indicando que pertence a essa setorial permitindo sua candidatura e direito ao voto”, explicou. O link para inscrições é https://forms.gle/ZXLaJn2ad71BdkPE9 . Durante a Conferência, será feita uma avaliação dos resultados do Plano Municipal de Cultura de Ibirama. Algumas das metas já estão bastante avançadas, como: a implantação do Sistema Municipal de Patrimônio Cultural que conta hoje com dois processos de Tombamento em andamento; implantação de quadro próprio de servidores do setor cultural através de concurso público, garantindo aulas gratuitas de várias linguagens artísticas; reorganização, requalificação e preservação dos acervos históricos, com reestruturação do arquivo Público e aprovação de Plano Museológico. Por meio de uma mesa redonda, será debatido o Fundo Municipal de Cultura, que é uma reserva orçamentária de recursos municipais, cujo objetivo é o repasse às associações e agentes de cultura para a realização de projetos culturais específicos, em áreas como música, teatro, dança, cinema, preservação de imóveis históricos e das tradições locais. Também, o Sistema Municipal de Incentivo à Cultura, que consiste nos instrumentos utilizados para a escolha dos projetos a serem financiados pelo Fundo Municipal de Cultura, normalmente através de editais. Esses editais são lançados anualmente e possuem critérios de escolha tornando a definição do projeto a ser financiado mais profissional, minimizando impactos políticos ao definir quais projetos culturais são financiados. Na oportunidade, também serão escolhidos os novos membros do Conselho Municipal de Cultura, que é formado por 12 cadeiras, cada uma possui um membro titular e um suplente. Seis cadeiras são indicadas pelo Prefeito e outras seis são eleitas pelos seus respectivos setores durante o evento. Os seis setores representados no Conselho Municipal de Cultura são: Cultura Popular, Artes Visuais, Música, Teatro, Dança e Literatura. “Qualquer morador de Ibirama que possua relação com quaisquer desses setores pode se inscrever na Conferência Municipal de Cultura para votar e ser votado na eleição de conselheiros”, finalizou Márcia. Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Ibirama Texto e fotos: Rafael Beling – Jornalista SC 03532-JP
Motorista será ressarcido de multa após provar que fiscalização estava em desacordo com a lei
Um motorista garantiu na Justiça o ressarcimento do pagamento de multa de trânsito aplicada em uma rodovia do Planalto Norte catarinense no ano de 2014. Pela decisão da juíza substituta Olívia Carolina Germano dos Santos, cooperando na 2ª Vara Cível da comarca de Canoinhas, o Estado de Santa Catarina terá que devolver o valor da multa de R$ 469,69 (acrescido de juros). Receba as notícias da Rede Vale Norte no seu WhatsApp. Clique aqui. Consta nos autos que o motorista foi flagrado pela Polícia Militar Rodoviária em agosto de 2014 transitando a 99 km/h na rodovia SC-477, entre Canoinhas e Major Vieira. O condutor foi autuado por transitar em velocidade superior à máxima permitida (60 km/h) em mais de 50%. Em sua defesa, o motorista sustentou que, devido à ausência de placas de sinalização de velocidade máxima a mil metros da fiscalização, conforme dispõe o art. 6º, § 3º, da Resolução 396/2011, do Contran, vigente à época dos fatos, a velocidade máxima a ser considerada para fins de fiscalização é de 100 km/h e não 60 km/h, o que afasta a ilicitude da conduta. O Estado de Santa Catarina defendeu, nos autos, que havia sinalização adequada no local à época da autuação e que as informações no Relatório de Diligências, elaborado em setembro de 2019, não comprovam as alegações do autor. “Embora o Relatório de Diligência indicando a ausência de sinalização de velocidade permitida à via tenha sido elaborado em 2019 e a multa seja datada de 2014, vislumbra-se que referida diligência foi desencadeada após inúmeras reclamações e recursos de infrações de usuários da Rodovia remetidos ao setor de imposição de penalidades ao longo dos anos anteriores. Nesse contexto, o Estado não comprova a existência de sinalização no local”, pondera a juíza. A magistrada continua explicando que “não se olvida que os atos emanados por agentes públicos são dotados de presunção de legalidade e veracidade, ou que a penalidade em caso de infração do condutor ao art. 218 do CTB é constitucional. Contudo, neste caso específico, as provas carreadas pelo autor são hábeis a derruir a legalidade do ato, pois comprovaram que o local em que se operou a autuação não estava sinalizado nos moldes da lei. A sinalização da velocidade da via é indispensável para a validade da autuação”, expõe. Consta nos autos que a última placa alertando da velocidade máxima permitida na via encontrava-se a mais de 3 mil metros da fiscalização, ou seja, muito além dos limites estabelecidos na legislação. Conforme os ditames da Resolução 396/2011, o local deveria ser sinalizado nos mil metros que antecediam o equipamento de fiscalização. A juíza finaliza justificando que “a ausência da sinalização nos moldes suprarreferidos, e se tratando de pista simples, indubitavelmente o limite a ser considerado para fiscalização é de 100 km/h, nos termos do art. 61 do Código de Trânsito Brasileiro”. “Considerando que na hipótese o autor foi autuado por transitar a 99 km/h, ou seja, abaixo do limite legal, descabidas as penalidades aplicadas, de modo que a procedência do pleito do motorista é medida que se impõe”, conclui a magistrada (Autos n. 5000576-82.2021.8.24.0015). Por Assessoria de Imprensa NCI
Secretaria de Educação de Ibirama lança Prêmio Professor Destaque
A Prefeitura de Ibirama, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esportes lança o Prêmio Professor Destaque. A premiação pretende valorizar boas experiências educativas de professores das redes pública e privada da Educação Básica de Ibirama e permitir o compartilhamento dessas experiências entre todos os professores das redes. > Receba as notícias da Rede Vale Norte no seu WhatsApp. Clique aqui. As inscrições poderão ser feitas até o dia 29 de agosto, por meio do link www.ibirama.sc.gov.br/premio-professor-destaque. As informações referentes ao prêmio podem ser encontradas na Resolução 01/2021, também disponível no link. Segundo a secretária de Educação, Marilene Collet Krause, a rede de ensino de Ibirama possui um leque de excelentes projetos pedagógicos que podem ser compartilhados e aplicados por outros professores. “Os projetos devem relatar práticas ou experiências dos anos de 2019, 2020 ou 2021, e serem desenvolvidos pelo próprio professor, ou substituto, devidamente autorizado pelo órgão competente”, destacou. O Prêmio Professor Destaque é atribuído a nove categorias, subdivididas em Campos de Experiência (Educação Infantil) e Áreas do Conhecimento (Anos Iniciais e Anos Finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio) e a uma categoria para atividades desenvolvidas no Atendimento Educacional Especializado e Atividades Complementares. O Seminário de Apresentação dos trabalhos será realizado no dia 29 de agosto e os vencedores, serão conhecidos no dia 29 de setembro. O prefeito de Ibirama, Adriano Poffo, explica que esta é uma forma de estimular os professores a inovarem e apresentarem sempre novidades aos alunos. “Ibirama é destaque no IDEB. Na última avaliação ficamos com o segundo melhor IDEB nos anos finais, que compreende as turmas do 6º ao 9º ano e terceiro nos anos iniciais, que compreende as turmas do 1º ao 5º ano, uma grande conquista para nossa cidade”, finalizou. Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Ibirama Texto e fotos: Rafael Beling – Jornalista SC 03532-JP
Xokleng: o povo indígena quase dizimado em Santa Catarina que protagoniza caso histórico no STF
Corte avaliará se território habitado pelo povo pode ser ampliado, decisão que determinará o futuro das demarcações de terras indígenas no país. Receba as notícias da Rede Vale Norte no seu WhatsApp. Clique aqui. As tropas se deslocavam pelas trilhas à noite, em silêncio. Os homens, entre 8 e 15, evitavam até fumar para não chamar a atenção. Ao localizar um acampamento, atacavam de surpresa. “Primeiro, disparavam-se uns tiros. Depois passava-se o resto no fio do facão”, relatou Ireno Pinheiro sobre as expedições que realizava no interior de Santa Catarina até os anos 1930 para exterminar indígenas a mando de autoridades locais. Pinheiro era um “bugreiro”, como eram conhecidos no Sul do Brasil milicianos contratados para dizimar indígenas (ou “bugres”, termo racista que vigorava na região naquela época). O relato está no livro Os Índios Xokleng – Memória Visual, publicado em 1997 pelo antropólogo Silvio Coelho dos Santos. “O corpo é que nem bananeira, corta macio”, prossegue o bugreiro na descrição dos ataques. “Cortavam-se as orelhas. Cada par tinha preço. Às vezes, para mostrar, a gente trazia algumas mulheres e crianças. Tinha que matar todos. Se não, algum sobrevivente fazia vingança”, completou. Poucas etnias foram tão combatidas pelos bugreiros quanto os Xokleng, de Santa Catarina. O povo terá seu destino definido num dos julgamentos mais importantes da história recente do Supremo Tribunal Federal (STF), que definirá o futuro das demarcações de terras indígenas no Brasil. O caso mobiliza as atenções de grupos ruralistas e terá repercussão para dezenas de povos indígenas brasileiros. Criança Xokleng em acampamento na floresta, em 1963 — Foto: Acervo SCS Questão do ‘marco temporal’ A corte vai avaliar se a Terra Indígena Ibirama La-Klãnõ — habitada pelos Xokleng e por outros dois povos, os Kaingang e os Guarani — deve incorporar ou não áreas pleiteadas pelo governo de Santa Catarina e pelos ocupantes de propriedades rurais. Em jogo está a tese do chamado “marco temporal”, princípio defendido por entidades ruralistas e segundo o qual só podem reivindicar terras indígenas as comunidades que as ocupavam na data da promulgação da Constituição: 5 de outubro de 1988. O governo passou a encampar formalmente essa tese em 2017, quando Michel Temer era presidente, o que na prática paralisou as demarcações no país. O princípio, no entanto, faz parte do léxico ruralista desde pelo menos 2009, quando o então ministro do STF Ayres Britto propôs sua adoção ao julgar um caso sobre a demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol. Os indígenas, por outro lado, são contrários à aplicação do marco temporal, pois dizem que muitas comunidades foram expulsas de seus territórios originais antes de 1988. É esse o argumento usado pelos Xokleng no julgamento no STF: eles afirmam que décadas de perseguições e matanças forçaram o grupo a sair do território que hoje tentam retomar. Jovens Xokleng durante apresentação na Terra Indígena Ibirama La-Klãnõ — Foto: Prefeitura de Ibirama “Não tínhamos fronteiras, andávamos por todo aquele espaço. Mas éramos tutelados, não tínhamos como responder por nós. Mal sabíamos falar português, imagine nos defender”, diz à BBC News Brasil Ana Patté, jovem liderança Xokleng integrante da Associação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e assessora parlamentar da deputada estadual Isa Penna (PSOL-SP). Patté afirma que o território em disputa era usado pelos Xokleng para a caça, pesca e coleta de frutos, especialmente o pinhão. A Terra Indígena Ibirama La-Klãnõ foi demarcada em 1996 e, em 2003, mais que triplicou de tamanho, passando de 15 mil para 37 mil hectares. A área hoje em disputa integra a parte incorporada em 2003 e está parcialmente ocupada por plantações de fumo — atividade que, segundo Patté, fez o solo e os rios da região se contaminarem com agrotóxicos. Ela diz que, se o STF julgar que o pleito da comunidade procede, a área em disputa será reflorestada, o que trará benefícios não só para os Xokleng mas para todos que dependem dos rios que cruzam aquelas terras. Já o governo de Santa Catarina afirma que essa área era pública e foi vendida a proprietários rurais no fim do século 19. Mapa da Terra Indígena Ibirama La-Klãnõ após a ampliação de 2003 — Foto: ISA Políticos ruralistas catarinenses apoiam a posição do governo estadual. Em 2008, os então deputados federais Valdir Colatto e João Matos, ambos do MDB, elaboraram um decreto legislativo anulando a ampliação da terra indígena. Eles afirmaram que, na área englobada pela ampliação, havia 457 pequenas propriedades agrícolas, com média de 15 hectares cada. “Nunca houve, e nem há, critérios seguros para se demarcar áreas indígenas, ficando a sociedade à mercê do entendimento pessoal do antropólogo que se encontra fazendo o trabalho num determinado momento”, argumentaram os deputados ao justificar o decreto. O Estado de Santa Catarina também disputa com os Xokleng 3.800 hectares onde há sobreposição entre a terra indígena e reservas biológicas estaduais. Em 2019, o STF decidiu que o julgamento sobre a Terra Indígena Ibirama La-Klãnõ tem repercussão geral — ou seja, a decisão aplicada ali valerá para outros casos semelhantes. Se a corte se opuser à tese do marco temporal, o governo federal em tese será obrigado a retomar os processos de demarcação que foram travados com base nesse princípio. ‘Potencial de conflagração’ Essa possibilidade tira o sono de associações ruralistas. Em maio de 2020, um advogado da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) disse no STF que a rejeição do princípio do marco temporal traria “um enorme potencial de conflagração do país e retorno a uma situação muito grave que se vivia no Brasil antes de 2009 (ano da decisão do STF sobre o caso Raposa Serra do Sol)”. Já uma decisão favorável ao estabelecimento de um marco temporal tende a dificultar novas demarcações. Posto do Serviço de Proteção ao Índio (SPI) dedicado aos Xokleng no fim dos anos 1920 — Foto: Acervo SCS Segundo a Funai (Fundação Nacional do Índio), há 245 processos de demarcação de terras ainda não concluídos. Em muitos desses casos, os indígenas reclamam territórios de onde